O Assassino da Internet: 8º Capitulo




NO CAPITULO ANTERIOR...
Quando todos eles passaram, colocaram os cordões no pescoço. E de repente, uma luz vermelha e azul veio. E ela veio se aproximando cada vez mais. E quando ela se aproximou dos meninos, a luz os atravessou sem interferência alguma. Quando eles olharam em volta, viram que estavam num corredor estreito, e mal iluminado, que no final tinha uma escada. A porta, com um estrondo, se fechou. 
(Alice) Gente, tem certeza que vamos fazer isso?! 
(Thayná) Temos que fazer, senão... 
(Igor) Pessoal, nós vamos conseguir. 
(Vinicius [suspirando]) Espero que sim. 
Eles, olhando para o final do corredor, começaram a andar. Um passo de cada vez. Quando eles chegaram ao final do corredor, viram a escada. E eles, sem saber o que eles iam enfrentar, desceram à escada; um de cada vez. Chegando ao final, eles se depararam com uma cena meio que estranha. Alice soltou um gritinho de medo. 
Na frente deles havia um corredor enorme; porém, o corredor em vez de ter somente as paredes. Eles tinham paredes com laminas. E pelo que eles estavam vendo, bem afiadas. Mas para eles poderem passar tinha que ser um de cada vez. O centímetro da parede, na opinião deles, devia ter uns 45 centímetros. E para completar, o chão somente tinha uma grande ponte de madeira que devia de ter de largura 10 centímetros. E as laminas estavam em tudo que era canto da parede. Se eles perdessem o equilíbrio, podiam se cortar. E não podiam se encostar-se a nada, senão podiam também se cortar. 

(Nathan [nervoso]) É... Sem querer assustar ninguém... Mas como vamos passar por isso? 

