O Assassino da Internet - 1º Capitulo



1º Capitulo
(Cena 1) 
Na cidade do Rio de Janeiro, a grande cidade maravilhosa, um grupo de amigos que estavam aproveitando o fim de ano de 2012; onde eles combinaram que iriam para a Praia de Copacabana, para ver a explosão de fogos. Wendel, que tinha 16 anos, foi quem planejou tudo; querendo, assim, estar reunido com os seus amigos. Quando o grupo chegou à praia, um pouco antes das 11 horas da manha, eles decidiram entrar na água para aproveitar o último dia de 2012; afinal 2013 estava chegando e, para eles, seria um ano diferente.
(Isabelle) Paul, onde está a Loren? Ela não devia ter chegado? 
Paul, que tinha a mesma idade de Wendel, se encontrava na areia. 
(Paul) Eu falei com ela ainda pouco pelo Facebook, ela disse que já estava chegando. 
Wendel, Isabelle, Vinicius, Letícia e Fábio saíram da água e foram se sentar ao lado de Paul; todos com um sorriso no rosto. 
(Wendel) Ansiosos? 
(Vinicius) Com o que? 
(Wendel) Para a virada do ano? Sabe, agora vêm 2013. Ano Novo. Falta só mais um ano para terminar a escola...
Isabelle, porém, olhou para trás e viu que tinha alguém os observando. Uma pessoa de óculos e short preto; ela sentiu um arrepio passar pelo seu corpo.
(Letícia) Isabelle, está tudo bem? 
Isabelle voltou sua atenção para seus amigos. 
(Isabelle) O que? Ah, sim, está tudo bem. 
(Fábio) Wendel, como ficou aquela história do seu primo vim passar um tempo aqui no Rio? 
(Wendel) Quem? O Luciano? 
Fábio assentiu. 
(Wendel) Ele deve estar chegando aqui lá pelo dia 3 de janeiro, foi o que me disseram. E tem mais, ele vai morar comigo. 
(Letícia) E ele está solteiro? 
(Wendel) E isso te interessa? Já tá querendo tarar o garoto?
Fábio, Vinicius, Paul e Isabelle riram. 
(Paul) Agora, se eu fosse você saía daqui e se jogava nesse mar. Esse fora, foi bem pesado.
(Letícia) Alguém te perguntou alguma coisa? Não se mete onde não é chamado. 
Todos riram da cara de Paul, e foi ai que ele não gostou. O celular de Wendel tocou; ele pegou-o e vendo quem era, viu que era seu primo de São Paulo, o Luciano. 
(Wendel) É o meu primo. 
Wendel se levantou e seguiu para longe de seus amigos. 
(Wendel) Fala. 
(Luciano [pelo telefone]) Wendel, por que você não veio me buscar na rodoviária? 
Wendel levou um susto. Seu primo estava na rodoviária? 
(Wendel) Como? Você chegou aqui no Rio? 
(Luciano) Sim. Minha tia não te avisou? Estou aqui esperando por você... ela disse que você iria me buscar.
(Wendel [revirando os olhos]) Pode deixar... eu vou ai te buscar. Não vou demorar. 
(Luciano) Tudo bem. 
Wendel desligou o telefone, se sentou perto de Isabelle e bufou. 
(Paul) O que foi? O que o seu primo disse? 
(Wendel) Ele chegou hoje no Rio, e eu tenho que ir buscar ele. 
(Letícia) E por que a sua mãe não vai buscar ele? 
(Wendel) Lê, os meus pais estão fora... eles trabalham você sabia?! 
(Isabelle) Tudo bem... Quer que alguém vá com você? 
(Wendel) Valeu, não precisa. Até que a rodoviária é aqui perto... 
(Vinicius) Pessoal... 
Todos olharam para Vinicius. 
(Vinicius) Vocês repararam que tem uma pessoa ali... [ele apontou para o mesmo lugar para onde Isabelle tinha visto] não para de olhar pra gente?
Todos olharam para onde Vinicius apontava; a pessoa olhava para eles. 
