Terror na Escola: Episódio 2
Roteiro e Brigas
Bárbara chegou em casa naquela tarde, depois do anúncio do trabalho de artes, com um certo pressentimento. Na verdade, de todo o coração, ela sabia que algo ia dar errado. A turma era realmente a melhor de todo o colégio em relação à desempenho, porém, em amizade já não era a mesma coisa. Muitos ali não se falavam, ou até mesmo, se odiavam. Aquele filme não aconteceria da forma correta...
Deitando em sua cama, Bárbara rapidamente caiu no sono e teve um dos piores pesadelos da sua vida... ela estava num corredor estranho e escuro...
O que estivesse para acontecer ali naquele corredor, iria acontecer. Bárbara continuou andando, tentando encontrar uma saída daquele lugar estranho, e, virando no corredor à direita, teve o pior vislumbre que alguém pode ter: a própria morte.
Um homem de capuz preto segurava uma Bárbara de cabelos totalmente despenteados e que chorava de soluçar. Quando Bárbara viu a si mesma daquela forma, sentiu suas pernas tremerem e seu coração quase parou. Um frio passou pela sua espinha... seria o que ela estava pensando? O homem tirou um facão por de trás das costas e, com um movimento violento, cortou a cabeça de Bárbara. A cabeça da jovem rolou pelo chão, sangrando, e parou em frente à verdadeira Bárbara, que assistia tudo aquilo atônita. Quando viu a sua cabeça caída, com sangue escorrendo, na sua frente, Bárbara deu um grito alto e acordou de súbito...
Ela deu um salto da cama, girou pelo quarto e olhou em volta. Não tinha ninguém. Nada de homem encapuzado ou de sua cabeça sendo cortada...
...
Já era tarde da noite quando, de súbito, Mateus foi para a frente do computador começar a escrever. Como o professor tinha pedido, a peça tinha que conter os quatros gêneros mais usados nos filmes e séries. Sendo assim, ele teria que abrir espaço para cada um com coerência e criatividade. Mas como ele poderia fazer isso?
Mateus: Isso vai ser mais difícil do que pensei...
Respirando fundo, Mateus tentou começar a escrever. Em poucos minutos, a imaginação dele lhe permitiu já escrever uma cena completa. E assim foi durante a noite e, quando o seu relógio avisou que eram 4h30 da manhã, ele foi se deitar. As ideias ainda fervilhavam em sua mente, querendo obrigá-lo a continuar a escrever, porém, ele não podia fazer nada, tinha que dormir para conseguir ir para a escola.
Mateus (sussurrando): Amanhã eu continuo...
Então ele fechou os olhos e dormiu. Aquele filme realmente seria algo diferente de se fazer e Mateus se sentia feliz por fazer parte de algo tão legal assim.
...
No dia seguinte o dia já amanheceu diferente. Nuvens cinzas preenchiam o seu, um vento forte batia nas janelas e o frio era intenso. Porém, nem isso impediu de que os alunos do 3º ano do Colégio Bom Brasil fossem estudar. Quando o sinal bateu, às 7h15, todos os alunos seguiram para as suas salas. Mateus, o único que ainda continuava meio lerdo de sono, foi o último a chegar na sala. Sentando-se no fundo, com restantes dos seus colegas, Dudu perguntou:
Dudu: E aí, como está a peça?
Mateus: Meu caro, você acha que sou o quê? Uma máquina? Mas, bem, respondendo a sua pergunta: já escrevi bastante coisa ontem.
Glauciele: Por acaso precisava disso tudo? Você tem duas semanas pra terminar...
Mateus: Eu sei, só que prefiro terminar logo. Vai que o professor dá uma de Umbrigde e decide querer o trabalho pra essa semana?
Glauciele e Darlene: Umbrigde?
Mateus: Ah, esquece.
O Professor Rodrigues, que dava aula de história, entrou na sala e saudou a turma. A aula foi passando, os alunos foram aprendendo e, com isso, uma certa implicância começou a acontecer. Pedro, que estava à frente de Bianca, decidiu ir perguntar à Mateus como ia o trabalho.
Mateus: Acho que o professor deixou bem claro que somente eu devo escrever o roteiro.
Pedro: E eu por algum acaso queria escrever? Quero saber como vai ser a história e tudo mais.
Todos os alunos se viraram para olhar. Era verdade que ninguém ali se "davam bem", porém, os amigos queriam saber sobre o que iam fazer. Era um direito deles.
Mateus (falando alto): Antes que mais alguém me pergunte: não vou falar do filme. Mal comecei ele e, se querem saber, espero que vocês não pirem quando souberem o que estou escrevendo!
A turma inteira ficou em silêncio e até mesmo o Professor riu enquanto observava a turma.
A semana foi se arrastando, trazendo confusões para muitos da turma. Mateus ainda mantinha o segredo de como seria a história do filme, de como tudo ia funcionar e alguns de seus amigos não estavam gostando disso. Uns até mesmo diziam que Mateus queria somente se aparecer.
Leandro: Deixem ele trabalhar, gente! Deve ser muito cansativo escrever um filme, ainda mais valendo ponto! Quando ele acabar, vocês leem e tiram as suas dúvidas. Agora, deixe o garoto escrever em paz!
Um dia antes de Mateus finalizar todo o roteiro do filme, faltando somente uma cena para terminar, ele se aproximou de todos da sala. Um nervosismo pairou sobre ele, como se uma chuva intensa de nervos estivessem invadindo seu corpo e molhando-o, e desatou a falar:
Mateus: O filme vai ser de terror. Basicamente fiz um filme usando nós mesmos, em nossos respectivos nomes, e muitos vão morrer. Alguns de nós seremos mortos logo de primeira... mas, agora, amanhã trago o filme para vocês. Aproveitar que temos aula com o Alves amanhã.

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