NO CAPITULO DE HOJE...
(Cena 1) 
No Colégio Elite Brasil, Vinicius estava tentando pensar em como passar por aquela ponte de lâminas; uma tarefa que parecia ser impossível. O medo se apoderou do grupo. Como eles iam passar por aquilo? Eles estavam começando a desconfiar que Lua Afonso já sabia de tudo aquilo. 
(Vinicius) Eu vou! 
(Isabelle, Thayná) Você está maluco?! 
(Nathan) Cara, você tem certeza que está pensando direito? 
(Vinicius) Tenho certeza! Eu vou passar, eu consigo. 
(Alice [nervosa]) Vinicius, escuta bem, eu não gosto de você, mas você não pode passar nessa ponte. 
(Vinicius) Eu vou passar e ponto! 
Vinicius, sem pensar, foi para o começo da ponte. 
(Igor) Cara, você é maluco. 
(Vinicius) Obrigado. 
(Miranda) Vinicius... 
(Vinicius) Gente, calma... Eu vou conseguir! 
Vinicius, dando um sorriso para o grupo, começou a andar. Um passo atrás do outro. Tentando não encostar-se às lâminas. Tinha que ter a maior concentração. 
(Isabelle [com a mão na boca]) Vinicius, cuidado! 
(Vinicius [suspirando rapidamente]) Olha aqui, to tentando ter maior cuidado... Agora, faz um favor... 
(Isabelle) O que?! 
(Vinicius) Calada. 
Isabelle, nervosa, calou a boca. 
Vinicius continuou sua trajetória... Tudo estava ocorrendo bem... Ele só tinha que ter bastante concentração... Não podia perder o equilíbrio... Quando Vinicius estava na metade da travessia, algo aconteceu... Ele viu uma lâmina bem perto de seus olhos; e começou a perder o equilíbrio... E, sem ter o que fazer, fez a coisa mais burra do mundo... Colocou a mão esquerda na lâmina que estava mais próxima dele; e, como ele suspeitava, sua mão cortou. E o sangue começou a escorrer... Pingando cada vez mais. 
(Vinicius [fazendo careta de dor]) Que droga! 
(Thayná [nervosa]) Ai, meu Deus! Vinicius... 
(Vinicius) Calma, não se preocupe... Dá para agüentar! 
Vinicius, rapidamente, tirou a jaqueta que estava usando; por sorte ele estava com outra camisa por baixo. E enrolou a jaqueta na mão cortada, para poder fazer o sangue parar de escorrer. 
(Igor) Mandou bem! 
(Vinicius) Valeu! 
Vinicius, olhando para o final do corredor, começou a andar. E para sua sorte, ele chegou ao final do corredor sem nenhum problema. Porém, quando ele pisou para fora da ponte, algo meio que maluco aconteceu: as lâminas começaram a entrar nas paredes... E num piscar de olhos, todas as laminas haviam sumido. 
(Vinicius [surpreso e com raiva]) Que engraçado! Agora some tudo! 
(Miranda) Será que podemos passar? 
(Vinicius) Creio eu que sim... Venham, vamos ver o que nos aguarda.
(Alice) Vamos. 
E cada um, sem medo, andou pela ponte. Quando chegou ao final, eles viram que tinham mais um corredor pela frente.
(Isabelle) Mais um corredor? 
Porém, o corredor era pequeno. Eles viram que no final tinha uma luz azul bem intensa. Eles andaram pelo corredor e quando chegaram ao final dele, tiveram mais uma surpresa...  não podiam estar acreditando no que estavam vendo... 
(Alice [surpresa]) Gente, isso é impossível... Como isso pode ter em baixo de um colégio? 
Eles estavam se deparando com uma piscina... Só que não era uma piscina comum... A piscina era como aquelas piscinas de natação, porém, ela era bem grande no comprimento e não na largura. Só que a piscina não era muito funda, mas no seu fundo tinha vários ferros virados para o alto, não eram ferros exatamente; pareciam mais pregos virados para cima. E para quem pisasse se machucasse. 
(Miranda) Eu acho melhor a gente fazer isso amanhã! Não dá para a gente enfrentar essa piscina, não agora! 
(Vinicius) Concordo com a Miranda, é melhor a gente voltar amanhã. 
(Igor) Mas eu acho melhor decidirmos quem vai entrar nessa piscina. 
(Tomás) Como? 
(Nathan) O Igor tem razão! 
(Alice) Eu vou. 
Todos ali levaram um susto. Alice? Ela? Impossível. Todos ali, até Isabelle, olharam surpresa para ela. 
(Alice) O que foi? 
(Isabelle) Você está bem? 
(Alice) Estou. Agora, vamos embora logo... Eu quero dormir e amanhã a gente acorda cedo. 
(Thayná) É, vamos. 
Eles, voltando pelo caminho que tinham percorrido, voltaram para onde a porta havia fechado. 
(Igor) E como vamos sair daqui? 
A pergunta de Igor foi respondida, um brilho apareceu na parede. E Thayná, colocando o cordão na bolinha de luz, conseguiu abrir a porta secreta. Eles, saindo um atrás do outro, chegaram a Sala de Estar. 
(Vinicius) Amanhã continuamos com isso... Agora, não vamos contar isso para ninguém! 
(Tomás) Vamos embora! [olhando o relógio em seu pulso] Já são quase onze horas. 
(Nathan) Então, amanha no mesmo horário? 
(Igor [olhando em volta]) Tudo bem, amanhã, no mesmo horário... Agora, vamos! 
Eles, seguindo para escada, foram para seus quartos. Os meninos, seguindo para o lado direito, e as meninas, seguindo para o lado esquerdo. 
No Corredor, Isabelle estava de braços cruzados, ainda relembrando o que acontecerá alguns minutos atrás e ao seu lado estavam Thayná e Miranda. 
(Thayná [empolgada]) Nossa! Isso... Foi assim... Tipo, sinistro e empolgante! 
(Isabelle [descruzando os braços]) Eu já não achei isso! Na verdade, acho isso muito maluco! 
(Alice [se aproximando]) Isabelle, tenho que concordar com você! 
(Isabelle [irritada]) Finalmente! 
(Miranda) Mas como pode existir um espírito assim? 
(Thayná) Olhando por esse lado... Eu acho isso estranho. 
(Alice [colocando o dedo indicador no queixo]) Uma coisa eu achei estranho. 
(Isabelle) O que? 
(Alice) Como pode ter uma coisa daquelas embaixo de um colégio? O Tony nunca viu isso não? 
(Isabelle [olhando para trás]) Pelo que parece, eu acho que ele nunca viu. 
(Miranda) E como vai ser amanhã? 
(Isabelle) Antes, Alice... 
(Alice [olhando para Isabelle]) O que?! 
(Isabelle) Para não dar bandeira, vamos fingir que nós nos odiamos, tudo bem? 
(Alice [sorrindo]) Ah, isso vai ser fácil. 
(Isabelle) Mas isso não quer dizer que vamos virar amigas. Só estou falando com você porque temos que fazer essas dez tarefas! 
(Alice) Também estava pensando a mesma coisa! 
Cada uma, se despedindo, seguiu para seus quartos. 

(Cena 2) 
No dia seguinte, já eram sete horas da manhã e os alunos tinham que acordar para assistir as aulas. Bem, a maioria nem queria acordar, para falar a verdade.
No quarto de Wendel, os meninos eram os que não queriam acordar mesmo. O sol estava batendo na janela do quarto deles, atrapalhando o sono deles; porém, as únicas pessoas que estavam se dando bem eram Tomás e Kevin. 

