Mystic High: Coração de Sangue - Capitulo 3



3. Coração de Sangue

Quando Dianna dissera seu nome, sentiu que o cara que encontrará ali na entrada da cidade não estava bem. Seu rosto ficará pálido, tenso e suado. Dianna se aproximou dele e colocou a mão em seu ombro, tentando trazê-lo de volta. Ela olhou nos olhos dele e perguntou:
- Ei... ei... você tá bem?
Percy não conseguia raciocinar. Não acreditava naquilo. Ela não dissera Dianna Hopeelgod, era impossível. Talvez uma invenção de sua própria mente. Percy ficou completamente tenso, tentando arrumar uma desculpa para sair dali. Mas suas pernas não obedeciam nem seu cérebro conseguia raciocinar. Era como se uma bomba tivesse caído aos seus pés.
- Estou bem - disse ele depois de um tempo. - É... eu tenho que ir... seja bem vinda.
Sem falar mais nada e completamente nervoso, Percy saiu dali. Dianna, sem entender, dispensou o jovem e começou a andar pela cidade. Ela tinha que vasculhar e tentar saber onde estava esse tão famoso Coração de Sangue; esse objeto sobrenatural que podia ser uma arma contra qualquer outro sobrenatural. A sua missão tinha que ser cumprida.
- Ah, eu encontro esse Coração de Sangue ou não me chamo Dianna - disse Dianna, observando uma casa ali perto. - Onde será que está esse troço?
Mesmo chegando ali em poucos minutos, Dianna só queria acabar com tudo aquilo. Queria cumprir logo o que viera fazer para poder saber onde estava seu pai ou algum parente seu. Ela cresceu sozinha e a única coisa que sabia era que sua mãe morrera por uma Alcateia de Lobos e foi por esse motivo que ela chegara até a maldita Alcateia que fez com que ela fosse até essa maldita cidade. Dianna só queria saber o porquê de seu pai ter abandonado ela quando mais precisava, ela sentia que algo não se encaixava, como tivessem apagado tudo da sua vida.
A noite chegou e Dianna já tinha conseguido um lugar para morar, indo até a Prefeitura de Mystic High e alugando uma casa. Era uma pequena casa perto do lago com um pequeno jardim cercando a casa e paredes negras como a noite. Depois de conseguir uma casa, Dianna passou metade do dia procurando pelo maldito Coração de Sangue, tentando sentir a sua essência. Obviamente ela sentia algo, porém, não sabia onde vinha o ponto inicial de seu poder.

Percy estava em casa pensando no que lhe acontecera mais cedo, em como ouvir o nome Dianna Hopheegold ainda lhe provocava um reboliço em seu estomago. Mesmo desnorteado por ter visto sua possível sobrinha, Percy levou a pequena caixa até a prefeitura e colocou-a dentro do seu cofre na sua sala; ele acreditava que ali seria um lugar seguro para o que estava guardando. O dia tinha passado e Percy, agora, estava deitado em sua cama, começando a pensar que aquela garota poderia ser sua sobrinha, filha de sua irmã... isso com toda certeza deixaria James feliz novamente. Ou o faria ficar mais sombrio e ranzinza? A cabeça de Percy não parava de trabalhar sobre essa possibilidade. Ele tinha que falar disso com o James. Era o certo a se fazer. Mas como ele reagiria? Talvez não acreditasse no que Percy contasse. Isso era uma grande decisão a se tomar, disso Percy tinha certeza. Aos poucos, o sono chegou e Percy dormiu.

Ainda deitada, Dianna estava pensando no Coração de Sangue e onde ele poderia estar. Dean, o Alfa, tinha dito que o Coração de Sangue estava nas mãos de alguém importante. Alguém de coração puro e que não iria usar o objeto para algo maligno, como muitos queriam. Lobos, Bruxos, Viajantes, Vampiros e entre outros seres sobrenaturais queriam o fim de suas maldições. Um exemplo seria os lobos que, se conseguissem fazer o feitiço da Lua, poderiam ser livrar das noites de Lua Cheia para sempre; mas para tal coisa, eles teriam que usar outro ser sobrenatural para assumir a sua maldição. Eram tantas as probabilidades de morte e sangue que a imagem de pessoas mortas não paravam de chegar na mente de Dianna.
Por alguns minutos, Dianna ficou pensando em alguém que poderia ser importante naquela cidade. O que Percy lhe dissera? Ele tinha dito que era o prefeito da cidade. Quer dizer, então, que o Coração de Sangue poderia estar com ele. Alguém importante e, da forma que tratou Dianna e pelo seu olhar, tinha o coração puro. É a única explicação.
- Será? - perguntou a si mesma. - Veremos amanhã. Percy Hopheegold você não sabe o que te espera amanhã.

