Mystic High: Coração de Sangue - Capitulo 1

Capitulo 1 - O Começo de Mystic High




Podia-se se dizer que Mystic High era uma cidade estranha?, sim, podia. Mas nem sempre fora assim. Na verdade, não se sabe muito quando a cidade foi criada especificamente. Percy Hopheegold, o verdadeiro criador e prefeito da cidade, só sabia dizer que a cidade fora criada no dia 13 de fevereiro de um ano no qual ele não se lembrava devido há grandes problemas que enfrentou. Mystic High ficava localizada na Virginia, cercada por uma grande floresta, e era difícil de ser achada se não tiver bem atento à sua volta.
Percy era um hibrido de vampiro com lobisomem, que no decorrer de sua vida, ele pensava que nada podia ser mais significativo do que ele ser um lobo. Ele se tornará um hibrido no ano em que fora até Nova Orleans para fazer uma visita à um amigo muito querido. Mas isso não vinha ao caso.
Depois de muitos anos afastado de sua própria cidade, Percy decidiu voltar para lá; voltar para suas origens, para onde ele poderia ser quem era. Porém, ao chegar em Mystic High, Percy percebera que tinha muito o que fazer. Primeiro, a cidade parecia uma cidade fantasma e tinha um aspecto de que estava abandonada; o que em si era verdade. Em uma semana, uma semana de duro trabalho e determinação, Percy reergueu a cidade. Fazendo ela ganhar vida novamente.

Percy não tardou a perceber que a volta de Mystic High, depois de tantos anos, era algo vivo e que mexia com a essência que a cidade tinha. Ele estava na Prefeitura de Mystic High quando viu o quadro antigo em que ele estava com sua irmã, sobrinha e seu cunhado. Sua irmã morrerá de uma forma trágica, onde ele não suportava lembrar. Dianna, sua sobrinha, era algo muito fofa de se admirar. Tinha os olhos e o jeito da mãe; não restando quase nada do pai. Percy sentia muita falta de sua irmã.

Mystic High, naquele exato momento, estava se reerguendo. As casas reformadas, ruas cheias de arvores e uma praça perfeita para todos aproveitarem o dia de folga. Esse era o começo de Mystic High. O começo de uma cidade que, ela não sabia, mas enfrentaria muitos mistérios e intensas reviravoltas.


Quando a cidade realmente começou, Percy ficou com medo de não haver nenhum habitante. Mas ele estava enganado. A primeira pessoa a aparecer ali fora James, seu cunhado e marido de sua irmã.

James, assim por dizer, não era uma pessoa de muitos amigos. Andava sempre com uma estranha capa preta, que cobria todo o seu corpo e tinha uma aparência muito séria. James era filho de Hades, deus do Mundo Inferior, e sempre teve uma áurea sombria.

Numa tarde normal de sábado, Percy estava sentado na varanda de sua mansão quando uma carta apareceu perto de sua cadeira. A carta era de James. Como sempre ele fora seco com as palavras. A carta era simples, com poucas palavras e objetiva:

Estou voltando.

Ao terminar de ler a carta, Percy se levantou e deu um meio sorriso. Pelo menos ele teria a companhia do cunhado para ajuda-lo naquela cidade. Ia precisar.

O único problema de toda a espera e ansiedade era que Percy não sabia quando ou como James iria chegar. Que raiva, exclamou Percy em pensamento. Ele queria muito que James chegasse. Não aguentava mais ficar sozinho naquele lugar, sem ninguém para conversar. Nem seu irmão Scott Pierce, que vivia viajando para todos os cantos, mandara uma mensagem. Mas isso era assunto para outra hora.

Os dias se passaram, chuvas vieram e se foram, e nada de James chegar. Percy já tinha começado a pensar que era mentira. Que seu cunhado nem colocaria os pés na cidade.

- Não acho que ele venha - exclamou Percy eufórico. - Já faz quatro dias desde que ele mandou a carta.

Percy foi até a cozinha da casa e bebeu um copo de água. A ansiedade estava consumindo-o de tal forma que ele estava começando a suar e as garras de lobo começaram a crescer. Tentando se acalmar, Percy respirou lenta e profundamente. As garras sumiram.


À noite, naquele mesmo dia, Percy sentou na cadeira de balanço que tinha na varanda e ficou observando o silencio da noite. Os pássaros voavam ao longe, o vento fraco mexia as arvores e a luz da lua brilhando lá no céu. Foi quando, perto de uma arvore, algo se mexeu nas sombras. Percy ficou olhando e, usando sua visão de lobo, ele viu que era alguém. Se levantou e preparou para lutar, não queria saber quem era, até que a voz disse:

- Se esqueceu dos bons modos, Percy.

