O Assassino da Internet - 2º Capitulo
2º Capitulo
(Cena 1)
Na Avenida Brasil o trânsito, devido ao assassinato que ocorrerá, estava em um engarrafamento enorme; ia do começo da Av. Brasil até a altura de Irajá. Lúcia, a mãe de Loren, já havia chegado... ela tinha ficado abismada com a cena que encontrará; não só ela, mas também os membros da sua equipe, Victor e Luciana.
(Lúcia) Eu quero saber quem foi que ligou para a Delegacia?
Um adolescente com aparência de 17 anos, que estava perto do corpo, se levantou. Mais dois adolescentes se levantaram, um menino e uma menina.
(XxxX) Fui eu.
(Lúcia) E qual é o seu nome?
(XxxX) Sou Diego Cipriano.
(Luciana) Como tudo aconteceu?
Lúcia e Victor se agacharam, e na hora, viram um grande buraco na testa da garota. Só podia ter sido disparada na intenção de realmente matá-la.
(Diego) A gente estava no ônibus... E do nada ele parou e de repente um garoto...
(Victor [se levantando]) Espera ai... Um garoto?
(Diego) Eu acho que era um garoto... Sei lá... Só sei que ele olhou para a Sofia e disse: "Ele te mandou um recado!". E deu um tiro na cabeça dela e depois chamei vocês... Não sei mais nada!
(Luciana) Vocês sabem dizer quem mandaria um recado?
(Diego) Vou perguntar pra irmã dela. Gabriela, vem aqui!
A menina de cabelos vermelhos e olhos castanhos seguiu em direção a eles, com os olhos marejados de lagrimas.
(Gabriela) Fala.
(Luciana) Você sabe quem iria querer matar a sua irmã?
(Gabriela [com a voz rouca]) Bom... é... não sei...
(Lúcia) Pense bem... alguém que ela conheceu... ou alguma pessoa que brigou com ela... pense bem.
(Gabriela) Não sei... bom, tem um amigo que ela conheceu pelo Facebook...
A esperança aumentou em Luciana, Victor e Lúcia.
(Victor) E quem era?
(Gabriela) Alex Borges. Ela conheceu ele... eu acho que tem uns dois meses.
(Lucia) O mesmo tempo que vem acontecendo os assassinatos.
(Diego) Assassinatos?
(Victor) Isso é assunto da policia.
(Lúcia) Bom, eu quero que Victor, leve todos que estavam no ônibus na hora do acontecido para a delegacia... eu vou pro IML, depois eu e a perícia vamos começar a investigar isso. Você e a Luciana podem começar a fazer as perguntas...
(Victor) Tudo bem! Vamos, Luciana.
Luciana e Victor começaram a reunir todos que estavam no ônibus... e não demoraram muito, eles estavam com todos indo para a Delegacia.
(Cena 2)
Os tiros ainda continuavam. Os meninos se abaixaram, para poderem se protegerem do tiroteio. Wendel olhou para ver o que estava acontecendo, porque ele ouvira o som do carro da policia, e foi em tempo de ver um carro preto em alta velocidade passar pela pista e depois, logo atrás, dois carros da policia seguindo o carro que estava na frente. Os bandidos atiravam e os policias devolviam. Os tiros cessaram depois de um tempo; e foi quando a praia inteira voltou, um pouco, ao seu estado natural.
(Bianca) Tinha que ser esses desgraçados!
(Loren) Logo na véspera de Ano Novo? Essas pessoas não se tocam, não?
(Wendel) É, eu acho que não.
Wendel abraçou Bianca, dando um beijo nela.
(Luciano) Espera ai... isso acontece com freqüência?
(Wendel) Primo... [Wendel colocou a mão no ombro direito de Luciano] Bem-Vindo à cidade do Rio de Janeiro.
(Alex [esfregando as palmas das mãos]) Vamos esquecer esse tiroteio e vamos jogar algo?
(Vinicius) Você é meio estranho.
(Alex) Já me disseram isso uma vez.
(Fabio) Gente, temos que nos aprontar pra festa. Já são quase oito horas.
Alex olhou para os lados, depois olhou para trás, e viu o que estava procurando; seu amigo tinha voltado.
(Alex) Vocês vão vir para a praia que horas?
