O Assassino da Internet: 6º Capitulo [CAPITULO ESPECIAL]
NO CAPITULO ANTERIOR:
Naquele momento, todos se espalharam. Vinicius, respirando fundo, procurou um alvo para poder pegar. A pessoa que estava mais perto dele era Miranda; ele olhou nos olhos dela, depois disso, respirou e mergulhou. Ele foi a uma velocidade incrível. Vinicius seguiu em direção a Miranda... Só que, para sua surpresa, quando ele chegou onde ele tinha visto Miranda, ela já não estava mais lá.
(Wendel) Você já foi mais rápido, Vinicius.
(Paul) Eu quero ver ele me colar...
Mas, para acabar com a brincadeira deles, Alice e suas seguidoras estavam vindo até a piscina. Depois chegaram: Fabiane, junto com Thayná, e chegaram Patch e Alex. A raiva deles era tanto, que no olhar deles denunciava tudo.
(Alice [dando um sorrisinho sarcástico]) Olha, meninas, parece que eles não cresceram! Eles ainda gostam de brincar de pique-pega.
(Isabelle [fechando os olhos]) Ai, faça isso parar...
(Nora e Cátia) Parar o que?!
(Isabelle [apontando para Alice]) A voz dessa piranha na minha cabeça!
(Mariana) Vai deixar Alice?
(Alice) Cale a boca, Mari!
(Miranda [virando para Bianca]) Quem é essa garota?
(Bianca) É a piranha do Colégio Elite Brasil... Alice.
(Alice) Piranha, só se for a sua mãe.
(Bianca [olhando para Alice, com um olhar fulminante]) O que você disse?!
(Priscilla) É surda?
(Bianca [nadando para sair da piscina]) Eu quero ver você me dizer isso, na minha cara! Sua bonequinha de porcelana!
(Alice [colocando as mãos na cintura]) Quer que eu repita, eu repito, piranha só se for a sua mãe!
(Bianca [parando em frente à Alice]) Ah, minha mãe é piranha! Bom, aqui está a piranha...
Bianca, sem pensar, deu um belo de uma tapa na cara de Alice.
(Letícia) É isso ai, amiga!
Alice, sem saber o que fazer, olhou para a cara de Bianca.
(Alice) Ficou maluca, garota?!
(Bianca) Maluca ficou você! Está maluca de chamar minha mãe de piranha!
Bianca voltou para piscina. Alice, com vergonha, saiu com suas seguidoras dali. Patch e Alex, com um sorriso no rosto, se aproximaram do grupo.
(Alex) O que foi aquilo?
(Bianca) E isso te importa?
(Alex) Tudo bem... Desculpe, eu não quero incomodar.
(Isabelle [sussurrando]) Já está.
(Alex) Bom, pessoal, esse aqui é o Patch!
(Patch) Olá.
(Nora) Patch?
(Patch) É culpa da minha mãe, ela que escolheu esse nome.
(Cátia) Nome estranho, mas, bonito.
(Patch) Obrigado.
Patch, colocando sua bermuda e sua toalha no chão, entrou na piscina. Alex fez o mesmo.
NO CAPITULO DE HOJE...
(Cena 1)
No Hospital, o menino que Luca havia atropelado tinha sobrevivido. Porém, ele não conseguia dizer nada que pudesse dar pistas de quem o atropelara. Kevin, o menino que tinha sido atropelado, estava com seu irmão mais velho; com quem ele mora, atualmente.
(Kevin) Simon, o que a policia disse?
(Simon) Eles disseram que vão ir atrás do atropelador.
(Kevin) E o Colégio? Você avisou pro diretor?
(Simon) Sim. O Tony disse que não tem problema. Que você pode ir pro Elite Brasil depois que receber alta.
(Kevin) Bom.
(Simon) Agora, me escuta, você tem que ficar em repouso, entendeu?
(Kevin [revirando os olhos]) Eu entendi, Simon, não vou fazer nada. Só vou ficar deitado na cama.
(Simon) Muito bem. Agora, você tem certeza que não consegue se lembrar de quem te atropelou?
(Kevin) Foi o que eu disse: eu não consigo me lembrar.
(Simon) Nem a placa do carro?
(Kevin) Simon, a policia já me fizeram essas perguntas. Será que você pode me deixar em paz?
(Simon) Tudo bem. Eu vou deixar você sozinho, mas, qualquer coisa eu estou na lanchonete daqui do hospital.
(Kevin) Pode ir. Não se preocupe comigo, cara.
(Simon [se levantando da cadeira]) Então, vou indo.
(Kevin) Vai, vai.
Simon, olhando para o irmão, saiu do quarto. Depois que ele fechou a porta, Kevin se deitou e virou para dormir.
