O Assassino da Internet: 9º Episódio
NO CAPITULO ANTERIROR:
Na Delegacia, Lúcia chegou e colocou sua bolsa em um canto.
(Lúcia) E aqueles meninos, como ficaram?
(Victor) Mandei eles pros juizado de menores.
(Lúcia) Melhor assim.
Lúcia, pegando o seu celular, ligou para Gabriel, o pai de Bianca.
(Lúcia) Gabriel.
(Gabriel [pelo celular]) Sim, fale, Lúcia.
(Lúcia) Gabriel, preciso de mais um celular Starphone, imediatamente.
(Gabriel [pelo celular]) Tudo bem, vou mandar um. Com rastreador?
(Lúcia) Sim. Desligando
Lúcia, desligando o celular, se sentou na cadeira e abriu a pagina de Proteção Policial.
(Victor) Mais um celular? Quem mais vai precisar de proteção?
(Lúcia) Aquele menino que estuda no Elite Brasil, alguém está tentando matar ele.
(Victor) Matar ele?!
Lúcia, confirmando positivamente, começou a mexer no computador.
NO CAPITULO DE HOJE...
(Cena 1)
No Colégio Elite Brasil, os meninos do 2º ano haviam seguido para a quadra. Ao chegarem lá, a quadra estava com o visual do colégio; dourado e azul. A quadra era fechada, porém, enorme. Tinha um campo de Futsal, para os meninos jogarem futebol. A professora os esperava com um sorriso no rosto; seu cabelo era preto e cacheado. E ela se apresentou para a turma.
(Sarah) Bom dia, alunos.
(A Turma) Bom dia, professora.
(Sarah) Bom, eu sou a professora Sarah Poeta. E eu queria saber que tipo de esporte vocês gostam...
(Paul [sorrindo]) Ah, professora, é claro que é o Futebol!
Todos os meninos da sala sorriram e gritaram em afirmação.
(Sarah [sorrindo]) Bom saber. E as meninas?
(Bianca) Ah, sei lá. Vôlei. Mas eu prefiro Queimado.
(Sarah) Mas Queimado não é um esporte, e sim, um jogo para se distrair. Agora, pelo o que eu já vi, os meninos vão querer jogar futebol. [Os meninos gritaram em aprovação] E as meninas...?
(Letícia) Pode ser Queimado?
(Sarah) Pode ser. Mas é só por hoje.
Sarah, pegando duas bolas que estavam na arquibancada, deu uma bola para cada um dos grupos.
(Sarah) Bom, os meninos ficam com a quadra de futsal e as meninas, vocês vão ficar na outra quadra.
Os meninos, começando a escolher o time, se aglomeraram no meio da quadra de futsal. As meninas, que só havia sobrado a outra quadra, seguiram para lá; a professora Sarah, foi junto com elas.
(Sarah) Podem tirar o time.
(Bianca) Pode deixar!
Bianca, rapidamente, se ajuntou com suas amigas.
(Alice [falando com as meninas]) Bianca, você tem que tomar cuidado, tá? Nosso time é o melhor...
Nora, Cátia, Letícia e Miranda olharam para Bianca, que estava com seus olhos fechados. Isabelle, rapidamente, chamou Rachel e Fabiane para mais perto.
(Isabelle [sussurrando]) Vai ser agora que vamos acabar com a raça dessa piranha! Nesse jogo!
(Rachel [sorrindo]) É isso ai!
(Isabelle [indo até Alice]) Ai, Alice...
(Alice) O que é? Já tá pronta para perder?
Alice já tinha montado sua equipe; era ela, Mariana, Priscilla, Carly e mais cinco meninas; Sam, Renata, duas meninas que depois saíram do jogo (desistindo de jogar) e mais uma menina que era completamente tímida; Evellyn.
Isabelle, rapidamente, formou sua equipe, que ficou assim: Isabelle, Bianca, Loren, Letícia, Rachel, Fabiane, Miranda, Nora e Cátia.
(Alice [sarcasticamente]) Pronta para perder.
(Isabelle [pegando a bola e ficando frente a frente com Alice]) Tu tá na mão do palhaço! Se eu fosse você, vazava cara de cavalo.
Isabelle, depois de falar isso, jogou a bola na cara de Alice; bem devagar.
(Alice [com raiva]) Ah, garota, eu vou acabar com a sua raça! E vai ser nesse jogo!
Alice, pegando a bola, se preparou para começar o jogo. E ele começou.
(Cena 2)
Na Delegacia, Lúcia estava mexendo em seu computador; vendo se tinha algo de errado com sua filha e seus amigos. Os meninos não estavam em perigo; estavam no Colégio Elite Brasil, como mostrava no sistema. Um homem entrou na sala de Lúcia e Victor, trazendo uma pequena caixa. Lúcia, já sabendo o que era, pegou a caixa e agradeceu ao homem.