(Paul) Sei lá... umas 10 horas da noite. Não é pessoal?
Todos ali assentiram.
(Rafaela) Vocês vão ficar nesse hotel em frente à praia?
(Letícia) Vamos. Por quê? Vocês também estão nele?
(Thayná) Estamos. Qual quarto vocês estão?
(Isabelle) Nós, as meninas, estamos no quarto 207B, no terceiro andar.
(Vinicius) E nós, os meninos, estamos no quarto 222B, no terceiro andar.
(Rafaela) Então, depois nos encontramos?
(Andrew) Pelo visto, vocês viraram amigos, né?
(Rafaela) Sim. Foi tão de repente...
(Alex) É... pessoal... eu, então, depois encontro vocês... fui.
Alex saiu correndo. "Isso foi muito estranho", pensou Isabelle. Algo naquele Alex a deixava nervosa.
(Isabelle) Gente, ainda bem que ele foi embora...
(Thayná) Ele quem, Isabelle?
(Isabelle) O Alex. Eu acho esse garoto muito estranho, não confio muito nele.
(Vinicius) Eu concordo com você... algo nele não parece humano. Era como se ele fosse, sei lá, morto.
(Loren) Vi, você está ficando paranoico... eu gostei dele, ele é bem maneiro.
(Vinicius) Loren, até no jeito dele falar é estranho. Bom, eu não queria falar, mas, ele tem um cheiro estranho.
Todos ali, menos Isabelle e Wendel, riram de Vinicius.
(Wendel) Eu concordo também com o Vinicius e a Isabelle, esse Alex é meio estranho.
(Rafaela) Pessoal, eu não conheço vocês muito bem, mas, eu posso dizer uma coisa?
(Paul) Por favor!
(Rafaela) Vocês acham que esse Alex é meio estranho, tá tudo bem, mas vocês têm que entrar num acordo.
(Luciano) Agora, vocês me escutem, vamos dar uma chance a ele... se virmos que ele é má índole, deixamos ele para lá.
(Loren e Letícia) Pensou bem!
(Cena 3)
Em Brasília, Gabriel arrumava umas papeladas da sua empresa. Ele trabalhava no ramo de Tecnologia, então, tudo de moderno que se lançava na televisão, revista era por causa dele. Mas ele tinha uma tática; pedia para sua filha e os amigos dela para testar e dizer o que achavam. Se eles aprovavam, ele vendia, se eles não aprovavam, ele não vendia... ia direto pro lixo.
(Gabriel) Lúcio!
Lúcio, um adolescente/adulto de cabelo vermelho e olho castanho, entrou na sala.
(Lúcio) Diga, senhor.
(Gabriel) Cadê aqueles novos celulares que eu lhe pedi?
(Lúcio) Está chegando, senhor...
(Gabriel) Obrigado, e se minha filha ligar, passa a ligação direto para a minha sala.
(Lúcio) Sim, senhor. Vou lá buscar os celulares.
Lúcio saiu da sala. Gabriel se levantou e foi até a janela de seu escritório.
(Gabriel) Eu nem acredito que cheguei aqui.
Ele sorriu para seu reflexo na janela. Naquele mesmo instante, Lúcio entrou na sua sala com duas caixas grandes escrito: "Em Teste". Como era Ano Novo, ele tinha que ver esses Celulares logo, para poderem ir para as lojas o mais rápido possível.
(Lúcio) Aqui, senhor.
(Gabriel) Lúcio, não precisa me chamar de senhor... Pode me chamar pelo o meu nome, não tem problema.
Lúcio assentiu.
(Lúcio) Tudo bem, senhor... [Gabriel fez uma cara de reprovação] Desculpe, Gabriel.
(Gabriel) Agora sim. Pode ir... e se quiser pode ir para casa, passar o Ano Novo com a sua familia.
Um sorriso, enorme, nasceu no rosto de Lúcio.
(Lúcio) Obrigado, senhor... ah, desculpe... Gabriel, mas você vai ficar aqui sozinho?
(Gabriel) Escute, Lúcio... pode ir, não se preocupe comigo.
(Lúcio) Obrigado!
(Gabriel) De nada. [Enquanto Lúcio saia] Ah, Lúcio, Feliz Ano Novo!
(Lúcio) Feliz Ano Novo para o senhor também.
