Prólogo: Darghalt - A Batalha dos Anões

EU VOLTEI. AGORA PRA FICAR, PQ AQUI, AQUI É MEU LUGAR!

Saudações literárias amigos do blog. Aqui quem fala é o Casmurro, ou como a minha amiga Mari prefere Casmurritcho... Vcs devem conhecer ela daqui do blog inclusive. Hoje eu estarei postando o prólogo do meu livro “Darghal: A Batalha dos Anões.” Conhece não? Então fique por dentro do que se trata lendo esse prólogo.

A história é moldada sempre através da perspectiva do interlocutor. Quando o mundo era virtuoso, o Povo do Deserto governava pacificamente ao lado dos Bráhhas. Se isso não é dito pelos povos da Segunda Terra, é porque o interlocutor não possui tal conhecimento. Mas eu o possuo. Deuses antigos, outrora reverenciados, transformaram-se em vagas lembranças de raças milenares. Um mundo harmonioso e repleto de bênçãos virara poeira no tempo e no espaço. Mas eis que uma simples morte causou a formação de um novo mundo, uma terceira terra. Ainda é cedo para dizer, mas Anões e Rogarths... Vale a pena observá-los de perto. Em seus conflitos sociais e guerras.

Posso vislumbrar Whenua Fawdaa e as montanhas anãs, o Deserto Profundo e o Império dos Sacerdotes, a ilha dos samurais e o empobrecido reino dos Garhandrinos. Os povos da Segunda Terra em um levante de guerra e rebeliões, forjando gradativamente aquilo que eu costumo chamar de "A aliança da areia e do vulcão."

Eu vi como tudo aconteceu, pois estou além do mundo caótico em que esses povos vivem. Vi o despertar da Primeira Vida e o surgimento do primeiro povo. Whenua Erlech, em suas formas ricas e prósperas, o Império da Virtude, a Primeira Terra... Bons tempos. E a Ascensão das Areias, a formação de Vrhoveq e a queda de Brakhãnshir. Eu vi tudo acontecer de onde eu estou. Vi a vida e a morte, vi a beleza e o horror, a angústia e o medo, a ira e a paciência. Tudo estava diante os meus olhos, mas não podia tocar em nada.

Se eles me conhecessem, me chamariam de Deus do Tempo e do Destino, me chamariam Senhor da Morte, entretanto nunca me apresentei à eles. E não me identifico como uma divindade. Sou o próprio tempo e espaço, sou o coordenador da continuidade... Sempre deve haver continuação...

Portanto, prefiro permanecer aqui, quero apenas observar a história.

Ontem por exemplo, foi muito interessante o que observei. Um menino tentando escapar da morte, tolo. Mal sabia que este era o tempo.

As aldeias do Norte de um Império de Sacerdotes autoritários estavam sendo saqueadas por criaturas vermelhas de quatro braços. Eu sei o nome das criaturas, mas é muito difícil de pronunciar, "Ticrhens"... Algo assim.

Em meio ao fogo e ao sangue, o menino de treze anos corria em desespero. A mãe dissera para ele correr, e ele assim o fez.

O menino que corria não sabia de muita coisa, nunca soube de muita coisa além do que deveria saber. "As gárgulas se rebelaram?" "Porque fariam isso?" "O Povo do Deserto vive em harmonia desde de sua peregrinação do Leste, há centenas de anos." Era os seus pensamentos. E eu podia escutá-los por algum motivo. Talvez pelo afeto que criei por aquele povo.

A aldeia era do Norte do Império de Sacerdotes autoritários, mas o menino não era um dos rosados... Eu os chamo de rosados para caçoar um pouco. Se não me engano eles são os Qelenianos... Não lembro.

Possuía sangue Rogarth, sangue do Deserto. As aldeias do Norte desse Império... O Império de Ke-Hendur. Essas aldeias possuíam um vínculo com os Rogarths, aqueles que vivem no deserto... Diga-se de passagem, eu os adoro.

Os Sacerdotes repudiam esse vínculo que há entre Rogarths e nortenhos. O menino acreditava ser esse o motivo do ataque das criaturas de quatro braços, foram enviadas pelos Sacerdotes para pôr fim à eles.Tolo.

Ao sul das Montanhas anãs, estava acontecendo algo que tinha tudo a ver com os saques nas aldeias nortenhas...

E dois amigos, um samurai e um anão, estavam de viagem. Saíram de Vrhoveq em direção à Cidade dos Impuros. Entrariam no meio dessa história toda em algum momento... Esse anão é o anão renegado, ainda há muito para ser dito sobre ele.

A fúria e a teimosia reinavam  em Darghalt. No entanto, aquele anão tendo pesadelo... Auron. Ele era diferente. Já estava ficando bravo pela insistência daquele pesadelo terrível. O banimento do filho do General. Uma semana antes do saque na aldeia nortenha, Auron sonhara com o anão amigo do samurai... Era seu tio, era família... Mas era uma família quebrada...

Olha só onde vim parar.

Acabo me empolgando quando começo a me interessar por uma história. Mas vamos com calma...

Só para informar, o menino da aldeia foi morto. Os adultos foram feitos prisioneiros e as criaturas de quatro braços continuam saqueando. Como disse, este era o tempo.

Os Anões se preparam para mais uma batalha, os Rogarths tentam compreender as loucuras que estão acontecendo no Deserto, garhandrinos se escondem em sua terra amaldiçoada, Sacerdotes caçam os ditos Impuros. Os samurais permanecem ilhados e isolados do continente... Todos estão entrando no mesmo compasso. Tudo está convergindo em um grande espetáculo.

Fazia anos que não acontecia algo de interessante nesse mundo. Finalmente esses povos da Segunda Terra irão me proporcionar uma história de qualidade.

                                 ***

Gostaram? Esse prólogo possui uma grande influência do livro "A menina que roubava livros." Vocês podem continuar Lendo o livro “Darghalt - A Batalha dos Anões” no Wattpad aqui.

Próxima postagem vamos explorar mais assuntos sobre o gênero de Fantasia.

Por hoje é só, pessoal! (voz do Gaguinho do Looney Tunes)

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