(Victor [indo até a mesa de Lúcia]) É o celular?
(Lúcia [abrindo a caixa]) É. Eu vou abrir ele logo, para poder instalar ele ao sistema.
(Victor) Faz isso!
Lúcia tirou a tampa do celular, depois tirou a bateria, e viu o código; sabendo o que fazer, Lúcia pegou o código que estava no celular. Depois ela colocou-o no sistema; e rapidamente apareceu mais um conectado ao sistema. Lúcia começou a colocar o nome de Kevin, o nome dos pais e o nome do seu irmão; Simon. Depois colocou o nome da marca do celular, que era Starphone. Depois de colocar tudo, só faltara a foto de Kevin... Então, rapidamente, abriu a internet e pesquisou no Facebook o perfil de Kevin... E achando rapidamente, pegou a foto que estava no seu perfil; depois só foi colocar a foto no seu sistema de Proteção Policial.
(Lúcia) Pronto. Ele já está no sistema, agora só falta levar o celular para ele.
(Victor) Quer que eu leve?
(Lúcia) Sim. E peça ao hospital para mandar os vídeos das câmeras de vigilância. Precisamos saber quem entrou naquele quarto, e é pra já! VR!
(Victor [pegando o celular e caixa do celular]) Tudo bem!
Victor, pegando a chave do carro, saiu da delegacia. Lúcia, se levantando, olhou em volta; sentia falta de sua amiga Luciana.
(Lúcia) É, Luciana... Como você faz falta.
Lúcia, indo até sua mesa, pegou seu celular e ligou para Gabriel, o pai de Bianca.
(Lúcia) Gabriel.
(Gabriel [pelo celular]) Oi, Lúcia.
(Lúcia) Obrigada pelos celulares, estão ajudando a gente. Caso precisar de outros, você poderia nos mandar?
(Gabriel [pelo celular]) Pode deixar.
(Lúcia) Gabriel, obrigada. Agora, eu vou desligar... Até.
(Gabriel [pelo celular]) Até.
Lúcia, desligando o celular, se sentou em sua mesa; depois pesquisou algumas coisas na internet.
(Cena 3)
No Colégio Elite Brasil, o jogo de futebol dos meninos estava indo super bem. Porém, os das meninas estavam tendo alguns problemas; elas, praticamente, estavam jogando Queimado para matar! Alice, com raiva de Isabelle, estava jogando a bola para machucar.
(Isabelle [se desviando de mais uma bola arremessada de Alice]) Vai precisar se esforçar, bonequinha de porcelana!
Agora era a vez de Bianca jogar a bola; então, ela jogou a bola com toda força em Mariana.
(Mariana [agarrando a bola]) Você é muito otária, Jackson!
Mariana, se concentrando, jogou a bola em cima de Rachel; que desviou, imediatamente.
Fabiane, que não aguentava mais, pegou a bola e acertou a bola em Evellyn; que foi queimada no braço.
(Priscilla [irritada]) Sua idiota!
(Evellyn [com raiva]) Idiota é você!
Evellyn, aborrecida, saiu do jogo.
(Alice) Ainda bem, não precisamos de você!
Só haviam sobrado Alice, Priscilla, Carly, Mariana, Sam e Renata.
(Priscilla) Vamos lá! Samantha, é você.
Samantha, ou Sam, pegou a bola. Ela olhou para quem queria e lançou a bola; acertando Fabiane.
(Sam [pulando de alegria]) Isso!
Fabiane, entregando a bola para Miranda, saiu da quadra. Miranda, para vingar, mirou em Renata; que estava sentada. Miranda, olhando bem para Renata, lançou a bola e acertou-a bem na barriga. Renata estava fora do jogo.
(Renata [saindo da quadra]) Poxa, doeu.
(Miranda) Desculpe.
Carly, nervosa, pegou a bola e tacou-a para o time adversário; porém, não queimou ninguém. Isabelle, que queria acabar logo com aquela brincadeira, pegou a bola e se concentrou na única pessoa que ela queria; Alice. E dessa vez Isabelle não ia ter pena, ia mandar a bola bem no meio da cara de Alice.
Depois de se concentrar, intensamente, Isabelle arremessou na direção de Alice; a bola foi com tal força, que Alice não teve nada a fazer a não ser tentar agarrar bola, mas isso não aconteceu, a bola acertou bem onde Isabelle queria que acertasse, no rosto. Alice, sentindo a raiva nascer de dentro dela, foi na direção de Isabelle.
(Alice [gritando]) Você é maluca, garota?!
(Isabelle) O que foi? Não gostou da bolada na cara? Então, vaza minha filha.