Gabriel se levantou e seguiu para dá um abraço em Lúcio, onde ele retribuiu.
(Cena 4)
Na Delegacia de Lúcia, só havia sobrado Diego. Ele ficara por último por decisão própria.
(Lúcia) Bom, Diego... O senhor, era o namorado da assassinada?
(Diego) Não. Bom, sim. Eu fiquei com ela umas duas ou três vezes.
(Lúcia) Vocês iam seguir para onde mesmo?
Diego suspirou.
(Diego) Estamos indo para Copacabana, para ver a queima de fogos.
Lúcia sentiu seu coração acelerar um pouco, sua filha estava lá com os seus amigos. E se o assassino tentasse matar a sua filha?
(Lúcia) Certo. Você chegou a conhecer Alex Borges?
(Diego) Não. Ela só me amostrou por fotos.
(Lúcia) Sr. Cipriano, a policia e a perícia decidiu que foi Homicídio. Alguém matou Sofia, e eu quero saber quem foi. Ela arrumou briga com alguém algum tempo atrás?
(Diego) Sim. Com as duas meninas da nossa sala. Mas eu não creio que elas seriam capazes de matar.
Lúcia mexeu em alguns papéis e depois olhou para Diego.
(Diego) A senhora suspeita de alguém?
(Lúcia) Bom, eu vou saber um pouco da vida desse Alex Borges. Mas escute Diego, se algo acontecer, qualquer coisa... Me procure.
Lúcia deu um cartão seu para ele, que pegou certa apreensão.
(Lúcia) E cadê seus pais?
Diego abaixou sua cabeça, tinha chegado à parte mais difícil. Seus pais.
(Lúcia) Diego, cadê seus pais?
(Diego) Bom, se a senhora estiver falando dos meus pais verdadeiros...
(Lúcia) Como assim?
(Diego) Meus pais morreram quando eu tinha 3 anos de idade, depois fui para um orfanato... e fui adotado aos 5 anos, mas, meus pais adotivos não ligam para mim, porque sou o único filho adotivo daquela casa, então ele me tratam com indiferença.
Os olhos de Lúcia e de Diego ficaram marejados de lagrimas.
(Lúcia) Eles te tratam mal?
Diego assentiu.
(Diego) Tenho quase 17 anos... eles, as vezes, nem sabem que eu existo.
(Lúcia) Bom, Diego... É... Qualquer novidade no caso eu te aviso... Quer uma carona, até em casa?
(Diego) A senhora faria isso? É que eu não quero incomodar. Mas, sinceramente, eu não queria passar o Ano Novo naquela casa, a senhora poderia me deixar na praia de Copacabana?
(Lúcia) Claro. Se você quiser, eu converso com a minha filha e os amigos dela... para você poder ficar com eles... sabe, pra você não ficar sozinho...
(Diego) Não precisa.
(Lúcia) Eu faço questão! Vem. Vamos lá, eu te levo. Eu tenho um jeito mais rápido de ir para a praia de Copacabana, nesse transito horrível.
Lúcia estendeu a mão para Diego; ele a pegou e seguiu junto com Lúcia para fora da Delegacia. Naquele instante, somente naquele instante, Diego estava um pouco mais feliz; mesmo depois de perder uma amiga/namorada.
(Cena 5)
No quarto dos meninos, no hotel, eles já estavam prontos; mesmo depois de terem deixado a cama uma bagunça. Resumindo: o quarto inteiro estava uma bagunça.
(Wendel) Quem vai lá ver se as meninas estão prontas?
(Paul) Eu vou. Eu vou colocar aquelas meninas no lugar delas!
Paul saiu do quarto.
(Luciano) É, meu primeiro ano fora da casa da minha mãe.
(Vinicius) Luciano, você vai estudar onde? No mesmo Colégio que a gente?
(Luciano) Sim.
(Fábio) Pelo visto, o Colégio Elite Brasil vai ganhar um novo aluno.
(Vinicius) Quero ver ele se acostumar a ficar cinco dias da semana na escola.
(Luciano) Não entendi. Cinco dias da semana? Na escola?
(Wendel) É, primo, é que o nosso colégio é um colégio interno. A gente fica de segunda a sexta na escola, e sábado e domingo podemos ir para nossa casa.
