The Vampire Days: Episódio 1 [ESTRÉIA]
FEITIÇO E CORAÇÃO DE SANGUE
Mystic High, dezoito de novembro de 1997.
Um adolescente, que em primeiro momento parecia ser um garoto normal, andava calmamente pela rua da cidade Mystic High, na Virginia. Ele se chamava Sam Sunshine e tinha cabelos loiros, olhos azuis penetrantes e um corpo definido e forte para um adolescente. O objetivo do garoto era chegar ao seu destino sem que ninguém o visse, porém, ele não contava com que vinha a seguir: seu irmão Math Sunshine o estava seguindo. Sam virou em um beco escuro à esquerda e estava parado quando um carro parou em sua frente. Uma mulher estava dentro e suas pernas estavam cruzadas.
(Mulher) Entre.
Sam, sem hesitar, entrou. Quando finalmente olhou para a mulher em sua frente, viu que ela era bonita e tinha olhos castanhos. Seu cabelo encaracolado batia nos ombros e sua pele negra brilhava fracamente.
(Sam) Como sempre pontual, Mirella.
Mirella sorriu para Sam. O garoto sabia encantar uma mulher, pensou ela.
(Mirella) Sempre. Então, qual é problema? Fiquei curiosa com a sua mensagem.
(Sam) Alguém vai tentar entrar Mystic High e nós precisamos evitar isso. Você me ajuda?
Mirella olhou para os olhos de Sam e sorriu.
(Mirella [sorrindo]) E o que eu ganharia com isso?
(Sam [suspirando]) O que você quer?
(Mirella [olhando sedutoramente para Sam]) Uma noite selvagem com seu irmão.
(Sam [rindo]) Com o Math?
(Math [abrindo a porta do carro]) Comigo? Isso pode ser interessante!
(Sam) Math?! O que você está fazendo aqui?
(Math) Ah, sossega aí, irmãozinho... então você quer ir pra cama comigo?
(Mirella) Hmmmm... só faço o feitiço se eu for pra cama com ele, Sam. É pegar ou largar.
(Sam [olhando para Math que entrava dentro do carro]) Math, precisamos dessa proteção em Mystic High. O nosso tempo está acabando, amanhã é Lua Cheia...
(Math) Tá eu faço isso! Mas espero que isso tenha um resultado! Vai bruxa, pode fazer o feitiço!
Mirella fechou os olhos e murmurou palavras sem sentido. Pelo menos eram sem sentido para Sam e Math, mas o que eles não sabiam era que o feitiço estava sendo levantado.
Mystic High, hoje, dezenove de novembro de 2014.
5:20h da manhã.
Sam está deitado em sua cama. Seus pensamentos perdidos em algo mais profundo que a sua vida chegara. Ele não acreditava que tudo estava acontecendo novamente, não daquele jeito. O feitiço em Mystic High estava ali ainda, mas o seu medo de que os seus inimigos chegassem à cidade era forte demais. Era quarta-feira. Amanhã ele teria um tipo de aula fora da escola onde teria que se interagir com as pessoas e Sam não estava pronto para isso.
...
7h00 da manhã.
Lia Zerman acordara de bom humor. Nunca se sentira tão bem na vida. Mas sua alegria acabara de acabar quando chegou à cozinha e encontrou sua mãe de pernas cruzadas, sentada à mesa. Lia, com seus cabelos cacheados, olhou para a sua mãe e sentiu algo prendendo ela àquele lugar. Janet, mãe de Lia, era idêntica a filha, se não fosse pela idade.
(Janet) Lia, por que o seu irmão não estava em casa quando cheguei ontem à noite?
(Lia [contendo de se explodir]) Não sei. Talvez porque ele tem dezesseis anos e já pode andar sozinho?
(Janet [levantando-se]) Como é?
(Lia) É exatamente o que a senhora ouviu. Eu tenho 17 anos, mãe. O Grent pode muito bem andar sozinho... eu não preciso ficar andando atrás como se fosse um cachorrinho!