(Alice [jogando a bola no chão]) Agora chega! Eu vou falar com o diretor!
Alice, bufando, foi até a professora e depois saiu da quadra.
No jogo dos meninos as coisas estavam começando a ficar agressivas. Tinha uns meninos da turma deles que eram amigos de Kevin, o inimigo dos meninos, e que estava jogando para machucar! Um garoto, loiro e de olhos verdes, tinha derrubado Wendel, que fez ele quase machucar o braço.
Wendel, com muita raiva, se levantou e foi até o garoto.
(Wendel [com raiva]) Qual foi, Elliot?!
(Elliot [rindo]) Qual foi o que?!
(Wendel [agora ficando com mais raiva]) Você está me marcando! Já me deu uma cotovelada na barriga e agora você me derrubou... O que você quer?!
(Elliot [rindo]) Ah, Wendel, vai fazer algo de útil... Se não aguenta jogar futebol, mete o pé...
Wendel já estava com vontade de dar um bom soco na cara de Elliot.
(Wendel) Olha, só... Eu...
(Elliot [abrindo os braços]) Você o que?! Vai me bater?
(Wendel) Não...
Wendel virou de costas, e Elliot achou que ele fosse embora, mas as coisas não foram bem assim; Wendel virou e ficou de cara com Elliot, e foi nesse momento que Wendel deu um soco bem dado nele, fazendo-o cair no chão.
(Elliot [colocando a mão no queixo]) Você tá maluco? Ah, mas agora eu acabo com a sua raça!
Elliot se preparou e deu um soco na cara de Wendel; e dali começou a briga. Wendel deu mais três socos em Elliot; depois Elliot deu um chute na barriga de Wendel, o deixando sem ar... Vinicius, Paul e Fábio tentaram tirar Wendel de cima de Elliot (Wendel, nesse exato momento, estava dando alguns socos na cara do garoto). A Prof.ª Poeta chegou para interferir na briga. Porém, quando ela chegou já havia acabado; Wendel, com o olho direito vermelho e com os lábios sangrando, estava sendo segurado por Vinicius e Paul. Elliot, com o olho direito vermelho e a boca sangrando, estava sendo segurado por Tomás e mais um amigo de Elliot.
(Sarah [surpresa]) O que é isso?!
(Kevin [rindo]) Se a senhora não percebeu, professora, isso foi uma briga!
(Sarah [olhando para Kevin e depois voltando olhar para Elliot e Wendel]) Vocês dois, para a sala do diretor! Pelo amor de Deus, logo no primeiro dia de aula?!
Wendel olhava para Elliot com um olhar de ódio; Elliot fazia o mesmo.
(Sarah) Os dois! Vão, rápido, para a sala do diretor!
Porém, a voz do diretor foi ouvida pela quadra; a voz dele saia dos alto-falantes.
(A voz do Diretor) Isabelle Maia, na minha sala, agora.
Isabelle, que já sabia o porquê do diretor está chamando ela, saiu da quadra; e logo atrás foram Elliot e Wendel.
Chegando à sala do diretor, Isabelle havia chegado primeiro que os meninos, abriu a porta sem bater.
(Isabelle [nervosa]) Escuta aqui, vou logo dizendo...
(Tony [sem olhar para Isabelle, mexendo em papéis em sua mesa]) Saia daqui e bata antes de entrar.
(Isabelle [confusa]) Mas foi o senhor que me chamou!
(Tony [ainda mexendo nos papéis, sem olhar para Isabelle]) Eu sei disso, mas você tem que bater na porta antes de entrar. Agora volte e bate novamente e espere ser correspondida.
(Isabelle [voltando para a porta]) Caraca, tudo por culpa da Cara de Cavalo!
Isabelle, fechando a porta ao passar, bateu na porta.
(Tony [largando os papéis]) Quem é?
Isabelle, abrindo a porta, foi até o diretor.
(Isabelle [sendo irônica]) Jesus Cristo!
(Tony) Muito engraçadinha!
(Isabelle [sentando na cadeira]) Olha só, a culpa não foi minha, e se eu não estivesse no colégio, eu mataria aquela garota!
(Tony) Eu sei muito bem o que aconteceu, Isabelle...
(Isabelle [olhando em volta]) Então... Cadê a Cara de Cavalo?
(Tony) No momento eu quero falar com você. Por que você fez aquilo, com a Alice?
(Isabelle) Diretor, entenda, a gente estava jogando Queimado e o jogo é assim mesmo; às vezes a bola pode pegar em qualquer lugar do rosto!
(Tony) Então, você quer dizer que não teve culpa, e que não tinha a intenção de machucar a Alice?
(Isabelle) Sim.