(Cena 2)
Na Delegacia, Victor tinha voltado para lá. Lúcia, depois de insistir muito, ficou no hospital; ela não queria deixar sua amiga, ali, sozinha. Victor aceitou sem reclamar. Mas antes mesmo dele sair do hospital já havia um trabalho da policia para ele fazer. Um atropelamento. E, por incrível que pareça, o atropelado era Kevin. Depois dele interrogar Kevin, ele voltou para a delegacia.
(Victor) É, Victor, agora você vai tem que resolver isso tudo, sozinho.
Ele, pegando seu celular, sentou na cadeira perto da mesa de Lúcia. Victor olhou para o computador, e foi naquele momento que ele viu que tinha algo de errado.
(Victor) Tem algo de estranho aqui.
Ele apertou da tecla "L" e depois a letra "Y". Essas eram as coordenadas para abrir a pagina de documentos de proteção dos meninos.
(Victor) Por que isso?
Na tela do seu computador estava a ficha de Letícia, e parecia isso:
PROTEÇÃO POLICIAL S/A.
NOME: LETÍCIA BARCELOS.
SEXO: FEMININO.
FILIAÇÃO: ALINE BARCELOS E FABIANO VASCONCELOS.
SISTEMA DE RASTRAMENTO: CELULAR DA EMPRESA JACKSON: SUMMERPHONE.
STATUS: OFFLINE.
Victor, pegando seu celular, ligou para Lúcia.
(Victor) Lúcia! Tenho algo pra te avisar.
(Lúcia [pelo telefone]) O que aconteceu?
(Victor [digitando no computador]) O celular da Letícia está em Offline. Eu estou tentando ver qual o problema, mas o rastreamento parou.
(Lúcia [pelo telefone]) O que?! Victor, como isso aconteceu?
(Victor) Não sei! Ou roubaram o celular dela e tirou a bateria, ou pegaram ela.
(Lúcia [pelo telefone]) Tudo bem. Vamos nos acalmar. Qual foi a última coisa que ele rastreou?
Victor procurou e achou.
(Victor) Achei! Ele parou de rastrear tem uma hora, depois dela ter entrado no Colégio Elite Brasil.
(Lúcia [pelo telefone]) Já tem mais de uma hora que ela entrou no Elite Brasil. Victor, ligue para o Tony e pergunte se a Letícia saiu do Colégio.
(Victor) Tudo bem. Desligando.
Victor desligou o celular, porém, logo começou a ligar para o Colégio Elite Brasil.
(Victor) Alô. Tony?
(Tony [pelo telefone]) Sim, é ele mesmo. Quem é?
(Victor) Tony, sou eu, o Victor. O amigo da Lúcia, da delegacia.
(Tony) Ah, sim. O que o senhor deseja?
(Victor) Eu queria saber se a Letícia saiu do Colégio?
(Tony [pigarreando]) A Letícia Barcelos?
"Não, a mãe Joana", pensou Victor.
(Victor) Sim, ela mesma.
(Tony) Bom, Victor, ela ainda está no Colégio.
(Victor) Tony, por favor, veja se ela está no Colégio. Às vezes ela pode ter fugido.
"Ou raptada", pensou Victor.
(Tony [surpreso]) Fugido?! O senhor pode esperar na linha?
(Victor) Sim.
- Na sala de Tony, no Colégio Elite Brasil. -
(Tony) Valéria.
Uma mulher, que deveria ser alguma ajudante de Tony, abriu a porta.
(Valéria) Me chamou?
(Tony) Sim. Eu quero que você veja se Letícia Barcelos está aqui no Colégio.
(Valéria) Sim, senhor.
Valéria, fechando a porta, saiu da sala.
(Tony [voltando ao telefone]) A minha secretária foi verificar.
- Na Delegacia -
"Finalmente!", pensou Victor.
(Victor) Obrigado.
(Tony) De nada! Mas sem querer me intrometer... Mas por que vocês estão atrás da Letícia?
(Victor) Assunto da policia, não posso falar, desculpe.
"Idiota!", pensou Victor.
Alguns minutos se passaram. Victor já estava ficando nervoso, ele sabia que o Colégio Elite Brasil era enorme. Letícia podia estar em qualquer lugar daquele lugar; ou não. Mas, para a alegria de Victor, a resposta chegou para ele.
(Tony) Victor?
(Victor) Ela está no Colégio?
(Tony) Sim. Está na piscina com os amigos dela.
(Victor) Quem bom. Muito obrigado, Tony... Bom, desculpe o incomodo.
(Tony) Não é nenhum incomodo... Estou aqui para dirigir esse colégio, e atender todos que precisam de minha ajuda.
(Victor) Tchau, e obrigado.