Era James. Ele saiu das sombras e subiu até a varanda da casa de Percy. Estava pálido como mármore mas mantinha a mesma cara séria e rabugenta. Percy se desarmou e apertou a mão do cunhado.

- Finalmente você chegou - disse ele, sorrindo. - Por que demorou tanto?

- Percy - começou James, sua voz saindo bem estranha -, eu fiquei durante 16 anos no Mundo Inferior. Precisei me preparar psicologicamente para poder voltar para cá. Mas, pelo visto, você conseguiu o que queria... conseguiu reerguer Mystic High.

Percy assentiu. Finalmente James tinha chegado. Agora, Percy poderia ter alguém pra conversar. Bem, isso iria depender do humor de James.

- Bom, agora podemos conversar - disse Percy, sentando em sua cadeira e indicando outra para James.

A mansão de Percy era grande o suficiente para caber muita gente. Tinha três andares, uma piscina e ainda tinha tantos quartos que poderia colocar a família inteira ali que ainda caberia mais gente. A varanda era o lugar preferido de Percy e ela, com suas paredes brancas, fazia o lugar ter mais paz.

- Por que decidiu voltar?

- Precisava sair de lá - respondeu James, sentando na cadeira. - O Mundo Inferior as vezes pode ser chato, sabia?

- Imagino. Bom... vai querer ficar aqui em casa ou vai querer pegar uma própria pra você?

- Eu me ajeito. Não se preocupe.

Com a chegada de James à cidade, Percy sentia-se um pouco animado. Ele estava na prefeitura, mexendo em alguns papéis e tentando encontrar pessoas que quisessem morar ali. Estava difícil... muitas pessoas, ao ouvir o nome Mystic High, começava a ficar surpreso com o nome e não queria mais comprar a casa. Achavam o nome meio estranho.

A manhã foi passando e a tarde chegou trazendo um sol fraco e muitas nuvens no céu. A prefeitura ficava no centro da cidade de Mystic High, um pouco depois da entrada da mesma. Era grande e tinha só um andar. As paredes eram marrons e tinha um grande pátio à direita.

Depois de um certo tempo, alguém bateu na porta. Confuso, Percy esperou mais um tempo antes de responder algo. Não podia ser James, ele geralmente entrava sem bater... então, quem seria?

Deixando os papéis em cima da mesa, Percy foi até a porta e abriu-a. Uma garota, de no máximo 19 anos, se encontrava na porta. No momento que a viu, Percy teve algo, como se já conhecesse a garota de algum lugar, porém, ele tirou o pensamento da mente e voltou a se concentrar no que aquela garota estaria fazendo ali.

Ela estava vestindo calça jeans e uma camisa amarela de renda. Os cabelos caiam no ombro, deixando o rosto dela menos visível à luz da tarde. Percy viu uma pasta na mão dela e que seus olhos, castanhos como os dele, tinham certa apreensão.

- Boa tarde - cumprimentou-a Percy. - O que posso ajudar?

- Oi - disse a garota dando um sorriso vacilante. - Eu vi que você está precisando de uma secretária, bem, estou me mudando para cá e preciso de um emprego... aliás, eu sou Bella. Bella Waston.

- Ah, sim. Realmente estou precisando de uma secretária... bem, sou Percy Hopheegold.

Ele estendeu a mão para Bella. Ela, como estava um pouco nervosa, apertou meio sem jeito a mão de Percy. Um choque, estranho, mas nada demais, passou por eles. Percy franziu a testa, desconfiado, e sorriu vacilante. Bella, ao contrário, sabia o que aquilo queria dizer... os dois tinham uma conexão. Algo... parecia ser bruxaria.

- Desculpe perguntar... mas você é bruxo?

Bella quase deu um treco com a sua pergunta. Não sabia o que tinha dado nela para fazer tal coisa. O que ele pensaria dela? O que diria? Bella, tentando se acalmar, olhou para Percy seriamente.

- Sou - respondeu Percy. - E você também, não?

Bella assentiu, respirando mais calma.

Mas algo tinha ali. Percy sentia que conhecia aquela garota. Não sabia de onde. Mas a conhecia. De onde? Seria de Nova Orleans? Brasil? Era estranho.


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