(Tony [respirando lenta e profundamente]) Então, você vai sofrer uma detenção e não vai sair no final de semana!
(Isabelle [surpresa]) O que?! O senhor só pode estar brincando?
(Tony) Não, não estou... E agora você está liberada, e amanhã eu digo qual será sua detenção!
Isabelle, bufando de raiva, se levantou e começou a se dirigir para a porta.
(Tony) Ah, e avise os alunos para todos irem para a sala de aula... A sala 4, a que vocês estavam na aula do Sr. Portieli.
(Isabelle) Pode deixar, senhor.
(Tony) Obrigado.
Isabelle, fechando a porta ao passar, nem deu atenção a Wendel e seguiu para a quadra.
(Cena 4)
Na Delegacia, Victor havia acabado de chegar com as filmagens das câmeras de vigilância do Hospital onde Kevin estava. Lúcia, rapidamente, pegou as filmagens e passou para seu computador; onde ela e Victor começaram a ver os vídeos...
(Lúcia [olhando para a tela do computador]) Até agora não tem nada!
Mas Victor a incentivou a procurar mais... Eles ficaram ali, vendo cada filmagem e nada apareceu, nenhum movimento estranho.
Até Victor estava começando a ficar desapontado... Mas tudo mudou... Quando eles estavam vendo as filmagens da câmera que filmou a entrada do quarto de Kevin... Lúcia não havia reparado, mas Victor reparou...
(Victor) Espera ai, Lúcia, volta um pouco... Eu acho que vi dois médicos entrando no quarto do Kevin.
Lúcia, rapidamente, voltou alguns minutos do vídeo... E ela viu. Lá estava, antes do médico (assassinado) que havia entrado no quarto, outro já estava (que era Luca). Lúcia, rapidamente, pausou o vídeo.
(Lúcia) Será que...
(Victor) Só pode ser. Agora deixa o vídeo correr...
Lúcia, tirando o vídeo do pause, olhou para a tela... Primeiro entrou o médico (que era Luca) e depois de alguns minutos, outro médico entrou (que fora morto). Mais alguns minutos depois, o primeiro médico que entrou no quarto saiu alguns segundos depois; ele olhava de um lado para o outro, vendo se tinha alguém passando no corredor, e não tinha ninguém. Depois mais alguns minutos, o outro médico não saiu do quarto.
(Lúcia [batendo as duas mãos]) Achamos!
(Victor [puxando uma cadeira e se sentando ao lado de Lúcia]) Agora, o que vamos fazer?
(Lúcia [pegando o mouse]) Agora, nós vamos dar um zoom no vídeo.
Lúcia, que já era experiente, aumentou o zoom do vídeo. Porém a imagem ficara meio borrada; e, rapidamente, Lúcia ajeitou a imagem, deixando ela completamente limpa... E não era só isso, agora eles podiam ver o rosto de quem matara o médico.
A pessoa (que era Luca) tinha olhos castanhos e cabelos loiros.
(Lúcia [se afastando do computador]) Tá ai! Conseguimos!
(Victor) E agora...
(Lúcia [se aproximando do computador]) Agora, vamos ver por onde ele saiu...
Lúcia, procurando mais filmagens, achou uma do estacionamento... E para a alegria dela, a mesma pessoa estava no estacionamento... Luca corria para fora do hospital, mas ainda vestido de médico.
(Victor) Pelo visto ele conseguiu fugir pelo estacionamento!
(Lúcia) Mas o problema é que não dar para ver mais nada a não ser os olhos e o cabelo.
(Victor) Mas já temos uma pista.
(Lúcia) E já sabemos de uma coisa... Ele estava vestido de médico e por isso conseguiu entrar e sair do hospital com facilidade!
(Victor) É.
O celular de Lúcia começou a tocar, e o número era restrito.
(Lúcia [pegando o celular]) Ué, número restrito... Estranho.
Ela atendeu.
(Lúcia) Alô!
(XxxX) Olá, Lúcia.
O coração de Lúcia disparou; conhecia aquela voz... Era Renato, o pai de Loren, ele havia se separado de Lúcia um pouco antes de ela ter a sua filha. Depois disso, ele nunca mais ligou para ela... A não ser para perguntar como ia na escola. Ele havia se casado com Lúcia, dizendo que nunca ia se separar dela... Mas, agora, Lúcia sentia uma raiva tão grande de Renato, que só de ouvir a voz dele ela ficava nervosa. Lúcia só tinha um medo, e esse medo, era se Renato pegasse a guarda de Loren.
(Lúcia [arrogante]) Oi, Renato!
(Renato [pelo celular]) Olá, minha querida... E como vai a Loren? Eu soube que ela foi para o Elite Brasil...
