Não são tão ruins... mas os livros também não ajudam!
Uma saga com uma promessa de ser o mais novo Harry Potter, porém, apesar de tentar, não conseguiu ser o que era planejado. Pessoal, antes de ficarem com raiva, saiba que sou fã de Percy e sua turma, porém, sei reconhecer erros quando vejo. Então, antes de me xingarem, tentem entender que estou tentando mostrar um ponto de vista meu...
Percy Jackson e os Olimpianos é uma história que trás Percy como o principal. Ele, como Harry Potter, vai para um lugar de aprendizado, e aqui nos é apresentado o Acampamento Meio-Sangue; um lugar de segurança para os Semideuses. E lá Percy, junto com seus amigos, Annabeth e Grover vivem aventuras bem perigosas para a sua idade. Bem, é basicamente assim, de forma resumida.
Agora vamos ao que importa de verdade: os livros. A saga Percy Jackson, ou PJO, tem um ritmo bom e uma história que é totalmente diversa, em alguns pontos, de Harry Potter. Se em Hogwarts tinhamos magia, no Acampamento Meio-Sangue temos os deuses Gregos. Mas tenho que admitir que fiquei decepcionado com algumas coisas... Para falar a verdade, só conheci Percy Jackson por causa do filme Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Ao assistir o filme, me encantei pela história rápida e jovem de assistir, e imaginei que quando fosse ler o livro, teria a mesma empolgação. Quero dizer a verdade, não tive; pelo menos não de cara.
Vou admitir que, por falta de grana, acabei começando a ler Percy Jackson pelo seu segundo livro: Mar de Monstros. A história e foco do livro é realmente interessante, porém, não posso deixar de notar algumas extravagancias de Rick Riordan na hora de descrever certas coisas. Tudo bem que eles são semideuses, mas, não deixam de ser crianças de 13 anos. E, querendo ou não, os dois primeiros livros são bem infantis e com algumas falas que chega a
ser o fim da picada. Todos diziam que eu devia ler logo o Ladrão de Raios para que pudesse ver a sujeirada que os diretores fizeram. Quando finalmente consegui pegar o livro emprestado, fui ler Ladrão de Raios, esperando vir uma história realmente boa e melhor que o filme. E aqui vai a minha resposta: nunca vi um livro tão mentiroso como Ladrão de Raios e com uma história totalmente fraca e infantil. Por um lado, realmente tenho que entender que Percy só tinha 12 anos e que realmente haveria partes infantis; mas nem Harry Potter e a Câmara Secreta foi tão infantil assim. E por que, de um certo ângulo, escolhi o filme? Pela história adulta e centrada. Obviamente que detesto quando um filme não é fiel ao livro (tem até alguns aí que nem prefiro assistir), mas, no caso de Percy Jackson terei que ser bem critico. Os produtores do filme queriam que PJ fosse um sucessor de HP, então, usando essa visão, decidiram focar nos fãs de Harry Potter, que já estavam na casa dos 15 a 18 anos, para tentar puxa-los. Porém, os fãs (que não possuíam a mesma idade que todos os fãs de HP) não gostaram da adaptação e boicotaram o filme.
Mas o livro Percy Jackson só vem realmente ficar interessante e sombrio em seu terceiro livro: Maldição Titã. Um livro rápido, ágil, com uma história muito mais interessante do que seus anteriores e com ações muita mais maduras de seus personagens. É a partir dali que Percy Jackson mostra para o que veio e porque fez milhares de fãs o amarem. A saga entra numa clima mais intenso e adulto, com mortes importantes e desafios a serem testados. É uma pena que a saga não tenha continuado no cinema, porque, o segundo filme, apesar de ter sido mais fiel ao livro do que seu anterior, dava o pontapé necessário para que Percy Jackson se fortalecesse. Os Cinco livros de Percy Jackson, juntos, são bons, porém, Riordan deixou a desejar nos seus primeiros exemplares... mas, graças a Deus, ele foi trazendo uma nova história e, assim, levando-a para outro patamar.
MATEUS SANTOS




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