Tomás e Vinicius, depois de voltarem da Sala de Estar, tentaram dormir; mas os dois tiveram pesadelos, no qual a Lua Afonso tentava mata-los. Vinicius, antes de dormir, enfaixou as duas mãos; mas ele sabia que não ia adiantar. Sabia que todo mundo ia perguntar, mas ele tinha uma resposta: ele ia dizer que estava a fim de usar aquelas faixas. 
Resmungando, eles acordaram. 

(Wendel [sonolento]) QUE SACO! 
(Vinicius [se levantando]) São que horas? 
(Wendel) Sete horas! 
(Tomás [do andar de cima]) Eu entro primeiro no banheiro! 
Tomás, pulando da cama, pegou seu uniforme do colégio e entrou no banheiro. 
O uniforme do Colégio Elite Brasil era um uniforme (alguns alunos diziam) da hora. O uniforme era assim: a calça era preta, a camisa era vermelha, azul e branco. Só que o uniforme tinha de várias formas; tinha jaqueta, roupas de frios e entre outros. Na camisa do colégio tinha as suas iniciais: CEB; em dourado e azul. 

Depois de alguns minutos, Tomás saiu do banheiro. E Wendel e Vinicius, que já tinham pegado as suas roupas, entraram logo em seguida. Alguns minutos se passaram e Wendel e Vinicius saíram do banheiro; depois entrou Paul e Diego. Depois que Paul e Diego entraram, foi a vez de Fábio e Kevin. 
Quando todos eles já estavam prontos, eram 20 minutos para as oito. E o horário que as aulas iam começar oito e meia. 
(Fábio [conferindo a hora no seu celular]) Vamos pro refeitório? 
(Paul) Vamos. 
Eles, saindo do quarto, seguiram para o refeitório... Mas no meio do caminho, eles se encontraram com Luciano, Patch, Nathan e Igor. Nathan e Igor agiram como se não conhecessem Vinicius e Tomás. 
(Luciano [se aproximando do seu primo]) E ai, primo. 
(Wendel) E ai. Vocês também estão indo para o refeitório? 
(Luciano) Estamos... Vocês conhecessem o Nathan e o Igor? 
(Wendel) Não. 
Mais uma pessoa chegou ao corredor, Alex. Ele sorria. 
(Alex [sorrindo]) Vocês também estão indo para o refeitório? 
(Fábio) Estamos. 
(Nathan) Gente, sem querer atrapalhar, mas vamos logo? 
(Vinicius) É. Vamos. 
Eles, conversando empolgadamente, seguiram para o refeitório. 

(Cena 3) 
No Colégio Elite Brasil, no corredor, as meninas estavam conversando. Rachel, durante a noite, ficou pensando em como acabar com a Alice. E chegou a uma idéia. 
(Bianca) Rachel, essa idéia que você teve é bem estranha... Como vamos fazer isso? 
(Rachel) Deixa comigo! Eu tenho um jeito... Só vou precisar que umas de vocês me ajudem. 
(Loren [sorrindo]) Eu te ajudo. 
(Miranda) Meninas... O refeitório é grande? 
(Letícia) Eu posso te dizer que sim. 
(Isabelle) Gente, vamos andar mais rápido!
(Rachel) Mas antes eu tenho uma coisa pra contar... 
As meninas pararam, como estatuas. 
(Loren) O que? 
(Rachel) Ontem, à noite, a Alice saiu do quarto. 
Isabelle e Miranda, nervosas, se entreolharam. Será que Rachel sabia de alguma coisa? 
(Miranda [completamente assustada]) Mas você viu para onde ela foi? 
(Rachel) Não. Eu virei e dormi. 
(Cátia) Meninas, vamos logo, eu to morrendo de fome. 
(Nora) Calma, garota! Você deve tá com fome de dez mendigos! 
As meninas riram. 
(Bianca) Tá, vamos logo... 
Ao caminharem pelo corredor, elas conversaram sobre varias coisas. Quando elas chegaram a Sala de Estar, encontraram os meninos. Mas, para acabar com a alegria de Isabelle, Alex estava no meio do grupo. Ela sentiu uma raiva se intensificar de tal forma, que ela cruzou os braços e fez cara feia. 
(Bianca [notando o jeito de Isabelle]) O que foi, Isa? 
(Isabelle [irritada]) Nada! 
Os meninos pararam, para esperar as meninas. Quando elas chegaram perto, os meninos sorriram. 
(Os meninos) Olá meninas! 
(As meninas) Olá meninos! 
(Paul) Cadê a Thayná? 
(Loren) Ela não veio com a gente. Ela já deve ter ido para o refeitório. 
O grupo, conversando, caminhou para o refeitório. Ao chegarem lá, viu que o refeitório já estava completamente cheio. 
O Refeitório era muito grande, tinha mais de 100 mesas, para os alunos, e cada mesa com as iniciais do Elite Brasil; CEB. A direita deles estavam as bandejas, para eles pegarem e escolherem o que iriam comer no café. Agora, à frente, perto do fundo estavam as comidas, onde eles escolheriam para comer. Hoje era, no café da manhã, Bolo de Chocolate com sucos de uva, laranja e maracujá. 
Cada um deles, pegando o seu café, seguiram para uma mesa ao canto do refeitório. 