Victor desligou o celular. Ele olhou para a tela do computador e viu que o status do celular de Letícia ainda estava em Offline.
(Cena 3)
Na empresa de Gabriel, Lúcio estava em sua sala; que era ao lado da sala de Gabriel. E Gabriel, porém, não havia chegado. Só que se passaram mais alguns minutos e Gabriel apareceu. Lúcio, rapidamente, foi até ao seu patrão.
(Gabriel) O que você queria Lúcio?
(Lúcio) Bom, chegaram alguns donos de algumas empresas querendo fazer parceria.
(Gabriel) E quem são?
(Lúcio) Uma senhorita, Brenda Santos, e o um senhor, Pedro Castellano.
(Gabriel) Ah, sim. Sei quem são eles. Mandem-nos irem para sala de reuniões, já estou indo para lá.
(Lúcio) Tudo bem. E o senhor, quer algo?
(Gabriel) Como?
(Lúcio) Você vai querer algo?
(Gabriel [dando tapinhas nas costas de Lúcio]) Não, não vou querer nada. Só depois quero que levem, para a minha sala, aqueles novos Tablets e Celulares.
(Lúcio) Tudo bem.
Gabriel foi até sua sala, e depois de deixar seu paletó pendurado no cabide, pegou duas pastas e seguiu para a Sala de Reuniões.
Chegando à Sala de Reuniões, depois de alguns minutos, Gabriel viu que os donos das empresas estavam ali. Ele deu um "Boa Tarde" para os dois, e se sentou.
(Gabriel) Então, vamos fazer mesmo a parceria?
(Brenda) Bom, primeiro, temos que fazer acordos. E temos que saber quanto vai sair cada aparelho celular.
(Gabriel) Não se preocupe, isso resolveremos daqui a pouco.
(Pedro) E os nossos computadores como fica? Iremos colocar em parceria também?
(Gabriel) Podemos dizer que sim. Eu irei fazer a parceria com vocês... Agora, iremos cada um vender os nossos aparelhos, mas divulgaremos os nossos produtos em suas respectivas lojas. Vocês concordam com isso?
(Brenda) Por mim fica justo.
(Gabriel) E o senhor?
(Pedro) Você vai querer fazer mesmo a parceria?
(Gabriel) Sim. Estou disposto a fazer a parceria.
(Pedro) Então, estou de acordo. Faço a parceria.
(Gabriel [abrindo a pasta da empresa de Pedro]) Mas tenho visto que tem um problema com uns dos computadores que o senhor tem, certo?
(Pedro [alisando a testa]) Sobre isso, é verdade. Lançamos um computador... Só que ele não vendeu tanto, quanto eu esperava.
(Gabriel) Pelo que eu vi aqui... Vocês venderam 20, sendo que vocês tinham na loja 200 desses computadores.
(Pedro) O que vocês acham que possa ter acontecido?
(Brenda) Quais eram os programas que o computador tinha?
(Pedro) Ah, vários. Tinha jogos, acesso a internet...
(Brenda) Às vezes pode ter acontecido o seguinte: os computadores não conquistaram o público jovem.
(Pedro) Será?
(Gabriel) Eu acho que pode ter sido isso mesmo. Se não convence o público jovem, não tem venda. É assim que é o ramo. Computadores, celulares, notebooks e Tablets só conquistam o público jovem...
(Pedro) Só pode ser isso. Todas as pessoas que compraram os computadores foram os adultos e mesmo assim para poder trabalho.
(Gabriel [abrindo a pasta da empresa de Brenda]) Pode ter sido isso... Agora, Brenda, eu vi que sua empresa vendeu bastante celulares. E todos foram vendidos com índices elevados...
(Brenda) Obrigada. Eu também andei olhando a pasta da sua empresa, e vi, que ela vende bastante, também. Os seus novos celulares, o Summerphone e o Starphone, venderam em grande porcentagem. Mais de 3 mil celulares vendidos em um dia. Está de parabéns.
(Gabriel) Obrigado. Agora, então, fechamos à parceria?
(Brenda e Pedro) Fechamos.
(Cena 4)
No Colégio Elite Brasil, depois de alguns minutos tomando banho de piscina, os meninos decidiram ficar somente conversando. Porém, mais alunos haviam ido para a piscina também. Thayná, Fabiane e Luciano apareceram, cada um usando roupas de banho.
(Letícia) Alex, eu não entendo uma coisa...
(Alex) O que?
(Letícia) Você, na foto do Facebook, tinha olhos verdes... Por que agora você tem olhos pretos?
(Alex) Ah, eu uso lentes. Meus olhos são verdes, mas, eu gosto do preto.
(Letícia) Agora eu entendi.
(Patch) Vocês sabem que tem um assassino em série? Sabe, ele está matando adolescentes de 15 a 17 anos.