(Luciano) Vocês querem dizer que eu vou estudar e dormir no Colégio?
Todos os meninos assentiram, mas ao mesmo tempo rindo da cara de Luciano.
(Fábio) Espera, cadê o meu celular?
Paul entrou no quarto e as meninas em sua companhia.
(Fábio) Já era hora!
(Bianca) Vamos?
(Wendel) Vamos.
Quando todo mundo estava saindo, o telefone do quarto tocou. Vinicius quem atendeu a ligação.
(Vinicius) Alô?
Todos esperaram Vinicius, que não demorou muito no telefone, e foi para perto dos seus amigos.
(Isabelle) Quem era?
(Vinicius) Era a recepcionista.
(Letícia) E o que ela queria?
(Vinicius) Queria avisar que tinha uma pessoa esperando a gente lá embaixo.
(Bianca) E quem é?
(Vinicius) Ela não disse.
(Paul) Vamos lá para baixo, e ai acabamos com essa baboseira toda.
(Loren) Vamos logo, então.
Eles fecharam a porta do quarto, e foram para a recepção.
[NA RECEPÇÃO...]
Eles desceram rindo e um zoando com o outro, porém, abraçados, como verdadeiros amigos. Só que quando eles bateram de frente com a mãe de Loren, eles recolheram o riso.
(Loren) Mãe?
Lúcia se virou, ela estava com Diego ao seu lado.
(Lúcia) Filha!
Loren, porém, não só ela; olhava para Diego.
(Loren [meio confusa]) Está tudo bem?
(Lúcia) Tá... É, eu posso conversar com você e seus amigos ali no canto?
Loren olhou para seus amigos e confirmou com a cabeça. Elas duas caminharam até os seus amigos, que estavam também confusos, porém não disseram nada.
(Wendel) O que foi, tia? Quem é aquele garoto?
(Lúcia) É... Bom, é que eu queria pedir um favor a vocês... na verdade, que fizessem um pequeno favor para mim.
(Paul) E que favor seria?
(Lúcia) Tá vendo aquele garoto ali? [Lúcia apontava para Diego que conversava com a recepcionista]
(Vinicius) O que tem?
(Lúcia) Bom, ele... Vocês ficaram sabendo de um acidente que aconteceu na Avenida Brasil?
(Luciano) Não foi aquele garoto que disse que tinha acontecido...?
(Bianca) Desenvolve, tia.
(Lúcia) Ele estava nesse acidente... bom, quem morreu no acidente foi uma amiga dele. E eles estavam vindo passar a virada do Ano aqui em Copacabana...
(Fábio) Mas que favor é esse?
(Lúcia) Calma, eu estou chegando lá... É que quando eu perguntei onde os pais deles estavam, ele respondeu que estavam mortos... E que os pais adotivos dele não estão nem ai para ele... E ai, eu pensei... De vocês deixarem ele passar o ano novo com vocês... que acham?
(Isabelle) Podemos pensar?
(Lúcia) Sim.
Lúcia saiu de perto deles para eles pensarem.
(Wendel) O que vocês acham?
(Fábio) Eu senti pena dele... Deixa ele passar.
(Wendel) Todos estão de acordo?
Todos ali assentiram.
(Loren) Mãe... [Lúcia se aproximou perguntando: "E ai?"] Ele pode passar... Mas como fica as roupas dele?
(Lúcia) Já providenciei isso... Comprei para ele, no caminho... Ah, e o nome dele é Diego Cipriano.
(Todos) Okay!
Lúcia e os meninos foram para perto de Diego, esboçando um sorriso.
(Lúcia) Diego... [Diego se virou] olha, você vai passar o Ano Novo com eles.
(Diego [feliz]) Sério! Valeu, mesmo.
(Wendel) Você parece ser um garoto legal. Bom, eu sou o Wendel.
Os dois apertaram as mãos.
(Wendel) Esses são: Loren, Isabelle, Letícia, Bianca, a minha namorada, Luciano, meu primo, Vinicius, Paul e Fábio.
(Diego) Eu sou Diego, Cipriano. Diego Cipriano.
(Loren) Bom, mãe você vai para onde agora?
(Lúcia) Eu vou para casa... tem gente me esperando. Aproveitem meninos!
(Loren) Mãe... Feliz Ano Novo!