O dia amanheceu chuvoso e com trovoadas. Percy acordou com a chuva batendo em sua janela. A chuva estava forte, parecia que não ia parar, e o céu estava cinza e a claridade era bem pouca. Parecia que o dia seria daqueles bem melancólicos e monótonos para Percy, fazendo-o se perguntar se deveria ir ou não trabalhar. Criando coragem, Percy ligou a luz de seu quarto e, em poucos minutos, já estava arrumado e pronto para ir trabalhar. Enquanto se arrumava, Percy decidiu guardar segredo sobre a chegada de Dianna na cidade. Se fosse para descobrir a verdade sobre ela, descobriria sozinho.
Saindo de casa, Percy viu que a chuva tinha parado um pouco, aproveitou para andar mais depressa e ir até o seu carro que estava na caragem; um Jeep cinza esperava por ele. Pouco tempo depois, Percy chegou à Prefeitura de Mystic High trazendo consigo um pedaço de bolo de chocolate (que comprou na padaria ao caminho dali) e um café expresso. O tempo estava meio frio, pedindo por algo que o aquecesse, e ele estava um casaco branco, porém, ainda sentia frio. Com somente 21 anos, ele não conseguia usar muito aquelas roupas mais sérias; como ternos e gravatas. Percy era jovem e, claro, gostava de agir como tal, mas, sempre sendo responsavél. Logo quando viu Percy entrar, Bella levantou-se de sua cadeira e se aproximou dele.
- Senhor, bom dia - cumprimentou Bella. - Tem uma garota querendo falar com o senhor. Ela disse que já lhe conhece.
- Senhor? - Percy deu um sorriso para ela. - Me chame de você, Bella. Mas então... ela se identificou?
- Desculpe, Percy... Ela se chama Dianna Hopheegold. Por acaso ela é da sua família, sen... desculpe, Percy.
- Não, não - respondeu Percy, tenso. - Só temos o sobrenome parecido. Enfim, mande-a até a minha sala.
Percy sorriu e seguiu para sua sala rapidamente. Tinha que manter a concentração agora. O que Dianna queria? Como ele ia agir? Não estava pronto para encarar aquela garota agora.
Dois minutos depois, Dianna entrou na sala. Aqueles olhos, tão parecidos com de sua irmã, fez Percy sentir um nó na garganta. Porém, ele ficou sentado em sua cadeira e tentou parecer ser o mais natural possível. Dianna, no seu jeito arrogante de andar, sentou na cadeira sem ser convidada e olhou nos olhos de Percy. Dianna não iria enrolar, iria direto ao ponto. Pela manhã, ela pensará muita coisa e decidiu que não era certo fazer aquilo com pessoas que ela sabia que eram pessoas boas. Talvez até elas mesmo poderiam ajuda-la...
- Bom dia - saudou Dianna. - Percy, vou direto ao assunto... você é algum ser sobrenatural, não é?
A pergunta pegou Percy de surpresa e ele pigarreou. Não era esse tipo de pergunta que ele esperava, porém, parecia que Dianna não iria ceder tão cedo e Percy estava começando admirar isso nela.
- Sim - respondeu Percy ajeitando-se na sua cadeira. - Sou um bruxo e um hibrido. Mas por que está me perguntando isso? Você entende do sobrenatural?
- Claro. Faço parte deste maldito mundo. Mas estou aqui para falar sobre outra coisa, Percy. Eu sei que você não me conhece direito, que não sabe o porquê de eu ter vindo para esta cidade, mas você precisa saber que sua Mystic High pode estar correndo perigo.
- Como correndo perigo? Do que você está falando?
- Você por algum caso sabe de alguém que esteja em posse de um objeto chamado Coração de Sangue? Um colar que pode acabar com qualquer ser sobrenatural?
Percy começou a suar e Dianna viu que ela tinha razão. Era Percy que estava com o Coração de Sangue. Isso mostrava o quanto esperta ela estava ficando esperta.
- Por que você está perguntando disso?
- Porque se alguém estiver na posse do Coração de Sangue vai atrair todos os seres sobrenaturais que existem. No caso, vai fazer a cidade virar um alvo. Foi por esse motivo que eu vim para cá. Uma Alcateia de Lobos mandou-me vir até aqui para pegar o Coração de Sangue e leva-lo até eles. Mas eu não quero fazer isso mais. Percebi que vocês são boa gente. Não é certo fazer isso.
- Você foi mandada pra cá? Como assim?
- Essa Alcateia iria me ajudar, se eu trouxesse o Coração de Sangue até eles, a encontrar alguma pista sobre meu pai ou algum parente meu. E me ameaçaram vir até aqui se eu não chegasse com o Coração de Sangue em duas semanas. Eu não sei o que fazer.
- Seu pai? Você está procurando por sua família?
- Sim. Mas isso não importa...
- Claro que importa... quem seria seu pai? Sabe algo dele?
- Só que se chama James, mais nada.
Era ela. Com toda certeza, Dianna era sua sobrinha. Percy sorriu para ela meio abobado. Estava tão feliz. Tinha tanto anos que não via sua sobrinha, que não sabia nada de sua vida e agora ela estava ali. O que ele e sua irmã tinham feito para protegê-la não adiantou, ela acabou entrando para esse mundo sombrio.
- Dianna... - começou Percy tentando achar as palavras. - Você não achou o seu pai... mas... mas... você achou o seu tio...
Dianna olhou para Percy confusa. Como assim ela tinha encontrado seu tio? Ela nunca pensou que tivesse um tio. Nunca. Sempre quis conhecer o pai e saber o motivo dele ter abandonado ela quando era bebê. O coração de Dianna acelerou um pouco, nervoso com o que poderia descobrir, e ela não sabia se estava pronta.
- Como assim o meu tio? Ele está aqui em Mystic High?
- Você está olhando para ele. Eu sou seu tio, Dianna. Eu sou Percy Hopheegold, irmão de Sofia Hopheegold, sua mãe.

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