(Fábio [comendo um pedaço de bolo]) Qual é a nossa primeira aula? 
(Vinicius [bebendo um pouco de suco de uva]) Se eu não me engano, é a aula de Literatura. 
(Diego [bebendo um pouco de suco de maracujá]) E depois? 
(Vinicius [comendo um pedaço de bolo]) Eu acho que é aula de Biologia. 
Nathan e Igor, que não tinham amizade forte com o grupo de Vinicius e Isabelle, tinham se sentado numa mesa um pouco longe da deles. 
(Letícia [bebendo seu suco de laranja e apontando para Nathan e Igor]) Chama aqueles meninos lá gente. 
(Kevin) Eles? 
(Vinicius) Eu chamo. 
Vinicius se levantou e foi até a mesa de Nathan e Igor. Enquanto na mesa de Wendel e seus amigos... 
(Loren [terminando de comer seu bolo]) Luciano, como você conheceu eles? 
(Luciano [terminando de beber seu suco de laranja]) Eles dormem no mesmo quarto que eu... 
Fabiane, Vicente e Thayná apareceram no refeitório. 
(Paul [sorrindo]) A Thayná chegou. 
(Wendel) E a Fabiane e o Vicente também. 
Fabiane, Vicente e Thayná, pegando cada um o seu café, se ajuntaram a mesa dos meninos... E no mesmo instante, Vinicius, Nathan e Igor se ajuntaram a mesa. 
(Thayná [sentando ao lado de Paul]) Oi, gente! 
Todos eles começaram a conversar, empolgadamente. Até que deu a hora de todos irem para as suas salas. Thayná que estava no 1º ano, e tinha aula na sala 2 (Sala de Matemática) deu um beijo em Paul e se despediu de todos. O resto do grupo seguiu para a sala 4 (que tinha uma placa escrito: Português/Literatura). 

(Cena 4) 
No Hospital, Kevin estava sozinho no quarto. Simon, que tinha que ir trabalhar, havia deixado ele sozinho. Kevin, que tinha ficado a noite toda sem dormir, tinha conseguido dormir naquele momento. Ele ficava pensando no pesadelo que tivera, depois pensava no Colégio Elite Brasil. Ele nunca pensou que ia sentir isso, mas estava louco para ir pro colégio. 
Mas algo podia impedir ele de seguir para o Colégio Elite Brasil... A porta de seu quarto, sem fazer barulho, se abriu. E Luca, o amigo de Alex, apareceu; completamente vestido de médico... Ele, escondendo a mão direita, tinha uma arma (que obviamente tinha silenciador) e ele tinha que cumprir o que Alex havia mandado fazer... Luca, respirando fundo, apontou a arma para as costas de Kevin... Luca se aproximou, sorrateiramente, para mais perto de Kevin... Só que ele não contava com isso... 

(O Médico [entrando no quarto]) Bom, Kevin, vamos ver se você está melhor... 
O Médico, ao perceber Luca no quarto, levou um susto... Só que Luca foi mais rápido do que ele; atirou no Médico, com dois tiros no peito e um na cabeça. O médico não se mexeu mais. 
Luca, desesperado, saiu correndo do quarto... Deixando, ali, o corpo do médico, morto, no chão. 


(Cena 5) 
No Hospital, Luciana estava agoniada. Ela não queria ficar mais naquele quarto, queria estar na Delegacia. Mas, para ela se sentir melhor, Lúcia estava a mantendo informada de tudo que estava acontecendo; como o atropelamento de Kevin. 
Naquela manhã, Lúcia apareceu com duas caixas de bombom. 

