Terror na Escola: Episódio 3



Episódio 3: Presságios

Colégio Bom Brasil, sala 05, Turma 3001...
Finalmente tinha chegado o dia de Mateus apresentar o filme para toda a turma. Depois do que tinha revelado no dia anterior, ele ficou em absoluto silêncio, querendo provocar ainda mais suspense no que estava por vir. Seria o certo? Talvez.
Alguns alunos foram chegando e sentando em seus lugares. Quando todos finalmente chegaram, Mateus foi até a frente da turma. Então, o Professor Alves entrou na sala e já percebeu o que estava acontecendo.
Alves: Opa, ia começar a falar do filme sem mim?
Mateus: Estava justamente esperando o senhor chegar.
O Professor sentou-se em sua mesa  e esperou. Nervoso, sentindo que suas pernas o abandonariam, Mateus respirou fundo e começou a falar.
Mateus: O foco do filme é o Terror. Será um terror-teen, onde vamos representar nós mesmos, só que com uma diferença: terá um assassino entre nós. E, durante o filme, ninguém vai saber quem é. Tudo vai começar com a morte de Evellyn no Banheiro das Meninas. E assim... vai ter um dia que vamos ficar presos... 
Evellyn: Mas como assim? Por que logo eu?
Mateus: Eu fui aleatoriamente. Agora, foco! Eu já tenho o roteiro de cada um... - Mateus foi passando para todos na sala - Só que vamos precisar ensaiar e tudo mais. Vamos precisar de, mais ou menos, um mês pra conseguir gravar totalmente esse filme.
Os meninos foram pegando os papéis e lendo. Porém, ninguém sabia quem morria depois de Evellyn. Apesar de ser uma forma diferente de trabalho, Mateus tinha conseguido manter o suspense necessário. Por fim, Ellen olhou a ultima página  e viu que seria a próxima a morrer. Seu coração deu um pulo, um arrepio passou pelo seu corpo.
Mateus: Eu peço para que vocês mantenham o segredo. Não devem falar quem vai morrer logo depois da Evellyn, isso só vai ser revelado no dia de gravar. Amanhã, à tarde já podemos começar, pode ser, professor?
Alves: Claro. E, Mateus, pelo o que já li aqui. Você mandou super bem...
...
Ellen estava em seu quarto e lia a sua parte no filme. Na verdade, não era muita coisa e ela realmente estava nervosa. Por ser completamente tímida, ela achava que poderia acabar se dando mal nessas gravações. E, enquanto lia algumas cenas, o seu coração parou quando leu novamente a parte em que ela morria. Uma faca no abdômen e sem os olhos. 
Ellen: Mateus foi bem macabro nessa parte...
Um vento entrou no quarto, um vento frio e gélido, como a morte. Ellen olhou para a janela aberta e sentiu algo de errado.
Ellen: Que sentimento horrível.
...
Evellyn e Leandro estavam comentando sobre o filme enquanto iam para casa. Os dois, assim como a maioria da sala, achou que o gênero ao qual Mateus escreveu o filme era bem diferente do habitual. Leandro, como Ellen, achou a sua morte macabra e dolorosa.
Evellyn: E você sabe quando vai morrer?
Leandro: Não podemos falar, lembra?
Evellyn: Isso é brincadeira! Eu vou ser a primeira, mereço saber.
Leandro (rindo): Mas eu não vou dizer.
O tempo estava ficando cada vez mais frio. O sol nem aparecia e uma forte ventania começou. Leandro sentiu um arrepio passar pelo corpo, como um presságio de morte. Algo de ruim estava para acontecer...
Leandro: Evellyn, você também sentiu isso?
Evellyn: O que?
Leandro: Esse frio. Não estou gostando disso...
...
Darlene estava no portão de Glauciele e as duas também comentavam sobre o roteiro do filme. Glauci, assim como descrita no filme, ia morrer logo após Darlene; algo medonho de acontecer, já que as duas eram super amigas. Mas como era segredo, não revelou isso à amiga. Já Darlene iria morrer logo após Leandro, com a garganta cortada e sem a língua.
Darlene: Já imaginou nós ficarmos famosas, amiga?
Glauciele (rindo): Claro que a gente não vai ficar, garota! Muito idiota, cara!
As duas comentaram mais alguns pontos do filme, como a parte em que ambas encontravam o corpo de Ellen na sala de aula. A forma que a colega de sala morria chamou a atenção delas.
Darlene: Robertinho pegou pesado na morte da Ellen, né? Macabro.
Glauciele: Achei estranho.
Então, subitamente, as duas sentiram algo. Uma presença estranha, como realmente fosse a morte ao lado delas. As duas se olharam e disseram juntas algo que iria mudar tudo dali para a frente.
Glauciele e Darlene: Vamos morrer fazendo esse filme.

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