Lúcia olhou para Loren e a abraçou.
(Lúcia) Feliz Ano Novo, filha. Cuida-se, está bem? Bom, eu vou indo.
Lúcia se virou, porém, olhou para Diego.
(Lúcia) Feliz Ano Novo.
Diego retribuiu, dando um abraço em Lúcia; que depois do abraço saiu do hotel.
(Loren) Bom, vamos para a praia?
(Cena 6)
No quarto de Hotel de Rafaela e Thayná, as duas estavam quase prontas. Thayná procurava seu salto alto e Rafaela procurava seus brincos. Thayná usava um vestido todo branco e já Rafaela usava uma blusa branca, curta, na altura da umbigo e uma minissaia preta.
(Thayná) Rafa, você viu o meu salto alto?
(Rafaela) Vi, está lá na varanda. E você viu os meus brincos?
(Thayná [pensativa]) Eu acho que está na minha bolsa, vê lá.
(Rafaela) Ah, valeu.
Rafaela foi até a bolsa de Thayná, que estava em cima da poltrona, enquanto irmã ia até a varanda. Quando ela chegou lá, viu que os seus novos amigos seguiam para a praia.
(Thayná) Rafaela, aquele pessoal que a gente encontrou na praia... eles estão saindo agora... [Thayná gritando] EI! EI! WENDEL, LOREN!
Os meninos, que já estavam na calçada, olharam para cima e viram Thayná.
(Thayná [gritando]) ESPERA A GENTE! JÁ VAMOS DESCER!
(A galera) PODE DEIXAR!
Thayná pegou seu salto, colocou em seu pé, e começou a ver a hora.
(Thayná) Rafaela, cadê o Andrew?
(Rafaela) Ele já tá vindo... Mandei uma mensagem para ele.
Alguém bateu na porta.
(Rafaela [colocando o brinco]) Deve ser ele.
Thayná, já com o seu salto, foi até a porta e a abriu.
(Andrew) Vamos meninas?!
(Rafaela [indo até a porta]) Vamos.
Thayná e Rafaela saíram do quarto; Rafaela fechou a porta e os três seguiram para o térreo.
(Cena 7)
Na calçada, os meninos já estavam ficando um pouco nervosos, elas estavam demorando demais.
(Isabelle) Cadê elas?
(Diego) Quem eram elas?
(Paul) Umas meninas que conhecemos hoje na praia.
(Vinicius) Diego, diga-me, onde você mora?
(Diego) Moro em Bonsucesso.
(Letícia) E você estuda onde?
(Diego) Eu saí da escola que eu estava e foi para o Colégio Elite Brasil. Meus pais adotivos que me colocaram lá... Começo a estudar lá depois do carnaval.
(Bianca) Nós estudamos lá.
(Wendel) Cara, [Wendel colocou a mão no ombro de Diego] qualquer ajuda que precisar estaremos com você.
(Diego) Valeu.
(Luciano) Alá, as meninas estão vindo.
Thayná, Rafaela e Andrew chegaram perto deles.
(Thayná e Rafaela) Oi, galera...
(Thayná) Quem é esse garoto?
Thayná apontava para Diego.
(Loren) Ah, esse aqui, ele é o Diego Cipriano... Ele vai passar o Ano Novo com a gente.
(Rafaela) Legal... Agora, vamos?
(Andrew) Eu acho melhor irmos, porque a queima de fogos daqui a pouco vai começar.
(Fábio) Vamos, então.
Eles seguiram para areia de Copacabana; onde a areia estava agradável e não estava tão distante da calçada. A praia estava lotada, e tarde a praia não estava assim. Mas devia ser por causa do Ano Novo, dali algumas horas uma queima de fogos ia começar, durante 15 minutos.
(Andrew) A praia encheu, não?
(Wendel) Com certeza!
(Paul) Vamos ficar ali... [Paul apontava para um lugar que estava mais ou menos vazio] Eu acho que ficar melhor.
(Rafaela) Bem pensado, vamos.
Eles seguiram para onde Paul tinha dito... Quando chegaram lá, viram que aquele era o melhor lugar para ficar. Tinha espaço, ficava perto do banheiro e de onde ficava as barracas de cachorro-quente e entre outros.
(Letícia) Será que o Alex vem?