(Wendel) Okaaay! Voltando...  vou indo. Se a Loren aparecer, diga pra ela que mandei um “oi”. 
Vinicius voltou para água; Wendel colocou sua roupa e foi para a calçada. Ele pegou seu celular e ligou para seu primo. 
(Wendel) Luciano, já estou chegando. 
(Luciano) Tudo bem, eu vou está na frente da Rodoviária. 
Wendel desligou, pegou sua moto, e seguiu para a rodoviária.
(Cena 2) 
Loren, a amiga dos meninos, estava à caminho da praia, com sua mãe. Quando estava se aproximando da praia, se lembrou que tinha que avisar a sua mãe uma coisa muito importante.
(Loren) Mãe, eu vou ficar na praia com os meus amigos, tá? 
Lúcia, a mãe de Loren, olhou para sua filha rapidamente por causa que estava no transito. 
(Lúcia) Por quê? Não vai querer passar o ano novo com sua família? 
Loren revirou os olhos e olhou para sua mãe. 
(Loren) Mãe, pelo amor de Deus! Três motivos para eu poder passar o ano novo com os meus amigos, Primeiro: Tenho 15 anos, e já estou prestes a completar 16 mês que vem, Segundo: Eu quero passar com eles e Terceiro: Eu estou afim do Vinicius. 
Lúcia ficando surpresa com que Loren acabara de falar, quase bateu em um carro a sua frente. 
(Lúcia) Loren! Eu não preciso saber disso! 
(Loren) Ah, precisa sim. E entenda, não sou mais bebê. 
(Lúcia) Está bem! Agora, escuta... se for beber não dirija. E não faça uma coisa que vai se arrepender depois. 
(Loren) Tudo bem. Eu sei bem o que vou fazer. 
(Lúcia) E não vai falar com pessoas que você não conhece. 
Loren revirou os olhos. E viu que já estava chegando na praia. 
(Loren) Mãe, pode parar aqui. Dá pra eu ir andando até os meus amigos. 
(Lúcia) Tem certeza? 
(Loren) Tenho mãe! Para aí. 
Lúcia estacionou na famosa calçada de Copacabana e saiu de seu carro. 
(Lúcia) Escuta, qualquer coisa estou no telefone. 
(Loren) Tudo bem, mãe. Agora, feliz ano novo! E até. 
(Lúcia) Feliz Ano Novo! Se cuida! 
(Loren) Para a senhora também! 
Loren pegou suas coisas e correu até os seus amigos; ela virou-se para sua mãe e deu um aceno de “até logo”. Loren não sabia mas aquele podia ser a ultima vez que ia ver sua mãe antes da virada do ano, porém, ela seguiu até seus amigos. 
(Loren) Oi, pessoal. 
(Seus amigos) Oi, Loren. 
(Loren) Ué, cadê o Wendel? 
(Vinicius) Foi buscar o primo dele, na rodoviária. 
Loren se sentou na areia, estendeu a sua ganga, e deitou-se nela. 
(Loren) Mas o primo dela não ia chegar dia 3 de janeiro? 
(Paul) Pelo o que parece, o primo decidiu chegar mais cedo.
(Cena 3) 
Na rodoviária Luciano já estava preocupado, não era muito longe de onde seu primo estava e ele estava demorando para chegar. Luciano estava um pouco nervoso, querendo sair um pouco dali. Ele estava na rodoviária, sozinho, e estava com medo de ser roubado. 
(Luciano) Cadê ele?! 
Um mendigo parou na frente de Luciano. 
(Mendigo) Pode me dá um dinheiro? Eu estou com fome. E não tenho dinheiro. 
(Luciano) Me deixa ver se tenho aqui. 
Luciano procurou na sua mochila e achou uma nota de 10 reais, e deu para o mendigo. 
(Mendigo) Obrigado. 
O mendigo seguiu o seu caminho. Mais alguns minutos se passaram, e Luciano ficou mais nervoso. Onde Wendel poderia estar?
(Luciano) Cadê o Wendel? 
Uma moto preta parou em sua frente, fazendo que Luciano quase caísse. 
(Wendel) Me procurando? 