(Lúcia [revirando os olhos]) Isso é da sua conta?!
(Renato [pelo celular]) Pelo o que diz no registro de nascimento e na corrente sanguínea da Loren, eu sou o pai dela.
Victor, que já sabia como isso ia acabar, saiu de perto de Lúcia e se sentou na sua cadeira, em sua mesa.
(Lúcia [irritada]) Você nunca deu atenção para Loren!
(Renato [sorrindo pelo celular]) Lúcia, você não quer que eu peça a guarda da Loren?... Ou você quer que ela more comigo?
(Lúcia [com raiva]) Escute aqui, Renato, eu não vou perder o meu tempo com você!
Lúcia, desligando o celular na cara de Renato, se levantou.
(Cena 5)
Na empresa de Gabriel, ele estava indo até a sala de Sites e Designers. Era ali que estava os seus três novos contratados? Lara, Afonso e Lorenzo. Gabriel estava empolgado com o seu novo site, o TheFace.com. A ideia do site é: pessoas conhecer outras pessoas. No TheFace.com iria funcionar assim: todas as pessoas que se cadastrassem no site, poderiam postar onde estava e o que estava fazendo; e até postar fotos, mas só isso. Seria uma forma de Twitter só que mais privado.
(Gabriel [entrando na sala]) E como vai o site?
(Lara [virando a cadeira para ver Gabriel]) Está indo bem.
(Gabriel [sentando numa cadeira disponível]) Está dando para encaixar tudo o que eu quero?
(Lorenzo [mexendo no computador]) Sim. Você quer ver o que já criamos?
(Gabriel [se levantando da cadeira e indo até Lorenzo]) É claro, mostre!
Lorenzo clicou em algumas teclas do teclado e uma página se abriu. A página era bonita; no começo dela havia o nome do site em azul e amarelo. Ele, pegando o mouse, desceu mais um pouco... E lá estava escrito assim: "Poste onde você está, o que está fazendo e o seu status do dia!", depois ele desceu mais um pouco e encontrou outras como: Fotos, Status, Vídeos e entre outras coisas.
(Gabriel [com um sorriso no rosto]) Ficou incrível!
(Afonso [se aproximando de Gabriel]) Obrigado, senhor!
(Lara [se aproximando de Gabriel e os outros dois amigos]) Está faltando outras coisas! Mas esse só é o rascunho.
(Gabriel [colocando a mão no ombro de Lorenzo]) Lorenzo, me passe esse rascunho, por favor! Eu quero mandar para a minha filha ver!
(Lorenzo [copiando o link]) Aqui está.
Lorenzo, pegando um Pendrive, passou o link para o Pendrive e depois entregou para Gabriel.
(Gabriel [pegando o Pendrive e colocando-o no bolso]) Obrigado! Agora, eu vou voltar para a minha sala...
(Lara) A gente vai continuar trabalhando aqui. O senhor quer que se acrescente algo?
(Gabriel [indo até a porta]) Não, não quero mais nada. Agora, eu quero esse site pronto dentro de dois dias no máximo... Porque se só de ontem para hoje vocês conseguiram colocar isso tudo... Então, rápido, rápido! Trabalhem.
(Afonso) Pode deixar, senhor!
Gabriel, sorrindo para os três, saiu da sala.
(Cena 6)
No Colégio Elite Brasil, Alex estava no corredor com seu celular na mão. Tinha que ligar para Luca.
(Alex) Luca!
(Luca [pelo celular]) Fala.
(Alex [olhando para os dois lados do corredor, que estava vazio]) Onde você está?
(Luca [pelo celular]) Em casa.
(Alex) Escute, quero que você, traga hoje aquelas câmeras. Quero todas elas. Eu vou encontrar com você atrás do Colégio, e entenda, você não pode ser visto. Não pode ser visto, entendeu?
(Luca [pelo celular]) OK.
Mas Rachel vinha pelo corredor, olhando para trás, mas ela finalmente olhou para frente... Ela viu que no final do corredor estava Alex. Achando estranho ele parado ali no corredor e não na sala de aula, se aproximou, lentamente. Alex nem percebeu a aproximação de Rachel.
(Luca [pelo celular]) O que você vai fazer com esses meninos, ai?
(Alex [cerrando os dentes]) Eu vou matar eles! Vou começar pela Letícia.
Rachel, ao ouvir aquilo, ficou nervosa; ela não podia estar ouvindo o que Alex estava dizendo. Ele ia matar a Letícia? Era aquilo mesmo? Ela parou para poder escutar mais.
(Alex) Ela começou a falar comigo primeiro. Mas eu acho que vou esperar... Depois dela, eu acho que vou matar o Luciano.
Rachel, sentindo uma pontada no peito, olhou para os lados; ela não podia estar ouvindo aquilo...