(Vinicius e Isabelle) Tomara que não!
(Thayná) Por quê? Ele parece tão maneiro.
(Vinicius) Diga por você... Ele é meio estranho.
(Rafaela) Eu também achei isso.
(Andrew) De quem vocês estão falando?
(Luciano) Se lembra de um garoto que estava de preto, na hora que você chegou?
(Andrew) Sei, o que tem ele?
(Isabelle) Eu, Vinicius e Wendel achamos ele um pouco estranho.
(Andrew) Também achei isso... ele tem um jeito estranho, sei lá.
(Thayná) Bobagem... eu achei ele legal. Mas vamos esquecer isso?
Naquele mesmo momento o relógio marcava 22h23min. Faltavam menos de uma hora para a virada do ano. 2012 se fora e 2013 estava chegando; novo ano, vida nova e amizades novas. Mas também... grandes mistérios...
(Paul) Muito bem... Eu acho que devemos...
(Fábio) Devemos aproveitar tudo até o último minuto.
Isabelle se virou para olhar a calçada de Copacabana, viu que Alex e mais alguém estava se aproximando; ela sentiu um calafrio estranho, era como se algo dissesse para ela que aquele garoto era confusão completa.
(Isabelle) Ah, eu não acredito!
Wendel olhou para Isabelle, que estava com um olhar feroz.
(Wendel) O que foi?
(Isabelle) Aquele garoto! Ele está vindo para cá.
Os meninos olharam para onde Isabelle olhava; eles viram Alex vindo em seu encontro.
(Vinicius) Quem chamou ele?
(Paul) Você esqueceu que ele disse que ia se encontrar com a gente na praia?
Diego olhou para Alex, e naquele momento, ele viu que aquele garoto era amigo da sua amiga que morrerá.
(Diego) Calma ai... Esse garoto é amigo de vocês?
(Loren) Não exatamente, por quê?
(Diego) Porque aquele garoto é suspeito de assassinato!
(Isabelle) Ele é o que?!
(Diego) A minha amiga, que morreu hoje, era amiga dele no Facebook! E agora ela morreu! E sua mãe suspeita dele, Loren!
(Cena 8)
Lúcia estava no carro, indo para sua casa. Estava pensando nos assassinatos que estava ocorrendo. Quem seria a pessoa que estava por trás de tudo isso? Tudo que ela queria fazer é descobrir quem estava por trás de tudo aquilo. O celular dela tocou, era Victor.
(Lúcia) Fala Victor!
(Victor) Houve mais um assassinato.
Lúcia parou o carro. Mais um? Impossível.
(Lúcia) E onde foi?
(Victor) Na Barra da Tijuca...
(Lúcia) Chego ai em dois minutos!
Ela desligou o telefone e seguiu para o local do Assassinato.
(Lúcia) Isso tem que acabar!
Em menos de 20 minutos ela estava na Barra da Tijuca. Tinha uma aglomeração de carros da policia e pedestres. Victor e Luciana estavam já no local. Lúcia estacionou seu carro e seguiu para perto do ocorrido.
(Lúcia) Como isso aconteceu?
(Luciana) Do mesmo jeito que aconteceu com aquela menina de mais cedo.
Lúcia olhou para o chão e viu,com um pouco de sangue, um garoto morto. Devia ter uns 17 anos.
(Victor) O nome dele é Gabriel Silva, 17 anos.
(Lúcia) E cadê os pais dele?
(Luciana) Estão a caminho.
(Lúcia) Então, tudo bem, vamos agilizar... cadê a perícia?
(Luciana) Já está a caminho.
(Lúcia) E os documentos deles já estão sendo encaminhados para o nosso departamento?
(Victor) Está... e alias... está aqui!
Victor tirou da bolsa de Luciana uma pasta cor parda.
(Lúcia) Está tudo aqui?
(Victor) Quase tudo... só falta algumas coisas... que os pais estão trazendo.
Lúcia pegou a pasta e examinou. O garoto não tinha nada; nem antecedentes criminais, uso de drogas, roubo ou mesmo alguma queixa. Lúcia já começou a ficar preocupada.
(Luciana) Senhora, cadê a sua filha?
(Lúcia) Está com os amigos.