(Janet) Não é assim que as coisas funcionam, Lia! Qual a parte que eu preciso manter vocês em segurança que você não entendeu?
Sempre ela vem com isso. Ela não cansa de repetir isso não?, pensou Lia.
(Lia) E por quê? Tem algum mafioso atrás de mim? Ou, melhor, atrás de todos nós?
(Janet) Não é isso, filha! Mas depois que seu pai foi embora e nos deixou, preciso proteger vocês!
(Lia) Tá certo, mãe! Agora eu posso ir?
(Janet) Espere um instante...
Janet cruzou a cozinha e saiu, porém, pouco tempo depois ela voltava com algo na mão. Era um cordão de prata com um pingente de um formato de coração; mas sua cor era vermelha-sangue, como se tivessem pintado o objeto com sangue.
(Janet) Use isto. É um presente.
(Lia [sorrindo]) Mãe, é lindo... obrigada!
Lia pegou o cordão e colocou-o no pescoço. Uma vibração passou pelo corpo de Lia e ela olhou para a mãe e abraçou-a.
(Lia) Agora eu tenho que ir!
Sorrindo para Janet, Lia pegou sua mochila e seguiu para fora de casa.
...
Grent, irmão de Lia, estava já na escola. Quando ele encontrou sua mãe, acordada e sentada na cozinha, sabia que teria uma discussão daqueles e, então, ele saiu de casa pela porta dos fundos. Grent estava sentado perto dos melhores amigos de Lia, Alex e Morgana, e eles conversavam o assunto favorito de Morgana: seres sobrenaturais.
(Alex) Mor, pela milésima vez, vampiros e lobisomens não existem.
(Grent [rindo]) Alex, eu não diria isso. Amigo, você sabe como as coisas mais estranhas acontecem por aqui...
(Morgana) É disto que estou falando! Pessoas desaparecidas ou mortas por animais que sempre atacam a clavícula? Ah, isso não é coisa de animal nem aqui nem na China.
(Alex) Morgana, se toca, essa história não existe.
(Morgana) Ok, só não quero ninguém pedindo ajuda pra mim quando forem atacados por vampiros ou lobisomens.
(Grent [rindo]) Está certo. Agora, vocês já viram o garoto da turma de vocês?
(Alex) Sam Sunshine? É, vimos. Cara mais sinistro. Ele mora naquela mansão perto da floresta da fronteira de Mystic High.
(Grent) Sério? Isso é legal!
(Morgana) Posso falar uma coisa?
Grent e Alex se entreolharam.
(Alex) Nada que envolva vampiros, por favor.
(Morgana) Bem, é quase isso. Mas eu acho que esse Sam é um vampiro.
Grent e Alex caíram na gargalhada.
(Sam [sussurrando só para eles]) Cuidado com que acha. Isso pode te comprometer!
Rapidamente eles pararam de rir. Morgana, Alex e Grent olharam para Sam surpresos e apreensivos. Como ele chegara tão perto deles e ouvira o que eles disseram?
(Sam) Bom dia.
Então, foi embora.
(Grent) Tipo assim, eu quase tive uma parada cardíaca!
(Morgana) Minhas dúvidas se concretizaram.
Morgana se levantou e os outros a seguiram.
...
Lia caminhava pela rua mais movimentada da cidade e ela andava rápido para chegar ao colégio a tempo. Quatro minutos depois, ela já estava entrando no colégio e, rapidamente, avistou os seus amigos e seu irmão. Ela, sorrindo, foi até eles.
(Lia) Grent, eu vou te matar! Porque não chegou em casa cedo! Mamãe quase me matou!
(Grent) Desculpe...
(Alex) Foi minha culpa, Lia. Eu e ele ficamos jogando vídeo-game até tarde.
(Lia) Certo. Mas da próxima vez, avisa pra eu poder inventar uma desculpa para a nossa mãe!
(Morgana) Ok. Agora, vamos entrar? Já está quase na hora da aula de matemática.

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