(Bianca) Ah, isso já sabemos. A mãe da Loren é que está investigando o caso.
(Patch) A sua mãe é delegada?
(Loren) É.
(Patch) Que massa!
(Isabelle) Gente, vamos sair dessa piscina? Já perdeu a graça ficar aqui. E fora que está começando a encher...
(Fábio) Vamos. Vamos ficar lá na sala de estar.
(Wendel) Pode ser.
Eles, saindo da piscina, começaram a recolherem as suas coisas; e começaram a seguir para cada um para seu quarto...
(Loren [puxando pulso de Vinicius]) Me diverti tanto...
(Vinicius) É.
Chegando ao corredor, eles tiveram uma surpresa: Alice. Elas e suas seguidoras, Mariana, Priscilla e Carly vinham com um sorriso maldoso no rosto.
(Alice) Olha meninas, são o grupo da pátria.
(Loren) Alice, vai fazer algo prestativo.
(Alice) Ah, mas eu já fiz algo prestativo.
(Fabiane) Espera ai, o que você quer dizer com isso?
Alice deu um sorriso, sarcástico.
- Alguns minutos antes... -
Alice chegou ao quarto, batendo a porta com violência, junto com suas seguidoras. Rachel, que estava no quarto, ainda estava começando a colocar o seu biquíni.
(Alice [gritando]) Eu vou matar aquela garota! Quem ela pensar que é?
(Mariana) Bom, ela é Bianca Jackson.
(Alice [lançando um olhar fulminante para Mariana]) Eu vou te matar! Sai daqui!
(Mariana) Não posso sair...
(Alice [se levantando da cama]) Por que não?
(Mariana) Bom, esse aqui é o meu quarto. Não vou sair de onde eu devo ficar.
(Alice) Mas eu mandei você sair!
(Mariana [se aproximando de Alice]) Bom, Alice... Primeiro: você não me manda. E segundo: eu saio daqui quando eu quiser!
Mariana, respirando fundo, se sentou em sua cama.
(Alice [revirando os olhos]) Tudo bem.
(Rachel [pegando suas coisas]) Não querendo atrapalhar a conversa de vocês... Mas eu vou saindo, o.k?
De repente, uma idéia veio na mente de Alice.
(Alice [entrando na frente de Rachel]) Onde você pensa que vai?
(Rachel) Eu vou ir pra piscina ficar com meus amigos.
(Alice) Ah, mas não vai mesmo... Mari, Pri, tranquem a porta.
Mariana e Priscilla, olhando atentamente para Alice, foram até a porta e a fecharam. Rachel ficou preocupada... Ela não sabia o que aquelas garotas podiam fazer com ela dentro daquele quarto.
(Priscilla) Fechada!
(Rachel) Será que vocês podem abrir para mim, por favor?
(Alice) Ah, está com medo?
(Rachel) Eu? Eu com medo de vocês? Nunca!
(Alice [em tom agressivo]) É bom ter... Carly...
(Carly) Sim?
(Alice) Abre o armário dela pra mim.
(Carly) Tem certeza?
(Alice [em tom agressivo]) Vai logo!
Carly, relutante, foi até o armário de Rachel e o abriu.
Foi tudo muito rápido, Alice pegou Rachel pelos os braços. A força de Alice era tal, que fez Rachel sentir uma dor muito forte nos pulsos e ela não conseguia se soltar.
(Rachel [tentando se soltar de Alice]) Me solta! O que você vai fazer?!
(Alice [levando Rachel até o armário]) Isso é pros seus amigos aprenderem a não mexer comigo.
Rachel, quando viu, já estava dentro de seu armário. Antes mesmo de ela tentar sair de dentro do armário, ele já estava fechado.
Do lado de fora, Alice prendia o armário com uma cadeira e com a toalha de Rachel. Rachel, desesperadamente, começou a bater na porta para poder sair dali.
(Alice [virando para as suas amigas]) Agora, vamos até a piscina.
As quatro, depois de trocarem de roupa, saíram do quarto, trancando a porta, e foi em direção à piscina.
- No tempo real... -
Alice continuava dando aquele sorriso sarcástico dela.
(Letícia) Que sorriso é esse?
(Alice) Ah, não é nada! É só que eu consegui me vingar de vocês.
(Bianca) Vocês? Vocês é uma ova. Você teve o problema comigo, e não com eles.
(Alice) Mas vocês são tudo farinha do mesmo saco.
(Priscilla) Alice, eles não podem ser tudo farinha do mesmo saco... Porque ela não ia conseguir fabricar tanta farinha assim.
(Alice [revirando os olhos]) Você é tonta, ou se faz de tonta?
(Priscilla) Eu falei alguma coisa errada?