(Luciano) Wendel? 
Wendel tirou o capacete, mostrou um grande sorriso e saiu de sua moto. 
(Wendel) Sim. Como vai? 
(Luciano [abraçando Wendel]) Vou bem. Por que demorou? 
(Wendel) Bom, o transito do Rio é um pouco intenso essa hora, ainda mais em Véspera de Ano Novo! 
(Luciano) Ah. Então, vamos? 
(Wendel) Claro. Mas escuta: você trouxe roupa de praia? 
Luciano olhou para sua mochila, pensando, se trouxe ou não. 
(Luciano) Creio que sim. Vamos? 
(Wendel) Vamos. 
Wendel subiu em sua moto, Luciano fez o mesmo; pegou sua mochila e colocou-a nas costas. 
(Wendel) Se segura ai! 
A moto tomou velocidade, começando a avançar pelas ruas e avenidas. Luciano apreciava tudo, das árvores até as paisagens que passava a sua frente.
(Cena 4) 
Na Delegacia da mãe de Loren, a Lúcia, as coisas estavam acontecendo muito rápido. Vários assassinatos de adolescentes de 16 anos estavam ocorrendo, todos eles no Rio de Janeiro, e isso estava preocupando a equipe de Lúcia. Ela e sua equipe já não sabiam mais o que fazer. E eles tinham que fazer algo, antes que esse tal assassino voltasse a agir. 
(Lúcia) Achou mais alguma pista, Victor? 
Victor, um homem um pouco mais alto que Lúcia, olhou para ela. 
(Victor) Não, mas, eu estou procurando... Temos pistas de que ele possa atacar mais alguém. 
(Lúcia) E quem seria? 
Victor foi até a mesa dele e pegou duas pastas. Ele as entregou a Lúcia, que abriu. 
(Lúcia) Thayná Costa e Fabiane Faustino. 
(Victor) E a Luciana achou mais dois suspeitos. Ela disse que eles têm ficha criminal. 
(Lúcia) Então os traga até aqui. 
Naquele mesmo instante, uma mulher de cabelo loiro e olho azul entrou; trazendo dois homens. 
(Luciana) Sra. Garcia, eu achei esses dois... Eles têm fichais criminais. 
(Lúcia) O Victor acabou de me falar. E qual são os crimes que eles cometeram? 
(Luciana) Victor, pega a ficha deles em cima da minha mesa. 
Victor foi até a mesa de Luciana, que ficava ao lado da mesa dele, e pegou duas pastas; ele abriu-a e viu os crimes. 
(Victor) Quem é Roberto Santos? 
O homem que estava ao lado direito de Luciana levantou a mão. 
(Victor) Bom, ele cometeu três assassinatos contra adolescentes de 15 anos; assaltou dois bancos; invadiu uma casa, na Avenida Brasil, e estrupou uma criança de 6 anos. 
Lúcia ficou surpresa com a ficha de seu suspeito que resolveu se sentar e tentar se acalmar. 
(Lúcia) Temos uma ficha bem grande, Sr. Santos. 
(Luciana) Você tem que ver a desse aqui. 
Luciana balançou o homem que estava ao seu lado esquerdo. 
(Victor) Vamos ver, então, é... você é Carlos Fagundes?... [Victor abriu a pasta] Dois assassinatos à crianças de 2 anos; ele também matou os pais quando tinha 12 anos; depois matou os tios; assaltou 5 casas e ainda estrupou 7 crianças de 10 anos, e uma delas ficou grávida. 
(Lúcia) Eu acho que não podem ser eles. 
(Luciana) Como não, doutora? Eles cometeram assassinatos com crianças. 
(Lúcia) Espera, vocês usam as redes sociais? 
Dois balançaram a cabeça negativamente. Um desapontamento se apoderou de Luciana; ela tinha certeza de que era um daqueles dois, tinha a certeza. E agora, tudo foi por água a baixo. 
(Victor) Então... não é eles que estamos procurando? 
(Lúcia) Não. Luciana, pode levar eles. 
Luciana saiu com os dois suspeitos. Victor foi para perto de Lúcia, que mexia em outros documentos. 