(Alex) Agora eu vou desligar. Tenho que ir para sala.
Rachel, que não tinha para onde correr, olhou para os lados; mas estava sozinha... Alex virou-se para seguir para a sala, mas ele viu Rachel...
(Alex [sorrindo]) Oi, Rachel. Tudo bem?
(Rachel [gaguejando]) É... É...
(Alex [se aproximando de Rachel]) Você ouviu alguma coisa?
Rachel, nervosa, olhou para os lados; e fez a única coisa que ela tinha que fazer, correr... Ela correu, correu como nunca havia corrido antes... Ela tinha que chegar e contar para alguém o que estava acontecendo... Porém, Alex estava em seus calcanhares... Ele não podia deixar que, uma garota como Rachel, contasse para alguém...
De repente, como se tivesse uma corda invisível a prendendo, ela parou. E como se fosse marionete, ela se virou para Alex; que tinha um sorriso maldoso no rosto.
(Alex [com a voz sombria, seus olhos estavam mais pretos que nunca]) Você achou que ia conseguir fugir?
(Rachel [com medo]) Você...?
(Alex [sorrindo]) Eu? Você não vai estragar os meus planos, garota.
Alex, segurando no braço de Rachel, a carregou até ao um lugar escuro; era um porão. O porão era escuro, a única luz que vinha era da porta aberta. Alex, jogando Rachel no chão, a amordaçou e a prendeu com uma corda que estava na parede.
(Alex) Agora, se eu fosse você, ficaria quieta.
Alex, dando uma tapa na cara de Rachel, tirou a amordaça dela; deixando-a ficar caída em seu ombro. Alex olhou nos olhos de Rachel.
(Alex [sorrindo]) Sabia que você é bonita?
Alex, para a surpresa de Rachel, deu um beijinho nela. Rachel, gostando, mas, ao mesmo tempo sentindo nojo, mordeu os lábios de Alex.
(Alex [colocando os dedos nos lábios]) Nossa, está nervosa!
Alex, se abaixando, colocou novamente a amordaça em Rachel; depois, sem olhar para ela, fechou a porta ao passar. Rachel ficara em completa escuridão.
(Cena 7)
No Colégio Elite Brasil, os alunos já estavam na sala de aula, esperando por algo que eles nem sabiam o que era. Cada um estava sentado em seu devido lugar. Tony, que havia mandado o recado por Isabelle e Wendel, não havia chegado ainda na sala. Alguns minutos se passaram, e Tony não apareceu. Quando a porta se abriu, os alunos, achando que era Tony, ficaram em completo silêncio. Mas, só era Alex. Depois de alguns minutos, nada do diretor.
(Isabelle) Onde ele se meteu?
(Wendel) E eu vou saber?
Wendel, depois da briga com Elliot, havia ficado com o olho roxo; e, agora, estava com um saco de gelo.
(Bianca [olhando para os olhos de Wendel]) Isso vai ficar bem ruim, hein, amor.
(Wendel [sorrindo]) Pelo menos, eu conseguir deixar ele com o olho roxo, também.
(Fabiane) Gente, alguém viu a Rachel?
(Letícia) Não. Ela estava na quadra, mas depois saiu.
(Fabiane) Estranho.
(Loren) Gente, alguém sabe que horas esse diretor vai chegar?
(Tomás) Ele se atrasa assim, sempre?
(Tony) Não.
O diretor havia acabado de entrar na sala de aula. Todos os alunos, como tivessem hipnotizados, ficaram em absoluto silêncio. Tony, porém, olhou para a turma com um sorriso no rosto e sentou-se na cadeira.
(Tony [sorrindo]) É, desculpem a minha demora, é que eu estava ocupado com uma coisa em minha sala.
(A Turma) Tudo bem.
(Tony) Bom, turma, o que eu tenho para avisar a vocês é que, diferente do ano passado, esse ano começaremos com aulas de teatros... [nesse momento a turma se entreolhou confusa] Gente, se acalma... Eu sei que é uma coisa nova, mas, eu percebi que tenho que mudar algumas coisas.
Toda a turma confirmou, positivamente.
(Tony) Bom, agora, tenho outra novidade... Agora o nosso colégio vai haver mais um site, mas será um site comandado por alunos. Somente três alunos poderem se cadastrar. O nome do site, o que vocês iram colocar, cabe a vocês. Mas agora, não quero nenhum assunto obsceno ou mesmo algo que possa envergonhar a escola.
(Elliot) Mas, diretor, como vamos saber quem vai comandar o site?