(Lúcia [entrando no quarto]) Oi, amiga. 
(Luciana [sorrindo]) Oi. 
Lúcia, trazendo as duas caixas de bombom, se sentou numa cadeira que estava mais próxima de Luciana. 
(Lúcia [mostrando a Luciana às caixas de bombom]) Olha o que eu trouxe para você! 
(Luciana [sorrindo]) Bombons! Ah, não precisava! 
(Lúcia) Precisava sim. E como você está? 
(Luciana) Bem melhor do que ontem... E quando eu vou para casa? 
(Lúcia) Só amanhã! 
(Luciana) Eu não vejo a hora... E como foi o encontro ontem? 
(Lúcia [sorrindo]) Ah, foi ótimo. Só que teve uma interferência no final. 
(Luciana) O que aconteceu?! 
(Lúcia [se aproximando mais da cama]) Um pouco antes da gente sair do restaurante, teve uma tentativa de assalto! 
(Luciana) O que?! Como assim?! 
(Lúcia) É, eu vi antes deles tentarem algo... Eles iam tentar assaltar pela recepcionista. 
(Luciana [rindo]) Espera ai, você quer dizer que eles em vez de assaltarem todo mundo que estava no restaurante, foram assaltar a recepcionista? 
(Lúcia [ficando completamente séria]) Mas isso não é motivo de risos... O único problema, é que eles são menores de idade! Um tinha 17 e outro tinha 16 anos... 
(Luciana) O que vocês fizeram? 
(Lúcia) Victor está indo para a delegacia nesse momento! Ele vai mandá-los para o juizado de menor. 
(Luciana) É o que tem que fazer! Mas que foi engraçado eles irem direto à recepcionista, foi engraçado até demais. 
(Lúcia) É. Mas parando de rir. 
(Luciana) Tudo bem! E como está indo o seu pedido para a guarda do Diego? 
(Lúcia [respirando fundo]) Nada ainda. Mas deve sair ainda essa semana. 
(Luciana) Você gostou mesmo do Diego, não é, Lúcia? 
(Lúcia [sorrindo]) Gostei. Eu fiquei com o coração partido quando eu o vi falando como os pais adotivos o tratavam. 
(Luciana) E como foi lá, quando você foi buscar ele ontem? 
(Lúcia [se levantando da cadeira]) Luciana, olha, eu fiquei praticamente doida! Eles trataram o Diego como se fosse lixo, sabe. Mas eu acho muito estranho eles terem adotado o Diego... Eles tratam o garoto como se fosse nada. 
(Luciana) Eles adotaram o Diego tem quanto tempo? 
(Lúcia) Eles o adotaram quando ele tinha cinco anos. 
(Luciana) Lúcia, você não pode esquecer que tem o interrogatório do Alex Borges. 
(Lúcia) É, eu tinha me esquecido... Luciana, você tem certeza do que você falou para mim, ontem? 
(Luciana [pegando uma caixa de bombom]) Tenho! Lúcia, é só ajuntar os pontos! 
(Lúcia) O caso da Sofia, foi homicídio... Mas não conseguiram encontrar o garoto, que “supostamente” matou ela, nem com o “retrato falado”. 
(Luciana) Tenho certeza de que esse Alex Borges tem algo haver com isso. 
(Lúcia) Eu vou começar a investigar, se acalma! 
(Luciana) Vou tentar. 
(Lúcia [olhando o relógio de pulso]) Bom, amiga, eu vou indo! Tenho que chegar logo na delegacia... 
O celular de Lúcia tocou, ela olhou e viu que era Victor. (Luciana) Quem é? 
(Lúcia [atendendo o celular]) É o Victor... Fala, Victor. 
(Victor [pelo celular]) Lúcia, teve um assassinato. 
(Lúcia) Onde? 
(Victor [pelo celular]) Naquele hospital, onde o garoto foi atropelado. 
(Lúcia) O garoto morreu? 
(Victor [pelo celular]) Não, não. Quem morreu foi o médico e morreu no quarto do menino. 
(Lúcia) Tudo bem, eu vou ir para lá agora. 
(Victor) Certo. 
(Lúcia) Desligando. 
Lúcia, desligando o celular, olhou para Luciana. 
(Luciana) Mais um assassinato? 
(Lúcia) Sim. Eu acho que estão tentando matar um menino. E ainda tem mais, ele é aluno no Elite Brasil. 
(Luciana [surpresa]) Então... Espera ai... 
Se fosse o que Luciana estava pensando... 
(Lúcia) É isso mesmo. Ele tem o Alex Borges como amigo, no Facebook. 
(Luciana) Mais uma pista! 
(Lúcia) É só uma hipótese. Agora, eu vou indo... Tenho que ver isso! 
(Luciana) Vai lá. 
Lúcia, dando um abraço em Luciana, saiu do quarto. 