(Alice) É claro, sua lesada.
(Nora [olhando para Wendel]) Essa garota é sempre assim?
(Alice [olhando para Nora]) Assim como? Linda, perfeita? Ah, sou sempre assim.
(Nora) Não. Você é sempre assim? Feia?
(Alice [lançando um olhar fulminante para Nora]) Feia?
(Nora) Tá surda?
(Alice) Até que não... Mas, como eu sou linda demais, não vou perder meu tempo conversando com vocês. Eu já me vinquei de vocês, então, estou feliz!
Alice já ia saindo, quando...
(Loren) Espera ai, o que você fez?
(Alice) Ah, espere que você verá!
Alice, dando um tchau para eles, saiu do corredor.
(Fabiane) O que será que essa garota fez?
(Cátia) Qual é o problema dela com vocês?
(Bianca) Ah, é inveja. Desde que chegamos no colégio que ela é assim.
(Patch) Mas pelo que parece, ela não gosta de vocês.
(Vinicius) Você ainda não conheceu o nosso pior inimigo.
(Tomás) Vocês têm mais um inimigo?
(Paul) Ah, sim... É o Kevin.
(Kevin) Eu?
(Fábio) Não. O outro Kevin. Ele namorou com a Bianca, só que depois que o Wendel entrou no colégio... Bom, a Bianca, decidiu terminar com ele e começar namorar com Wendel. Mas ai ele pegou uma raiva do grupo inteiro.
(Alex) A gente não ia pra Sala de Estar?
(Wendel) É. Vamos logo.
Eles, um sorrindo para o outro, saíram do corredor. Cada um seguindo para seu quarto.
(Cena 5)
No Hospital, Kevin estava deitado. Ele havia achado que se ficasse ali deitado o dia todo iria ficar melhor do que ficar na escola, porém, ele se enganou.
(Kevin) Que merda! Seria melhor se eu tivesse na escola.
Simon, o irmão de Kevin, entrou no quarto.
(Simon) O que foi?
(Kevin) Estou entediado!
(Simon [rindo]) Dá para se ver!
(Kevin) Você é bem engraçadinho!
(Simon) O que você está a fim de fazer?
(Kevin [irritado]) Sei lá! Fazer alguma coisa. Não tem um Notebook?
(Simon) Vou trazer um para você.
(Kevin) Valeu.
Simon, dando uma tapa na cabeça de Kevin, saiu do quarto.
(Kevin) Que saco!
Kevin mudou de posição e tentou se acalmar. Só que, para sua surpresa, algo iria acontecer naquele momento.
Luca, o amigo de Alex, entrou no quarto; vestido de médico. Ele havia colocado um óculos, sem grau, para esconder os olhos.
Kevin, agora, não tinha como escapar. Estava muito machucado para fazer qualquer força física. Luca poderia matá-lo sem esforço. Então, sem mais nem menos, Luca pegou um travesseiro. Luca trancou a porta e aproximou-se de Kevin, que estava de costas para ele.
Só que, para a surpresa de Luca, Kevin mudou de posição e o encarou. Os olhos dos dois se encontraram e o coração de Kevin disparou; ele sentia que estava preste a morrer... Sabia que aquela pessoa que olhava para ele, iria matá-lo.
(Kevin) Quem é você?
(Luca [com voz de suspense]) Sei lá. Uma pessoa que veio para te matar!
(Kevin [nervoso]) O que?! Não!
Luca aproximou-se de Kevin e colocou o travesseiro no rosto dele; deixando-o sem respirar. Luca afundou mais o travesseiro contra o rosto de Kevin... Kevin sentia que sua respiração estava começando a ficar lenta... Sentia que não ia sobreviver... Estava indo direto para a morte...
(Kevin [gritando]) PARE! PARE!
Kevin estava deitado, novamente, na cama; só que dessa vez não tinha ninguém ali. Ele estava sonhando... Não tinha ninguém o sufocando, só foi um pesadelo.
(Simon [entrando no quarto]) O que foi?! O que está acontecendo?!
(Kevin [confuso]) Nada. Eu só tive um pesadelo bem ruim.
(Simon [se sentando ao lado de Kevin]) Que pesadelo foi esse?
(Kevin [respirando profundamente]) Alguém estava tentando me matar!
(Cena 6)
No Colégio Elite Brasil, no quarto de Rachel e Alice. Rachel continuava presa em seu armário. Ela não sabia o que fazer. Seu celular havia ficado do lado de fora, em cima de sua cama, ela não podia mandar mensagens e nem ligar para ninguém; a única opção era gritar. Então...
(Rachel [gritando]) Alguém está me ouvindo?
Ninguém respondeu.
(Rachel [gritando]) Por favor, alguém está me ouvindo?