(Tony [sorrindo]) Boa pergunta, Elliot. Nós, os professores e eu... decidimos que é melhor os alunos do 2º ano, comandar o site. Já tem alunos do 3º ano, que vão formar esse ano, no comando do site; mas como eles vão sair, irei colocar mais três alunos do 2º e mais três alunos do 1º ano para ajudar. Ou seja, vocês, estarão no comando o site esse ano e o ano que vem.
Todos os alunos se olharam, confusos. Não estavam entendendo onde o professor queria chegar.
(Mariana) E quem vai comandar o site, da nossa turma?
(Tony) Ah, isso é fácil, eu quero que nove alunos se levantem... Somente nove. Esses nove serão votados pela turma, é obvio. Então, quem serão?
Demorou um pouco para que algum aluno se levantasse... Tony olhou para os alunos, para cada um deles, e viu que nenhum levantou... Porém, começaram a se levantar Alice, Mariana, Igor, Isabelle, Elliot, Vinicius, Nathan, Loren, Nora, Cátia, Luciano e Diego.
(Tony) Muito bem!
Tony, se abaixando para pegar uma caneta piloto (para poder escrever), foi até o quadro. Ele começou a escrever os nomes dos nove alunos. Depois que ele acabou, virou-se para a turma.
(Tony) Bom, agora, quem quer que a Alice seja uma das comandantes do site, levante a mão.
Somente Priscilla e Carly levantaram a mão.
(Tony [escrevendo no quadro]) Muito bem, dois pontos para Alice.
Alice, com vergonha, abaixou a cabeça.
(Tony) Agora, quem quer que a Mariana comande o site levante a mão.
Para a surpresa de Mariana, dois meninos do grupo de Elliot, Kevin, Tomás e Sam, levantaram as mãos.
(Tony [escrevendo no quadro]) Muito bem, é... São cinco pontos para Mariana.
Mariana, radiante de felicidade, se apoiou em sua cadeira.
(Tony) E para o Igor?
Somente duas pessoas levantaram a mão para Igor; Miranda e Letícia.
Alguns minutos se passaram, e Tony havia acabado de fazer a contagem dos votos. E os comandantes dos sites ficaram assim: Mariana (com cinco pontos), Diego (com sete pontos) e Nathan (com seis pontos). Alice, que não gostara nada de ficar de fora, sentou-se furiosa.
(Loren [sussurrando para Fabiane e Isabelle]) Pelo visto, a Alice não gostou de levar só dois pontos!
Fabiane e Isabelle riram, porém, pararam imediatamente, quando o diretor apagou tudo do quadro e virou-se para a turma.
(Tony) Depois passem na minha sala para poderem pegar os documentos do site.
(Mariana, Diego e Nathan) Pode deixar, diretor!
(Tony [sorrindo]) E, ah, vocês estão liberados.
A turma, em grande alegria, levantou-se e saíram da sala. Porém, imediatamente pararam porque o diretor olhou para eles e reclamou.
(Cena 8)
Na Delegacia, Lúcia estava investigando sobre o assassinato de Sofia. Ela se lembrava das testemunhas, todos muito assustados, contavam que o garoto e/ou adulto havia parado em frente à janela do ônibus e dito: "Ele mandou um recado para você!". E depois disso atirou.
Mas, de repente, ela pensou: "E esse garoto tivesse seguido a Sofia?". De repente ela ouviu uma voz, uma pequena voz que dizia para ela: "Abre a pasta, abre a pasta". Então, sem questionar, Lúcia abriu a pasta; e procurou... E, rapidamente, achou.
(Lúcia [lendo]) Está aqui!
(Victor [chegando à sala]) Aqui, o que?
(Lúcia) Victor, venha aqui! Olhe!
Victor se aproximou da mesa de Lúcia e viu que Lúcia apontava para a descrição do assassino de Sofia.
(Victor [confuso]) O que tem?!
Lúcia, feliz, levantou-se de sua mesa e foi para o meio de sua sala, e olhou para Victor, radiante.
(Lúcia [sorrindo]) Victor, estamos atrás da mesma pessoa.
(Victor [jogando a pasta na mesa e indo até Lúcia]) O que você quer dizer com isso?
(Lúcia) Victor! Você leu a descrição do assassino, que matou a Sofia?
(Victor) Sim. E não vi nada demais.
(Lúcia) Victor, a pessoa que matou a Sofia tinha cabelos loiros e olhos castanhos.
(Victor [confuso]) Ainda não entendo. Aonde você quer chegar?
(Lúcia) Victor, a Sofia, não era amigo desse tal Alex Borges?
(Victor) Sim.
(Lúcia) Se a duvida da Luciana estiver certa, todas as pessoas estão sendo mortas depois que conhecem esse Alex. E o Kevin conhece o Alex, eu vi a foto dele no Facebook do Kevin.