(Cena 6) 
Numa rua deserta, Luca acelerava o carro. Ele tinha que ficar bem longe do hospital. Por sorte, Kevin não havia acordado. Luca, parando o carro, no meio de uma rua onde ele havia se encontrado com Alex ontem, olhou para os lados. 
(Luca [batendo com a mão no volante]) Droga! Droga! Que merda! Sempre dá errado. 
Luca, respirando fundo, olhou para os lados. 
(Luca) Eu vou deixar para o Alex. 
Luca, pegando o seu celular, ligou para Alex. 
(Alex [com tom ameaçador]) Fala! Matou ele? 
(Luca [fechando os olhos]) Não! Houve mais uma interferência! 
(Alex [com raiva]) O que?! Luca, você está vacilando demais... 
(Luca) Mas... 
(Alex [com raiva]) Não quero saber! Deixa que eu vou matar ele quando chegar aqui no Elite Brasil. 
(Luca) Tá. Desligando. 
(Alex) Idiota! 
Luca, desligando o celular, olhou para trás; não havia ninguém. 
(Luca [falando com ele mesmo]) Luca, Luca, Luca, o que você fez?! 
Ele, ligando o carro, saiu daquela rua. 

(Cena 7) 
No Colégio Elite Brasil, Wendel e seus amigos já estavam na sala de aula. Porém, Andrew não tinha chegado ainda; estava atrasado. Os alunos já estavam entediados, então, para se divertirem ficaram conversando; cada um em um canto da sala. 
(Luciano) Onde está esse professor, gente? 
(Wendel) Deve ter acontecido alguma coisa! 
(Fabiane) Eu estou com vontade é de sair daqui! 
(Isabelle) Pelo visto, você fez algo que ninguém pode saber, né, Fabi? 
(Fabiane [olhando para Isabelle]) O que você quer dizer com isso?! 
(Bianca [sorrindo]) Ah, ela só pode estar dizendo... É que você e nem o Vicente apareceram na Sala de Estar, ontem. 
(Letícia) O que os dois estavam fazendo, hein? 
(Fabiane [ficando completamente envergonhada e começando a gaguejar]) Eu? É... É... Eu... Eu... Eu fiquei no meu quarto. 
(Loren [sorrindo]) É, você tem certeza? Porque, pelo o que parece, você não sabe onde estava. 
(Fábio) E você, Vicente, onde estava? 
(Vicente [ficando um pouco nervoso]) Eu? Ah, eu estava no meu quarto, também. 
(Luciano) Mentira! Você não estava no quarto nada! 
(Vicente) E como você sabe disso?! 
(Luciano) Bom, se você não sabe colega, eu sou do mesmo quarto que você! E ontem, você só apareceu no quarto depois do horário de recolher! 
(Vinicius) E, então, onde você estava Vicente? 
(Vicente) Isso não é da conta de vocês! 
Todo mundo começou a zoar com a cara de Fabiane e Vicente. Mas, para acabar com a alegria deles, o professor Andrew, de Português/Literatura, entrou na sala. A turma inteira se silenciou. 
(Andrew [surpreso]) É, bom dia, alunos! 
(Turma) Bom dia. 
Cada aluno, olhando para o professor, sentaram-se nos seus devidos lugares. Toda turma (exceto Wendel, Vinicius, Isabelle, Loren, Paul, Fábio, Bianca, Luciano e Diego que já conheciam Andrew) olharam para Andrew; ele não tinha nenhuma aparência de um professor. 
(Andrew [sorrindo]) Bom, turma, desculpem pelo meu atraso, é o trânsito! Mas pelo visto, eu vou ter que sair mais cedo a partir de agora, senão eu me lasco! 
Toda turma caiu na gargalhada. 
(Mariana [sorrindo]) Professor, é, sem querer ser intrometida... 
(Alice [em tom agressivo]) Pelo visto, já está sendo. 
(Mariana) Ninguém te perguntou nada! 
Toda turma riu, intensamente. 
(Andrew) Turma, silêncio. Fale... É... ?
(Mariana) Mariana. O senhor tem quantos anos? 
(Andrew [sorrindo]) Tenho 21. 
(Alice) Mas o senhor não é muito novo, para ser professor?! 
(Andrew [rindo]) Bom, sou. E, por favor, pare de me chamar de senhor, eu não sou tão velho, tenho idade para ser irmão de vocês. Então, vamos começar com a aula? 
Todos confirmaram, positivamente. 
(Andrew) Bom, eu sou Andrew Portieli. 
(Carly) Andrew? Não é nome estrangeiro? 
(Andrew) É. Agora, não é hora de falar sobre o meu nome! Bom, agora, eu quero fazer uma pergunta para vocês... O que é “Literatura”? 
Todos os alunos se entreolharam. 
(Mariana) Seria, a arte da palavra? 
(Andrew [rindo]) Sim. Ganhou meio ponto... Agora, [Andrew começou a andar pela sala] conhece-la equivale a compreender um pouco da nossa história. A Literatura é uma linguagem especial, ela é carregada de sentidos... A Literatura, meus alunos, ela é capaz de provocar emoções e reflexões na gente. Como lendo um livro, um jornal, uma revista. 
(Vicente) Você quer dizer que, quando lemos um livro a gente se apega tanto à história que choramos, rimos e discordamos, certo? 
(Andrew) Isso! Quando você pega um livro para ler, parece que você está dentro da história. Você imagina como seria se você estivesse lá. Agora, eu quero que vocês me respondam, quais de vocês, quando leram um livro ou uma reportagem de jornal, não se comoveu ou riu com que estava ali?
Todos os alunos confirmaram. 
(Bianca) Eu quando li o livro “Sussurro”, eu ri muito. 
(Andrew) É nesse ponto que eu quero chegar! Vocês, às vezes não percebem, mas vocês riem ou choram quando estão lendo algo, ou vendo algo. 
Andrew ficou, ali, falando sobre Literatura; e a turma, ficou completamente feliz. Eles, ano passado, tiveram um professor de Literatura que praticamente era um idiota. 