Sem Lúcia, Victor, Luciana e os policiais que estavam em volta perceberem, dois jornalistas entraram na área que estava fechada. Quando eles foram perceber os dois jornalistas estavam perto deles...
(Jornalista 1) O que aconteceu aqui?
(Victor) Ou, ou, o que vocês estão fazendo aqui?! Não podem fazer reportagem agora!
(Lúcia) Podem dar licença, por favor? Estamos investigando, por favor, dão licença!
(Jornalista 2) Como mataram esse menino? Vocês têm algo a dizer?!
(Lúcia) Se retirem daqui! Agora! Vão logo!
Lúcia, Victor e Luciana foram, empurrando aos poucos, os jornalistas para fora da cena do crime.
(Cena 9)
Na praia de Copacabana, os meninos já estavam um pouco nervosos; principalmente Isabelle. Não se sentia confortável com Alex ali; ela sentia que tinha algo nele, algo ruim.
(Wendel) Ué, cadê aquele seu amigo?
(Alex) Ele não vem... Ele está se sentindo mal.
(Isabelle) Que bom, menos um pra amolar a gente.
(Alex) Como?
(Loren) Nada. Não liga pra ela. Gente, quem sabe o dia que vai começar as aulas?
Todos começaram a reclamar. Quem queria saber da escola em plenas férias?
(Alex) Em que escola vocês estudam?
(Vicente) Estudamos no Colégio Elite Brasil.
(Alex) Eu não acredito! Eu vou começar a estudar lá!
(Thayná) Espera ai... Vocês estudam no Colégio Elite Brasil?
(Paul) Thayná, você não ouviu? Estudamos!
(Thayná) Engraçadinho! É porque eu vou estudar lá. Vou pro 1º Ano.
(Letícia) Legal! A gente passou pro 2º Ano.
(Andrew) Eu acho que tudo aqui aconteceu por conta do destino! Porque eu vou trabalhar lá!
Todos se viraram para Andrew; Rafaela ficou pasma, ela não sabia disso.
(Andrew) Que foi?
(Fábio) Vai trabalhar lá?
(Andrew) Vou, eu vou serei professor de Literatura.
(Isabelle) Espera ai, você não é muito novo pra ser professor?
(Andrew) Eu vou fazer 21 anos depois de amanha.
(Vinicius) Sério? Que legal.
(Alex [com um olhar mortífero]) Parece que o destino estar querendo ajuntar a gente.
Isabelle sentiu um frio na espinha quando ele falou isso.
(Luciano) OK. Agora, vamos pensar em outra coisa... Não quero saber de escola, pelo menos não hoje.
(Letícia) Tudo bem. Vamos falar de que, então?
(Paul) Quem vai fazer aniversário? Cada um revela a data, ai, conhecemos mais de cada um.
(Alex) Eu faço aniversário dia 25 de agosto.
(Bianca) Bem perto do meu, eu faço no dia 22 de agosto.
(Loren) Eu faço aniversário dia 12 de fevereiro.
(Luciano) Dia 4 de março.
(Wendel) Dia 3 de abril.
(Paul) Faço dia 25 de junho.
(Vinicius) 15 de fevereiro.
(Andrew) 2 de Janeiro.
(Thayná) Dia 10 de julho.
(Rafaela) Dia 07 de agosto.
(Letícia) 20 de outubro.
(Diego) Dia 20 de janeiro.
O telefone de Alex começou a tocar... e ele viu que era seu amigo: Lucas. Ele saiu de perto dos meninos para poder conversar melhor.
(Andrew) Quem acha esse Alex meio estranho?
Diego olhou no seu telefone, e viu que faltavam 2 min para a meia-noite. Dali a dois minutos chegaria o ano de 2013, um novo ano. Quando eles olharam para o mar repararam que a praia estava completamente cheia, eles nem tinham percebido como a hora passou.
(Diego) Um minuto!
Eles se deram as mãos e ficaram olhando para o céu. Dali começou a contagem: 10... 09... 08... 07... 06... 05... 04... 03... 02... 01!
Uma grande queima de fogos começou. Milhares de cores estavam iluminando o céu. E algo estava para mudar. 2013 vinha repleto de mistérios e paixão. Os meninos começaram a bater palmas para o ocorrido... depois eles se abraçaram, cada um desejando um feliz ano novo e dando os bons desejos.

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