(Victor) Você está querendo dizer que a pessoa que matou a Sofia, pode estar querendo matar o Kevin. Lúcia, será?
(Lúcia [ficando séria]) Eu acredito que sim! Mas isso só é um palpite. Mas vamos ficar de olho!
Lúcia, sentando-se em sua mesa, pegou a pasta do caso da morte de Sofia; Lúcia tinha mais um palpite, e se tivesse certa...
(Lúcia [abrindo a pasta]) Victor, eu acho...
E Lúcia viu. Lá estava, escola da vítima: esperando uma vaga no Colégio Elite Brasil. Cadastro feito em 05 de dezembro de 2012.
(Lúcia [se levantando]) É isso! Victor... Sofia estava esperando a vaga dela no Elite Brasil...
(Victor) Eu tinha visto isso, mas, agora pensando bem... Será que esse garoto ai, está querendo matar os alunos que entraram ou estudam no Elite Brasil, Lúcia?
(Lúcia) Pode ser. Victor, eu vou até o Elite Brasil, fique ai.
(Victor [confuso]) O que você vai fazer lá?
(Lúcia [pegando a chave do seu carro]) Investigar. Você está no comando!
Lúcia, pegando o seu celular e sua arma (e colocando ela na cintura), saiu da Delegacia.
(Cena 9)
No porão, Rachel estava com medo. Não sabia o que fazer; estava amarrada e escuridão não permitia que visse algo. Ela não conseguia ver nada e seu coração estava acelerado. A porta do porão se abriu. E Alex, olhando para um lado e para outro do corredor, entrou no porão.
(Alex [deixando a porta aberta]) Está melhor?
Rachel, com o seu coração acelerando rapidamente, olhou para Alex; ele tinha um sorriso maldoso no rosto.
(Alex [tirando debaixo da roupa uma arma]) Você sabe o que é isso?
Rachel olhou para a arma... Agora ela sabia que ia morrer...
(Alex [sorrindo]) Ah, você sabe o que é isso! Então, você sabe o que vai acontecer com você?
Alex, tirando a amordaça da boca de Rachel, deu uma tapa na cara dela.
(Alex [sorrindo]) E ai? Diga, você sabe o que vai acontecer a você?
Rachel, com medo e com raiva, cuspiu na cara de Alex.
(Rachel [com raiva]) Dane-se o que você vai fazer comigo!
(Alex [limpando o rosto]) Ah, é? Tem certeza?
Alex, se levantando, apontou a arma para a cabeça de Rachel.
Naquele momento, o coração de Rachel veio à boca. Sua respiração ficou rápida. Estava com medo de morrer, porém, tinha que se manter forte.
(Alex) Ai, ai, Rachel, você não vai viver por tanto tempo... Se você, pelo menos, não tivesse ouvido a minha conversa!
Ela sabia que seria agora... Era naquele momento... Sua morte estava próxima...
(Alex [apontando a arma para a cabeça de Rachel]) Adeus, o Diego vai sentir falta de você!
Alex, sem sentir pena, olhou nos olhos de Rachel e apertou o gatilho. O tiro foi certeiro, acertou em sua cabeça. Porém, não ouve barulho; a arma tinha silenciador. Rachel, agora, estava de olhos fechados; sua vida havia acabado.
(Alex [olhando para os lados]) Agora, vamos levar você para fora do colégio!
Alex, pegando Rachel no colo, saiu do porão; fechando a porta ao passar. E depois seguiu pelo corredor, indo para fora do Colégio.
(Cena 10)
No Colégio Elite Brasil, Nathan andava sozinho pelo corredor. Estava ouvindo música, totalmente distraído, e ele seguia, depois de tomar banho e se arrumar, para a Sala de Estar. A caminho de lá, seus olhos percorreram pelo corredor vazio. Mas, de repente, um frio se intensificou; e Nathan, olhando para os lados, ficara com medo. Depois algo aconteceu, as luzes apagaram e acenderam, e depois, no final do corredor, Lua Afonso apareceu. Nathan, ao perceber que Lua estava ali, ficou com medo.
(Nathan [com medo]) O que você quer?
(Lua Afonso [sorrindo]) Calma. Eu não vou fazer nada para prejudicar você.
Nathan, com o coração acelerado, olhou para Lua Afonso.
(Nathan) Fale logo o que você quer!
(Lua Afonso) Eu quero lhe entregar isto!
Lua Afonso entregou um papel, meio grande, na mão de Nathan.
(Nathan [olhando para o papel]) O que é isso?
(Lua) É um mapa.
(Nathan [confuso]) Mapa? Para que?
(Lua) Para que vocês possam andar pelos túneis.
E Lua Afonso, sem dizer nada, desapareceu; deixando, ali, Nathan sozinho.

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