(Cena 8) 
No Hospital, Kevin estava em estado de choque; ele acordara com um homem morto no chão, no quarto onde ele estava. Simon, que depois de receber a ligação do hospital, estava a caminho... 
Alguém bateu na porta. 

(Kevin [se ajeitando]) Entre. 
Lúcia, abrindo a porta, olhou para Kevin. 
(Lúcia [sorrindo]) Posso entrar? 
(Kevin) Claro. A senhora é a mãe da Loren, não é? 
(Lúcia [fechando a porta]) Sou. É, mas, hoje eu sou a Delegada Lúcia. 
(Kevin) Tudo bem, desculpe. 
(Lúcia [se aproximando da cama de Kevin]) Posso me sentar? [Lúcia apontava para uma cadeira próxima da cama] 
(Kevin) Claro, sente-se. 
Lúcia, se sentando, pegou um bloco de anotações dentro de sua bolsa. 
(Lúcia [pegando a caneta]) Kevin, quando você acordou, você viu o médico morto, certo? 
(Kevin) Foi. Eu estava dormindo... Ai quando eu acordei, vi o médico caído morto no chão. 
Lúcia anotou tudo. 
(Lúcia) E você não ouviu nada ou viu nada? 
(Kevin) Não. 
(Lúcia [anotando e respirando fundo]) Escute, Kevin, nós estamos achando que tem alguém querendo matar você... 
(Kevin [com medo]) O que?! Como assim? 
(Lúcia [respirando lentamente]) Olhe, nós vamos colocar você no nosso esquema de Proteção Policial. Nós vamos monitorar tudo que acontecer com você. 
(Kevin) Como assim? Vocês vão me seguir por tudo quanto é lado? 
(Lúcia) Sim e não. Nós vamos monitorar você por rastreamento... E toda vez que você sair do Colégio Elite Brasil, vamos estar de olho em você. 
(Kevin [respirando profundamente]) Que bom... Assim eu vou sentir bem melhor. 
A porta do quarto se abriu, antes de Lúcia fazer sua pergunta, e Simon entrou. 
(Simon [vendo a Delegada]) Ah, desculpe... É que eu queria ver o meu irmão. 
(Lúcia [sorrindo]) Não, tudo bem. Eu já terminei... Mas o seu irmão entrou para a nossa Proteção Policial. Em breve vamos avisar quando o rastreamento vai começar. 
(Simon [tirando a jaqueta]) Rastreamento? 
(Lúcia) Sim. Falaremos mais sobre esse assunto depois. Agora, tome cuidado, Kevin. 
(Kevin) Pode deixar. 
(Lúcia [pegando a sua bolsa e colocando o bloco de anotações lá dentro]) Bom, eu já vou indo. Tchau. 
Lúcia, colocando a bolsa no ombro, saiu do quarto; fechando a porta ao sair. Simon, se sentando onde Lúcia estava, olhou para seu irmão. 
(Simon) Como você está? 
(Kevin [bufando]) Com medo... 
(Simon) O que ela disse? 
(Kevin) Disse que podem estar tentando me matar... 
(Simon [surpreso]) O que?! Te matar?! 
(Kevin) É. Mano, eu to com muito medo! 
(Simon) Calma, pelo que parece, você vai ser protegido pela polícia. Vai dar tudo certo.
(Kevin) Tudo bem. 
Kevin, deitando, olhou para o irmão. O medo ainda estampado em seu rosto.