(Victor) Quem será esse assassino? 
(Lúcia) Eu não sei, Victor. Mas eu vou descobrir, juro pela minha vida!
(Cena 5) 
Numa grande mansão na Barra da Tijuca, uma menina rica e meio patricinha ia em direção a Copacabana, para curtir a virada do ano. O seu pai, um grande empresário, estava presente. 
(Gabriel) Filha, você acha que deveria ir assim pra praia? 
(Bianca) Ah, pai, me poupe! Eu estou na moda! Tenho que abalar! 
(Gabriel) Se sua mãe visse você assim... ia ficar desapontada. 
(Bianca) Ah, pai, minha mãe morreu quando eu tinha 6 anos de idade. Agora tenho 16, ou seja, já tem 10 anos que ela morreu... o senhor devia esquecer ela! Partir pra outra. 
(Gabriel) Mas você tinha que estar assim? 
Bianca estava com uma minissaia, uma blusa muito curta e uma sandália da moda. 
(Bianca) É claro! Pai, eu tenho que estar na moda! Já imaginou se chego na praia e alguém me vê de roupa velha e fora de moda?
(Gabriel) Você já disse isso. Agora, cadê seu namorado? 
(Bianca) Ele vai me encontrar na praia... pai, não se preocupe. 
(Gabriel) Tudo bem, agora escute, eu vou pra Brasília resolver algumas coisas e...
(Bianca) Tudo bem, pode ir. 
(Gabriel) Se quiser, depois da virada do ano, você e seus amigos podem ir lá pra casa. Só quero que vocês não façam nada imprudente... 
(Bianca) Tudo bem, pai! Eu não vou fazer nada. 
(Gabriel) O.k! Agora escuta, se for levar seus amigos, podem usar o salão de festas... 
(Bianca) Pai! Por favor, eu sei que tem que usar o salão de festas. 
(Gabriel) Então tudo bem.
(Cena 6) 
Na praia de Copacabana, a tarde chego, trazendo um sol que ficava quente a cada segundo. Então a vontade de entrar na água estava aumentando e os meninos decidiram entrar na água. Isabelle, Letícia, Vinicius, Fábio, Loren e Paul estavam no mar, se refrescando um pouco, até ver que Wendel e Luciano estavam chegando; eles saíram da água e foram falar com seu amigo. 
(Loren) E ai, Wendel, esse é seu primo? 
(Wendel) É. Luciano, a galera... galera, esse é o Luciano. 
(Galera) Oi. 
(Isabelle) E ai, você vai morar aqui no Rio? 
(Luciano) Vou. 
(Vinicius) Pessoal, aquela ali não é a Bianca? 
Vinicius apontou para Bianca, quando ela saia do carro de seu pai, exibindo um sorriso lindo e perfeito. Ela acenou para eles como se estivesse passando por uma passarela e tinha visto alguém super importante. Wendel, que era seu namorado, correu até ela com um sorriso no rosto. 
(Wendel) Achei que você não ia chegar! 
Bianca abraçou Wendel e deu um beijo nele. Gabriel, o pai de Bianca, ficou um constrangido vendo sua filha beijando o namorado. 
(Bianca) Demorei um pouco... Sabe, o transito está um caos! Ah, antes que eu me esqueça... 
Bianca virou-se para seu pai, que a olhava pela janela, e acenou para ele. Wendel e ela desceram até os seus amigos. Bianca tirou sua minissaia e sua blusa, mostrando seu biquíni rosa. 
(Isabelle) Arrasou, amiga! 
(Bianca) Valeu! Quem é esse? 
Bianca apontava para o primo de Wendel. 
(Wendel) É o primo que eu te falei, que vai morar comigo agora. 
(Bianca) Hum, que bom. Mais um pra turma. 
(Fábio) Bianca, o seu pai foi pra onde? 
(Bianca) Foi pra Brasília. E ele disse que a mansão está liberada! Depois da virada do ano, tecnicamente, podemos fazer uma festinha lá em casa. Quem topa?! 
(Paul) To dentro. 