Ela bateu com mais força na porta de seu armário, só que não houve alteração.
(Rachel [gritando]) Alguém?! Por favor!
Batendo cada vez mais forte, ela não obteve nenhum sucesso.
(Rachel [gritando]) S.O.S!
Ninguém respondeu.
(Rachel [gritando]) Por favor?! Alguém me ouve?! Pode ser qualquer coisa! Até um rato! Não, rato não! Alguém está me ouvindo?!
Rachel, que não se aguentou de raiva, bateu com mais força na porta do armário; porém, não houve nenhuma alteração.
(Rachel [falando para ela mesma]) Para de ser idiota, Rachel, ninguém vai te ouvir!
Desistindo, Rachel se sentou.
(Rachel) Ah, mas seu eu ver aquela Alice na minha frente, eu mato ela!
(Cena 7)
Na Delegacia, Victor ainda estava intrigado com o celular de Letícia. Ele ainda estava com seu status Offline. Então, Victor ligou para Lúcia.
(Lúcia) Pronto, fala.
(Victor) Lúcia, o Tony disse que a Letícia está no Colégio.
(Lúcia) Então por que será que o celular está desligado?
(Victor) Essa é a pergunta que eu estou me fazendo agora. Só tem uma opção: ela tirou a bateria do celular.
(Lúcia) Ou quebrou.
(Victor) Pode ser. E como está a Luciana?
(Lúcia) Ela está melhor. Eu estou fora do quarto. Não quero que ela se preocupe, não enquanto ela estiver nesse estado.
(Victor) É melhor assim. E quanto tempo você vai ficar ai no hospital?
(Lúcia) Vou ficar aqui até anoitecer. Por quê?
(Victor) Bom, eu estava pensando... Se você quer ir jantar fora...
(Lúcia) Ah, eu ia adorar, Victor... Você vem me buscar, então?
(Victor) Que bom! E que horas você quer que eu te busque?
(Lúcia) As nove, está bom?
(Victor) Perfeito.
(Lúcia) Primeiro a gente passa na minha casa pra eu poder me arrumar.
(Victor) Tudo bem.
(Lúcia) Victor...
(Victor) Oi.
(Lúcia) Te amo.
(Victor) Também te amo.
Lúcia desligou.
(Victor) Também te amo.
(Cena 8)
No Hospital, Kevin ainda nervoso com o pesadelo que tivera. Parecia tão real. Quem era aquele garoto? E por que ele estava em seu sonho? Kevin nunca havia visto ele na vida.
(Simon) Ainda preocupado com o pesadelo?
(Kevin) Sim.
(Simon) Calma, cara. Escuta, só foi um pesadelo, já passou.
(Kevin) Fale por você. Mas o estranho é que eu nunca vi esse garoto na minha vida.
(Simon) Em sonho, você ver pessoas que você nunca viu na sua vida. É normal, relaxa.
(Kevin [irritado]) Relaxa?! Simon, vai fazer algo que preste. Por que não foi você que teve um pesadelo de uma pessoa tentando te matar.
(Simon) Tudo bem, desculpe.
(Kevin) Agora você pede desculpa? Agora é fácil!
(Simon) Ah, você ficar estressado a toa...
(Kevin) Ah, seu idiota!
(Simon) Eu sou que sou idiota? Foi eu que fui atropelado? Não, foi você! Você é o idiota de não olhar para os dois lados da rua.
(Kevin) Ah, pelo amor de Deus, Simon. Com toda certeza a pessoa que me atropelou, não me atropelou por acidente, e sim, porque quis!
(Simon) Ah, tá. Tudo bem.
(Kevin) Faz um favor pra mim?
(Kevin) Faz um favor pra mim?
(Simon) Qual?
(Kevin [vociferando]) Vaza daqui! Me deixa sozinho!
(Simon) Tá. Tudo bem. Vou te deixar sozinho.
Simon, pegando sua jaqueta, saiu do quarto. Kevin, mal humorado, deitou e tentou dormir.
(Cena 9)
No Colégio Elite Brasil, no quarto de Wendel e seus amigos, eles haviam chegado rindo. Eles tinham combinado de irem para a Sala de Estar, só que eles não podiam chegar lá com roupas de banho, então, cada um, a chegar ao quarto, foram para os seus respectivos armários.
(Tomás) Esse primeiro dia tá saindo melhor do que nunca.
(Wendel) Mas não vai acostumando não, hein. Esse colégio é chato demais... Se não fosse quando alguém faz alguma bagunça.
(Kevin) Sério?
(Paul [indo até o seu armário]) Sério até demais! O Tony é chato... Nós que somos alunos antigos, ficamos impressionados com o Dj.