(Cena 9) 
No Colégio Elite Brasil, a aula de Andrew havia acabado, porém, ele tinha que fazer a chamada; ao terminar liberou a turma. Os outros alunos seguiram para a aula de Biologia; Wendel e seus amigos andavam devagar. 
(Miranda) Essa aula foi muito boa! 
(Loren) Concordo com você, Mi. Foi muito boa! 
(Vinicius [sorrindo]) Tudo bem! Agora, será que podemos seguir para a sala de Biologia? 
(Fábio) Vamos, então! 
Eles, sorrindo e brincando, seguiram para a sala de Biologia (Sala 7). Chegando lá, eles entraram. Cada um sentou-se em seu receptivo lugar. Mas o professor ou professora não havia chegado ainda. 
(Priscilla [falando para Mariana, Alice e Carly]) Pelo que parece, os professores estão se atrasando hoje. 
(Carly) É. 
Igor, pegando uma folha de papel de seu caderno, escreveu uma mensagem para Vinicius, Isabelle, Nathan, Tomás e Miranda. Primeiro ele passou o papel para Nathan... 
(Igor [gritando sussurrando]) Nathan! 
Nathan, que estava mexendo no seu caderno, olhou para Igor. 
(Nathan [sussurrando]) O que?! 
(Igor [sussurrando]) Pega! 
Igor passou o papel para Nathan. 
(Nathan [sussurrando]) Que é isso? 
(Igor [sussurrando]) Abre. 
Nathan, desconfiando, abriu a folha. E ele leu o que estava escrito: 
“Eu pensei em um nome para o nosso grupo... Andei pensando em Grupo Luna, o que achou? Eu achei maneiro, à noite eu explico. Só passa pro resto do grupo. IGOR”.
 
(Nathan [balançando o papel]) Sério isso? 
(Igor) Sério, passa pro resto do grupo. 
Nathan, dobrando o papel, passou ele para Miranda; que estava mais perto dele... 
(Nathan [gritando sussurrando]) Miranda! 
Miranda, que estava conversando com Isabelle, olhou para Nathan. 
(Miranda) Fala. 
(Nathan [mostrando o papel]) Pega! 
Nathan jogou o papel para Miranda, que pegou-o; Miranda e Isabelle olharam desconfiadas para Nathan. 
(Isabelle [sussurrando]) O que é isso? 
(Nathan) Coisa do Igor, abre. 
Miranda, abrindo o papel, olhou para Nathan e depois para Isabelle; as duas leram. 
(Isabelle [perguntando sussurrando para Miranda]) É sério? Ele inventou um nome? 
(Miranda [sussurrando]) Pelo que parece, sim. 
(Isabelle) Passa pro Tomás. 
Miranda, dobrando o papel, passou a folha para Tomás. Alguns minutos depois, Tomás (perguntando para Isabelle e Miranda: “Como ele pensou isso?”) passou a folha para Vinicius; que leu o que estava escrito e depois olhou para Igor, e sorriu. 
Vinicius, pegando o celular, mandou uma mensagem para Isabelle. 

ELE MANDOU MUITO BEM, ISA! – Mandou Vinicius para Isabelle. 
SÉRIO? VC CERTEZA?Perguntou Isabelle. 
SIM. AGORA, SOMOS O GRUPO LUNA!Mandou Vinicius. 
Vinicius, desligando o celular, olhou para o “Grupo Luna” e deu um sorriso. Mas, para acabar com a graça dos alunos, Tony entrou na sala. 
(Carly) Onde está a professora, diretor? 
(Tony) Ela não vai vir hoje. E então, mudamos o horário de vocês... Vocês terão aula de Educação Física, podem ir para quadra. A professora está lá. 
(Wendel [recolhendo seu material]) Professora? 
(Tony) Sim. Vão, vão, vão. 
Os alunos, se levantando das cadeiras, seguiram para a quadra. 

(Cena 10) 
Na Delegacia, Lúcia chegou e colocou a sua bolsa em um canto. 
(Lúcia) E aqueles meninos, como ficaram? 
(Victor) Mandei eles pro juizado de menores. 
(Lúcia) Melhor assim. 
Lúcia, pegando o seu celular, ligou para Gabriel; pai de Bianca. 
(Lúcia) Gabriel. 
(Gabriel [pelo celular]) Sim, fale, Lúcia. 
(Lúcia) Gabriel, preciso de mais um celular Starphone, imediatamente. 
(Gabriel [pelo celular]) Tudo bem, vou mandar um. Com rastreador? 
(Lúcia) Sim. Desligando 
Lúcia, desligando o celular, se sentou na cadeira e abriu a pagina de Proteção Policial. 
(Victor) Mais um celular? Quem mais vai precisar de proteção? 
(Lúcia) Aquele menino que estuda no Elite Brasil, alguém está tentando matar ele. 
(Victor) Matar ele?! 
Lúcia, confirmando positivamente, começou a mexer no computador.

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