Todos confirmaram a festinha depois da virada do ano novo, dando sorrisos e exclamações de alegria. Então, do fundo de sua bolsa, o celular de Letícia começou apitar. 
(Isabelle) Lê, o seu celular tá tocando. 
Letícia pegou o seu celular. 
(Letícia) Ah, uma mensagem do meu Facebook. 
Ela olhou e viu que era de um amigo que ela conheceu no Bate-Papo de Relacionamento. 
(Bianca) Quem é? 
(Letícia) É um gatinho que eu conheci, olha como ele é perfeito. 
Loren, Isabelle e Bianca correram para trás de Letícia para ver a foto do “suposto” garoto e quando elas viram: um garoto de corpo definido, olhos verdes, cabelos arrepiados e uma tatuagem no braço direito, deram risos de aprovação. Porém algo veio na mente de Isabelle, aquele garoto ela tinha visto ele em algum lugar... foi onde? Onde ela viu? Tinha que se lembrar. 
(Bianca) Nossa, ele é um gato mesmo! 
(Loren) Eu também conheci ele... o nome dele é... 
(Luciano) Alex Borges. 
As meninas olharam para Luciano e viram que ele estava atrás delas. 
(Loren) Como...? 
(Luciano) Ele também é meu amigo no Facebook. 
Luciano amostrou o mesmo garoto no Facebook dele. 
(Vinicius) Tudo bem, agora vamos parar com essa reunião de bacana e vamos entrar na água? 
(Wendel) Eu concordo com o Vinicius. 
(Fábio) Então vamos logo. 
Os meninos entraram na água. Juntos, se divertiram, riram e brincaram. Obviamente ficaram perto da areia e não foram mais para dentro do mar, por precaução.
(Cena 7) 
No carro de Gabriel, ele pegou seu celular e olhou para a tela. Ele estava a caminho do aeroporto, e, no meio do caminho, ligou para seu amigo. 
(Gabriel) Lúcio, preciso que você prepare tudo no meu escritório para eu poder agilizar os papéis na empresa. 
(Lúcio) Pode deixar, senhor. 
(Gabriel) Lúcio, também quero que agilize os documentos daquela empresa que vamos fazer parceria. 
(Lúcio) Pode deixar, senhor. Senhor, a Sra. Garcia pediu para o senhor mandar os papéis. 
(Gabriel) Quais papéis? 
(Lúcio) Com os documentos de proteção... para sua filha, senhor. 
(Gabriel) Ah, sim... Ligue para ela e diga que vou mandar logo quando chegar em Brasília.
(Lúcio) Certo, senhor. 
Gabriel desligou o telefone e olhou para seu motorista. 
(Gabriel) Não conte isso para a Bianca. 
(Motorista) Pode deixar, senhor.
(Cena 8) 
Perto de onde os meninos, tinha uma menina, Thayná Costa, que estava tomando banho na água junto com sua irmã mais velha, Rafaela Costa. As duas tomavam banho, brincando de uma afogar a outra. Brincavam como irmãs de verdade, sem medo de nada e felizes. Porém, uma delas ali escondia um segredo terrível. As duas decidiram voltar para a areia, para descansarem um pouco. 
(Thayná) Rafa, cadê a mamãe, ela não ia vim passar a virada do Ano Novo? 
(Rafaela) Thayná, eu não queria te contar... Mas a mamãe não vai poder vir... Ficou presa em São Paulo. 
(Thayná) Tudo bem. E o seu trabalho? 
(Rafaela) Só começo a trabalhar depois do dia 6 de janeiro. 
Quando Thayná pensou em falar algo, uma bola de Vôlei bateu em seu pé. Ela pegou, primeiro olhou para sua irmã e depois olhou para ver de onde a bola tinha vindo; foi quando ela percebeu que fora do seu direito.
(Paul) Desculpa, é que minha amiga ali tem muita força no braço! 
Ele apontou para Isabelle. Ela acenou de volta. 
(Thayná) Tudo bem... É... [Thayná, que tinha achado o menino bonito, olhou para Rafaela e depois para Paul] Podemos jogar com vocês? 