(Diego) Quem vai entrar no banheiro primeiro?
(Wendel [pegando a sua roupa que estava em cima da cama]) Eu!
Wendel seguiu para o banheiro; logo depois dele foi Paul.
(Kevin) Eu acho que vou demorar para se acostumar com essa parada de entrar duas pessoas no mesmo banheiro.
(Vinicius) A gente também ficamos assim, mas, depois acabamos nos acostumando.
(Tomás) É meio que estranho... Mas fazer o que?
(Kevin) Ai, aquela Nora é uma gatinha!
(Fábio) Verdade!
(Diego) E aquela Miranda, meu Deus do céu!
(Wendel [gritando do banheiro]) Deixa a Rachel ouvir você falando isso, Diego!
Todos no quarto riram, intensamente.
(Diego [gritando para Wendel]) Ah, Wendel, toma conta da sua vida!
(Vinicius) Sou mais a Loren!
(Kevin) Eu acho que vou dá uns pega na Nora.
(Fábio [deitando na cama]) E se ela tiver namorado?
(Kevin) Não tem.
(Tomás) Espera ai, como você sabe disso?
(Kevin [dando um sorriso]) Ah, eu sou rápido! Quando todo mundo ficou conversando na piscina, eu perguntei a ela... E ela disse que não tinha.
(Paul [gritando do banheiro]) Já é um ponto!
(Kevin) Eu sei disso!
(Tomás) E eu vou ver se pego aquela Miranda...
(Fábio) Ela é meio que estranha.
(Tomás [descendo as escadas]) Só por que ela usa preto?
(Tomás [descendo as escadas]) Só por que ela usa preto?
(Diego) Mas ela não deixa de ser gatinha, não é não?
(Fábio) Verdade.
(Kevin [descendo as escadas]) Já acabou vocês dois ai?
(Wendel [gritando do banheiro]) Eu to quase acabando.
(Paul [gritando do banheiro]) Eu também!
Para a surpresa dos garotos, alguém bateu na porta. Nenhum dos meninos queria abrir, porém, Diego levantou e abriu a porta...
(Diego) Isabelle?!
(Fábio [surpreso]) Isa?! [se levantando e indo até a porta] Você pirou?! Não pode vir na parte dos meninos... Se o diretor...
(Isabelle [nervosa]) Ele não vai descobrir... Eu quero mesmo é falar com o Vinicius.
(Vinicius [levantando e indo até a porta]) Comigo?
(Isabelle) Preciso falar com você, e, tipo, agora!
(Fábio) E o que você quer com ele?
(Isabelle [irritada]) E isso é da sua conta?!
(Paul [zombando e se levantando da cama e indo até a porta]) Toma! Ninguém mandou você se meter nos assuntos dela.
(Isabelle [irritada]) Ninguém te chamou aqui!
Todos começaram a zoar com a cara de Paul.
(Vinicius) Gente! [Todos ficaram em silêncio] Será que vocês podem me dá licença?
Os meninos, sem reclamar, saíram de perto, deixando somente Isabelle e Vinicius a sós. Vinicius fechou a porta e olhou para Isabelle.
(Vinicius [sussurrando]) O que foi?!
(Isabelle [sussurrando]) A marca ardeu!
(Vinicius [surpreso]) O que?! O que você fez?
(Isabelle) Foi na hora em que eu tentei ver se ela saia com água e sabão. Mas não saiu... E depois as meninas, lá no quarto, perguntaram novamente que marca era essa... Ai quando eu ia dizer, ardeu... E ardeu muito.
(Vinicius) Isa, você sabe que não pode falar nada disso com ninguém... E água e sabão? Você não está vendo que isso não sai?
(Isabelle [extremamente nervosa]) Eu quero tirar isso do pulso! Vinicius, eu não quero ficar com essa marca! E nem quero ficar fazendo coisas pra um espírito!
(Vinicius) Eu também não, mas, pelo visto, teremos que fazer! Me escute...
Tudo aconteceu rapidamente, tudo no corredor ficou escuro. Uma escuridão intensa, que não dava para ver nada. Os corações de Isabelle e Vinicius aceleraram de tal forma, que Isabelle achou que ele ia sair pela boca. Mas, para a surpresa deles, três luzes do corredor se acenderam.
(Isabelle [assustada]) O que foi isso?!
(Vinicius [assustado]) Não sei!
E para piorar a situação, o espírito de Lua Afonso apareceu no final do corredor.
(Lua [irritada]) Eu não quero saber de ouvir vocês dizendo que não querem ficar com a marca, ou dizendo que não vão fazer o que eu pedir!
(Isabelle [assustada]) É ela! O que você quer da gente?
(Lua) Eu só quero que vocês encontrem meu colar da Lua.
