Sangue que Escorre
Oh! Sangue que escorre em bicas
Sai de minha ferida aberta
E suja meu manto alvíssimo
Da mais dolorosa verdade
Aos céus recito poemas
Deitado na poça carmesim
No anseio pela liberdade
E na luta contra o inevitável
Sob minha pele manchada
Circula a vida escarlate
Renova-me com o poder da ilusão
Como um córrego de mentiras
Sem medo de morrer
Contemplo a hemorragia
Até o mais ínfimo pingo
De realidade
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