Paul olhou para seus amigos, depois olhou para as garotas. 
(Paul) Claro, porque não? 
Rafaela segurou o braço de Thayná, para reprová-la de sua ação. 
(Rafaela [sussurrando no seu ouvido]) Thayná, não conhecemos eles... 
(Thayná) E qual é problema? Vamos, Rafa, é véspera de Ano Novo, vai ficar se prendendo?
(Rafaela) Tudo bem... Mas se o Andrew chegar? 
(Thayná) Ele vai acabar vendo a gente jogando Vôlei. E é só levarmos nossas coisas para perto deles, pra ninguém roubar. 
(Rafaela) O.k. 
Rafaela e Thayná pegaram suas coisas e seguiram para perto dos amigos de Paul. 
(Paul) E por acaso, o meu nome é Paul Chase. Mas pode me chamar de Paul. 
(Thayná) Eu sou Thayná Costa, e essa é a minha irmã Rafaela Costa. 
(Luciano) Olá. 
Eles começaram a jogar; e o jogo foi ficando cada vez mais eletrizante, com cortes de Vinicius e pontos de Bianca. 
(Cena 9) 
Na delegacia de Lúcia, ela estava com todos os papéis das pessoas que morreram nos últimos meses. Não sabia mais o que fazer. Todos aqueles adolescentes morrendo. E tinha algo de estranho, por que todos aqueles adolescentes morreram com 16 anos ou com quase 17 anos; e todos eles estavam morrendo devido conhecer um amigo no Facebook. Ela estava com um pouco de medo de sua filha conhecer esse amigo no Facebook. Só que nunca ninguém consegue pegar ele... era como se ele fosse capaz de virar fumaça. 
Victor entrou na Delegacia e colocou algumas pastas em cima de sua mesa, olhanda para Lúcia. 

(Lúcia) O que foi? 
(Victor) Eu não sei como isso pode ser possível t
odos esses assassinatos. Não tem como descobrimos como pegar ele? 
Luciana entrou também na Delegacia, e não estava com uma cara boa. 
(Luciana) Estávamos tão perto... mas parece que... não sei... esse assassino consegue matar e sumir ao mesmo tempo. 
O telefone da Delegacia tocou, Lúcia rapidamente atendeu. 
(Lúcia) Alô, Delegacia do Rio de Janeiro, quem fala? 
(XxxX) Senhora, um assassinato acabou de acontecer! Preciso que me ajude aqui! 
(Lúcia) Senhor, onde você está? Me de o Local, por favor... e iremos ajudar. 
(XxxX) Estou na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso. 
(Lúcia) Tudo bem, estamos indo! 
Lúcia desligou o telefone e olhou para seus amigos. 
(Lúcia) Mais um assassinato e dessa vez na Avenida Brasil. 
Lúcia se levantou pegou seu distintivo e pegou sua arma. 
(Luciana) E onde foi? 
(Lúcia) Na altura de Bonsucesso. Vamos logo. 
Eles saíram correndo... Tinham esperança de quem seria... Poderia ser mais uma vez o tal assassino, que vinha matando os adolescentes.
(Cena 10) 
A praia de Copacabana estava ficando cada vez mais cheia, devido à hora. Aos poucos tudo estava sendo planejado para a virada do Ano. Pessoas de todos os cantos vinham para o Rio de Janeiro para poder ver a queima de fogos. 
Os meninos, que ainda jogavam Vôlei, ficaram jogando até uma hora razoável, exatamente às 16h30 da tarde; depois um tempo, eles pararam e seguiram para perto da calçada para poder descansar. 
(Loren) Lê, me empresta o seu bronzeador, é que eu esqueci... 
(Letícia) Ah, claro... Espera ai, eu vou ver onde tá. 
Letícia começou a procurar o seu bronzeador dentro de sua bolsa, só que ela não tinha visto que estava ao seu lado. 
(Letícia) Aqui, Loren... Pode aproveitar. 
Letícia jogou o bronzeador para Loren. 
(Loren) Valeu. 
(Paul) Loren, como vai andando aquela investigação da sua mãe? 