(Vinicius) Mas para que você o quer?!
(Lua) Porque ele me dará forças ilimitadas!
(Isabelle) O que você quer dizer com isso? Você é um espírito, e espíritos, não podem colocar as coisas!
(Lua) Vocês na hora saberão para quê eu quero o Colar da Lua.
(Isabelle) Vê se pode, eu agora estou falando com um espírito!
(Vinicius [sussurrando para Isabelle]) Isa, eu acho melhor você não irritar ela.
(Lua [sorrindo]) Garoto esperto! É assim que se fala. Agora, escutem meu aviso... Quando vocês chegarem a Sala de Estar, às dez horas, quero que vocês esperem o resto do grupo.
(Vinicius) Grupo?
(Isabelle) Espera ai, o que você quer dizer com o resto do grupo? Você quer dizer que tem mais?!
(Lua) Sim.
Lua Afonso, como num passe de mágica, desapareceu.
(Isabelle [olhando para Vinicius]) O que ela quer dizer com o resto do grupo? Ela marcou mais gente?
(Vinicius) Pelo que parece, sim.
Quando eles olharam em volta tudo tinha voltado ao normal; o corredor voltou a ficar claro.
(Vinicius) Isabelle, eu acho melhor a gente falar nisso quando estivermos todos juntos.
(Isabelle) Tudo bem. Tchau!
Isabelle, dando um aceno de cabeça, olhou para um lado e para o outro e correu para fora da área dos quarto dos meninos.
Vinicius, que não tinha nada para fazer no corredor, entrou em seu quarto... Só que, para sua surpresa, quando ele abriu a porta sentiu que tinha algo atrapalhando ele de abri-la; e quando viu, eram seus amigos, eles estavam tentando ouvir pela porta... Vinicius, quando reparou, viu que até Wendel e Paul, que estavam no banheiro tomando banho, estavam ali; com as toalhas enroladas na cintura.
(Vinicius) Vocês estavam tentando ouvir através da porta?!
(Wendel) Não, imagina.
(Kevin [envergonhado]) Bom, é, eu vou tomar banho!
Kevin correu para o banheiro.
(Fábio [rindo]) É, eu também vou!
Fábio, do mesmo jeito que Kevin, correu para o banheiro.
Os únicos que haviam sobrado eram: Wendel, Paul, Diego e Tomás.
(Vinicius [rindo]) Vocês são demais, hein... Bando de fofoqueiros!
(Cena 10)
No Colégio Elite Brasil, Isabelle estava andando pelos corredores. Ela, depois de falar com Vinicius, estava voltando para seu dormitório.
(Isabelle) Tenho que acabar com isso!
Mas para acabar com a graça de Isabelle...
(Alex [aparecendo na frente de Isabelle]) Ora, ora, ora! Olha quem temos aqui!
Isabelle, que não estava com paciência, parou e olhou seriamente para Alex; a pessoa que ela menos gostava no Colégio Elite Brasil.
(Isabelle [com tom arrogante]) O que é?!
(Alex [com tom sarcástico]) Nossa, o que foi?
(Isabelle [com tom arrogante]) Nada, só não gosto de você!
(Alex [rindo]) Nossa, é sério? Você não gosta de mim, é?
(Isabelle [irritada]) É, é isso mesmo... Não gosto de você! Agora, se puder me dar licença...
Isabelle tentou passar, porém, foi impedida por Alex, que segurou seu braço.
(Alex [em tom agressivo]) Escuta aqui, garota, para com essa palhaçada!
(Isabelle [com medo e nervosa]) Me solta, Alex... Você tá me machucando!
(Alex [em tom agressivo]) Você me entendeu?! Pare com essa palhaçada! Eu gosto de vocês, e não quero virar inimigo... Eu nem sei por que você ficar com essa cisma comigo...
(Isabelle [nervosa]) Porque você tem um jeito estranho, um jeito que eu não gosto!
(Alex) Mas eu não sou do mal.
(Isabelle [olhando nos olhos de Alex]) Não é o que parece, você está quase quebrando o meu braço!
(Alex) Será que você pode parar de ficar com essa cisma comigo, se não...
(Isabelle [em tom arrogante]) Se não o quê?!
(Alex) Se não as coisas vão ficar bem desagradáveis!
(Isabelle) Tudo bem, eu vou tentar me lembrar, agora, será que tem como você me soltar?
(Alex [soltando Isabelle]) Sim.
(Isabelle) Obrigada!
Isabelle começou a andar, porém, algo aconteceu... Foi tudo muito rápido...
(Alex [puxando o braço de Isabelle]) Mas antes...
Alex pegou Isabelle e a beijou, intensamente. Ele a beijou de tal forma, que ela ficou completamente sem raciocínio.

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