Terror na Escola: Episódio 1
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| Talvez realmente não conhecemos os nossos verdadeiros amigos. |
✦ A Ideia ✦
Tudo começou assim...
Era um dia ensolarado e as nuvens eram poucas no céu. Mas o dia já estava começando para os alunos do 3° ano do𝀺✦ Ensino Médio, do Colégio Bom Brasil. O último ano na escola era importante, uma coisa que trazia ansiedade e saudades para a turma 3001 — a única do Colégio —, para eles as coisas estavam só começando. É claro que eles, de certa forma, imaginavam-se na faculdade ou fazendo algo que amasse.
A turma 3001, apesar de ser a única do Colégio, tinha poucos alunos. Os alunos eram: Mateus, Bianca, Eduardo (mais conhecido como Dudu), Kathleen, Pedro, Glauciele, Darlene, Thyago, Leandro, Evelyn, Ellen, Matheus (mais conhecido Lorinho) e Barbara. Os formandos do ano de 2015 do Colégio Bom Brasil eram conhecidos por serem a turma mais dedicada de toda a escola; apesar deles não conseguirem se unir.
Às 7h, com o porteiro do Colégio abrindo o Portão Principal, os alunos começaram a chegar. Eram tantos alunos que as vezes tinha um engarrafamento simples pelos corredores. As turmas de primeiro e segundo anos, divididas em 3 salas, eram as que mais possuíam alunos. Em poucos minutos que o portão se abriu, o colégio já ganhava vida e os alunos começavam a sair pelos corredores.
Diferente dos outros alunos, somente a Turma 3001 tinha direito de se vestir da forma que mais lhe agradar. E não foi diferente naquele dia. Cada um foi vestido da forma que mais se sentia bem; como foi o caso de Bianca. A jovem de 18 anos estava vestindo calças jeans, bota e uma camisa rosa. Ela chegou na sala de aula e sentou-se na primeira cadeira da fileira do canto à esquerda, perto da janela...
Poucos minutos depois, outros alunos foram chegando e tomando seus lugares. E, às 7h25 da manhã, o professor Alves entrou na sala de aula e sorriu para os alunos. Ele dava aula de Artes e, como faltavam seis meses para o fim do ano ele passou um trabalho para os alunos.
Professor Alves: Bom dia, meus caros.
Turma 3001: Bom dia.
Professor Alves: Tenho o prazer de informar a vocês que vou passar um trabalho. É bem simples. Escutem, vocês só precisam seguir o que vou pedir e vão conseguir. Dois grupos, de seis pessoas, deverão fazer uma peça de teatro original.
A turma inteira começou a reclamar. Somente um não fez objeção, e esse foi Mateus; o garoto simplesmente adorava escrever. O professor pediu silêncio e a turma obedeceu.
Professor: Escutem, escutem! Essa peça vai valer metade da nota de vocês, então, acho bom fazerem! Agora, vamos aos detalhes... a peça deve conter comédia, suspense, ação e terror; os gêneros mais usados em filmes ou séries. Saibam que vou cobrar muita coisa de vocês, principalmente coerência...
Mateus, que estava no fundo da sala, levantou a mão.
Professor Alves: Diga, Mateus...
Mateus: Por quê, ao invés de escrevermos uma peça, não gravamos um filme? E podíamos fazer todos nós juntos, ninguém separado. Quero dizer, é o nosso último ano, devemos fazer as coisas juntos.
Todos olharam de Mateus para o professor. Por um momento, todos acharam que o professor Alves ia dizer que não, mas...
Professor Alves: Você tem razão. Então vamos seguir a ideia do Mateus. Quem ficará responsável pelo roteiro do filme?
Dudu: Claro que será eu, professor! Sou mais o inteligente.
Todo mundo riu, até mesmo o professor. Porém, Glauciele, rindo mais ainda, disse:
Glauciele: Seu cocô, todo mundo sabe que você escreve errado! - A turma inteira riu mais ainda. - Professor, o Mateus se encaixa muito bem no roteiro. Ele gosta de escrever e essas coisas...
Todos da turma concordaram.
Professor: Pois muito bem, vocês terão até a ultima semana de aula pra me entregar esse filme, ao qual vamos passar perante toda a escola. Mateus, quero ver esse roteiro pronto em duas semanas.
Mateus assentiu e deu um sorriso para toda turma. Porém, algo bem sinistro aconteceu... as luzes da sala piscaram, a porta se abriu com violência e um vento medonho predominou o lugar... Barbara, a unica que ficara calada o tempo todo, sentiu algo de errado... algo como a morte.

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