(Loren) Não sei... Minha mãe quase não fala do trabalho. 
(Thayná) Que investigação? 
(Fábio) A mãe dela é uma delegada... Sabe esses assassinatos que estão ocorrendo? [Thayná e Rafaela assentiram] Então, a mãe dela está investigando. 
Thayná e Rafaela ficaram surpresas... Aquela menina que estava brincando com ela era a filha da melhor Delegada do Rio de Janeiro? 
(Rafaela) Sua mãe é a Delegada Lúcia? 
(Loren) É. 
(Thayná) Show. Ela é a melhor delegada do Estado! 
O celular de Loren começou a tocar, ela pegou de imediato, e viu que era uma mensagem do Facebook. 
(Wendel) Quem é? 
(Loren) É garoto que eu conheci no Facebook, o que a gente falou mais cedo... 
(Paul) Desenvolve, o que tem ele? 
(Loren) Bom, ele disse que está em uma praia do Rio... E qual praia ele tá?... Nessa aqui. 
(Vinicius) E que lugar ele está? 
Loren começou a digitar no Celular, um sorriso cresceu em seu rosto. 
(Loren) Ele disse que está perto da gente! 
Loren e os seus amigos olharam para trás e viram um garoto de cueca e óculos pretos; e  foi ai que o coração de Isabelle acelerou completamente... agora ela sabia de onde tinha visto aquele garoto... era o mesmo garoto que olhava para eles algumas horas atrás. Algo naquele garoto, para Isabelle, era maravilhoso, mas, ao mesmo tempo perigoso... ela sentia que algo de muito ruim ia acontecer com eles, se ficassem perto daquele menino de óculos  e cueca preta. 
(Isabelle) É aquele garoto ali?! Eu sinto que ele é problema. 
(Vinicius) Não foi ele que eu disse que não parava de apontar para a gente? 
Isabelle assentiu, porém, não deu explicações. Loren, que se levantou num pulo, olhou para o seu amigo do Facebook e gritou para que ele viesse para perto de seus amigos. Enquanto ele caminhava pela areia, algo no andar dele ou seria no olhar dele?, deixava Isabelle nervosa... ela tinha certeza que aquele garoto tinha algo, e algo perigoso. Quando ele finalmente chegou perto, o coração de Isabelle congelou. Seus olhos eram pretos, pretos mesmo; mas algo fazia ela ficar atraída por aquele garoto misterioso. Seriam seus olhos completamente profundos? Seria seu corpo completamente definido? Seriam suas pernas e coxas grossas? Ou seriam seus braços? 
(Alex) Oi. Como vão? 
Agora era a voz que a acomodava; era doce mais ao mesmo tempo sombria. 
(Loren) Bem. Então você também tem meus amigos no Facebook? 
(Alex) Sim. A Letícia e o Luciano. 
(Luciano) Como vai, cara? 
(Alex) Vou bem. 
(Isabelle) Por que você não veio falar com a gente, quando estava ali em cima? 
(Alex) Fiquei com medo de não serem a Loren e a Letícia. Então, esperei um pouco, e depois mandei uma mensagem para Loren. 
Isabelle o fuzilou com os olhos. Ela não confiava nele. Naquele momento, um homem se aproximou deles. E foi em direção de Rafaela, que quando viu o garoto, abriu um sorriso e o abraçou. 
(Rafaela) Que bom que você chegou! 
Rafaela deu um beijo em seu namorado, o Andrew. 
(Andrew) Fiquei um pouco preso no transito, sabe, a minha mãe quer andar devagar... Ah, e ainda teve um acidente ou assassinato... Perto ali de Bonsucesso, sabe, a Avenida Brasil? 
(Rafaela) Ah. Vem conhecer meus novos amigos... Esses são: Paul, Letícia, Fábio, Loren, Luciano, Wendel, Bianca e Vinicius. 
(Andrew) Oi, pessoal. 
Todos disseram um “Oi”, juntos e em uníssono. No mesmo instante, milhares de tiros foi ouvido; parecendo que vinha de todas as direções. Com toda certeza, devia ser da comunidade mais próxima dali.

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